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24/01/2008 - 19h42

"Todas as rainhas de bateria se odeiam", diz rainha da Acadêmicos da Rocinha

MARIA ESTER RABELLO
Colaboração para o UOL, do Rio
"Todas as rainhas de bateria se odeiam", revela a rainha de bateria da Acadêmicos da Rocinha Fábia Borges que, de vez em quando, tem de receber em sua quadra uma rainha desgarrada como Adriana Bombom, da Portela, que em um sábado pré-Carnaval dançava efusivamente diante das câmeras na quadra da Acadêmicos da Rocinha, território de Fábia.

"Eu recebo bem todo mundo, faz parte da minha função", diz a rainha. "Fui criada com minha avó e com pessoas mais maduras, então me sinto acima de tudo isso. Com ou sem escola, eu sou do samba", explica a ex-modelo de 27 anos, que se orgulha do passado carnavalesco da família. Por via das dúvidas, Fábia usa no pulso uma guia de Iansã, sua orixá protetora no candomblé. E conta, também, com a proteção de Sara Kali, santa cigana que conheceu durante os anos que morou na Espanha, casada com um empresário.

Maria Ester Rabello/UOL
Fábia, rainha de bateria da Acadêmicos da Rocinha, malha para o Carnaval
VEJA FOTOS DA ROTINA DE FÁBIA
Fábia se separou em meados de 2007 e agora está livre para fazer o que o marido não permitiu alguns anos atrás: posar para a revista "Playboy". "Não tenho problemas com a nudez", conta a rainha da Rocinha, que recebeu a reportagem do UOL de robe branco entreaberto com a lingerie à mostra, na suíte de um hotel em São Conrado. É ali, local onde ficará hospedada às vésperas do desfile, que Fábia tem recebido a imprensa.

Sempre preocupada com a longa cabeleira castanho-escura, Fábia posa para fotos na cama e tomando café da manhã, enquanto aproveita para dar dicas da dieta que também aprendeu na Espanha e colocou em prática durante esses anos de rainha de bateria. Não usa manteiga, só azeite para regar a clara de ovo. Gema nem pensar, porque engorda. "Como o que meu corpo pede: feijoada, chocolate", fala a morena de 1,68 m de altura e 50 kg - no entanto, antes do desfile, por conta dos exaustivos ensaios, ela chega a pesar 48 kg.

"A rainha de bateria não tem a autenticidade das passistas. Ela é marketing", diz o presidente da Acadêmicos da Rocinha Maurício Mattos. "Quem não aproveitar isso está perdendo", completa. Fábia retribui o investimento da "empresa" na sua imagem, afirmando convicta que "o destino da Rocinha é o Grupo Especial".

Já Raíssa, da Beija-Flor, é uma das poucas rainhas de bateria que vive no lugar de origem da escola de samba que defende na avenida. Aliás, mora tão perto da quadra da Beija-Flor que vai ao ensaio a pé. "Eu adoro Carnaval. É a melhor festa que existe", diz Raíssa, que começou a freqüentar a antiga quadra de Nilópolis ainda criança como passista mirim e chegou ao posto mais cobiçado pelas sambistas aos 12 anos de idade. Raíssa tem apenas 17 e já tem cinco anos de reinado na Beija-Flor.
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