20/02/2009 - 16h13

Dançarinas do Moulin Rouge mostrarão o "cancan" na Sapucaí

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Dançarinas de "cancan" com samba no pé? "Oui", é o que promete a Grande Rio, que presta uma homenagem à França e vai montar um cabaré na Sapucaí, com bailarinas do famoso Moulin Rouge de Paris.

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Dançarinas do grupo francês Moulin Rouge se apresentam para a imprensa, no Rio de Janeiro (20/2/2009)


"Tivemos que nos familiarizar com a música, com o samba, entender a letra e aprender", disse nesta sexta-feira a dançarina francesa Sophie Escoffier, que estará na Sapucaí, domingo, intercalando passos de "cancan" e samba ao som do enredo "Voilá, Caxias! Para Sempre Liberté, Egalité, Fraternité. Merci Beacoup, Brésil! Não tem de Quê!".

Segundo a coreógrafa Janet Pharaoh, ex-dançarina do grupo, o samba tem um ritmo muito diferente do que elas estão acostumadas.

"Queríamos trazer um pouco do cancan e foi difícil conciliar o samba com os passos do cancan e o movimento da saia", disse ela, referindo-se ao passo típico do cancan, em que as dançarinas levantam uma perna e, ao mesmo tempo, a saia com as mãos à altura dos ombros.

"O grande teste será no desfile", acrescentou Janet, durante entrevista coletiva, cercada pelas longilíneas dançarinas vestidas com um dos trajes que usam no espetáculo, com as pernas à mostra, muito brilho e penas coloridíssimas.


As bailarinas, com idade média de 25 anos, não podem ter menos de 1,72 metro para fazer parte do seleto grupo. "O ideal é 1,80 metro", explica Janet, que participa da seleção de aproximadamente 500 candidatas de todo mundo a cada ano, e enfrenta a dura tarefa de escolher 20.


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Famosas pelo cancan, dançarinas dividirão atenções com as brasileiras na avenida


No Brasil, desembarcaram 32 bailarinas de diferentes nacionalidades -- francesa, alemã, inglesa, australiana, entre outras -- que desfilarão em um carro-alegórico representando uma réplica do cabaré francês. Elas terão a companhia da brasileira Watusi, ex-estrela do Moulin Rouge de 1978 a 1982.


A roupa que elas usarão no sambódromo foi criada pelo carnavalesco da escola, Cahê Rodrigues, e feita na França. Cada uma custou em torno de 32 mil reais (10 mil euros), com muitas plumas, tafetá, seda, strass e paetês. O peso de tanto luxo deve justificar a 1,5 tonelada de roupa que desembarcou no Brasil.


A escola de Duque de Caxias, a única entre as 12 do Grupo Especial a fechar acordo de patrocínio para o desfile deste ano, recebeu mais de 2 milhões de reais de empresas francesas por prestar uma homenagem ao ano da França no Brasil.


A casa de espetáculos parisiense, fundada em 1889 e famosa pelo cancan, recebe cerca de 600 mil pessoas ao ano para assistir ao show, que fica em cartaz por cerca de 10 anos e recebe um investimento de cerca de 9 milhões de euros (quase 30 milhões de reais).

(Por Maria Pia Palermo)

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