09/02/2008 - 17h24

Baile de Máscaras reúne descolados VIPs e anônimos no Sofitel do Rio

MARIA ESTER RABELLO
Colaboração para o UOL, do Rio de Janeiro

Maria Ester Rabello/UOL

Casal de mascarados posa durante o baile do Hotel Sofitel no Rio

Casal de mascarados posa durante o baile do Hotel Sofitel no Rio

O baile de máscaras do Sofitel já entrou para a agenda dos descolados e socialites do Rio. Ricos, sim, mas modernos, eles se misturam aos convidados nada VIPs da lista eclética da promoter Ana Maria Tornaghi, na festa realizada na noite de sexta-feira (8), em Copacabana.

Por volta da 1h da manhã, o baile estava com a pista cheia, com direito a briga em um dos camarotes. O desentendimento aconteceu entre um pirata pitboy e um senhor de smoking, e teve como saldo uma mulher com o pé machucado e muitos seguranças cercando o espaço. Quem apaziguou os ânimos foi a presença de La Tornaghi e seus penachos.

Os convidados -muitos estrangeiros- apareceram fantasiados ou com máscaras, como pedia o convite, e com a maioria das mulheres seguindo o tema desta ano: Moulin Rouge. Para entrar no clima da festa, um bazar beneficente tinha sido montado no hotel nas semanas anteriores, repleto de máscaras à venda.

O Bal Masqué (assim mesmo em francês, porque o hotel faz parte de um grupo desta nacionalidade) do Sofitel do Rio é longo, começa cedo e termina na manhã do dia seguinte. Ele é realizado sempre uma semana depois do Carnaval por diversos motivos. Segundo a gerência do hotel, para não competir com o tradicional Baile do Copacabana Palace (no sábado de Carnaval) ou com os desfiles do Sambódromo e, principalmente, para esticar a ocupação do hotel neste período de verão carioca.

Às 5h da manhã, a banda que apresentava marchinhas e sambas embalou com "Cidade Maravilhosa" - a senha de fim dos bailes de carnaval, mas o público não foi embora. Os convidados ainda lotavam os bufês de salgados e doces do chefe Roland Villard, as varandas do hotel e a boate, onde o DJ tocava música eletrônica.

Preparativos
O Baile de Máscaras do Sofitel começa horas antes, nas lojas que vendem fantasias espalhadas pela cidade. Na tarde da festa, todos os que receberam convites em cima da hora surgem procurando uma "fantasia urgente". A mãe carnavalesca - foliã do Cordão do Bola Preta -, por exemplo, levou o filho já crescido para escolher uma fantasia. Ele, animado, selecionou perucas e bijuterias para combinar com o traje. Saiu da loja decidido pelo terno dourado, uma peruca black power e correntes também douradas. No baile, ainda apareceu com um charuto na mão, lembrando um malandro da Lapa ou um gangster americano.

Nas poucas cabines de uma loja em Copacabana, "Julietas" iam se revezando com melindrosas e príncipes renascentistas. "Somos da mesma época", disse o príncipe para a personagem de Shakespeare, misturando a cronologia histórica. Um pirata chique e indeciso, filho de um famoso gourmet da cidade, rodava a loja pedindo palpite de todos. A dona da loja estava aflita, porque também ia ao baile e ainda precisava passar no cabeleireiro. As costureiras faziam os ajustes finais nas fantasias de última hora. Uma das peças, de um brocado azul e dourado, pertence a "uma pessoa fofa e muito alto astral", disse a costureira se referindo à "Cida Loura" que já esteve no Big Brother Brasil, da Globo.

No baile, Cida era uma das mais animadas; fazia festa quando via as pessoas e chegou a se deitar no chão com um amigo como se estivessem fazendo flexões. "Pára Cida, faz uma pose", gritou um fotógrafo. E ela obedeceu. Quando deixou o baile, às 6h da manhã, deu tchauzinho para seguranças e funcionários do hotel e saiu comentando "o Brasil é mesmo um país especial", admirada com o sorriso que recebeu da equipe da festa ainda alegre àquela hora.

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