A cobiça do homem por pedras raras é contada desde a pré-história no desfile da Unidos do Peruche, primeira escola a desfilar no Anhembi nesta sexta-feira, 20 de fevereiro. No carro abre-alas, um mamute gigante, reproduções de esqueletos de dinossauros e homens da Pré-História remetiam à antiga relação dos homens com os minerais e o uso deles como adorno, distinção social e no "jogo da conquista".
A sedução que a beleza das pedras desperta nos homens também apareceu de maneira simbólica na comissão de frente "A Dança dos Metais", composta por 14 integrantes vestidos de "ouro e prata", com fantasias douradas na frente e prateadas atrás.
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A cor dourada foi recorrente durante o desfile, inclusive na bateria. Ao longo do desfile, a representação do luxo foi se tornando mais forte, inclusive no segundo carro sobre a "Evolução das Jóias na Civilização", entre elas a egípcia, a grega e a persa. Além dos integrantes vestidos de acordo com estes povos, havia estátuas, entre elas a de um homem egípcio que chamava a atenção.
Outras pedras destacadas no desfile foram o diamante, o diamante azul e a esmeralda. Esta última trouxe a cor verde à avenida e a um dos carros, onde apareciam grandes índios e um sapo, para mostrar a influência das pedras preciosas nas tradições indígenas. Este carro trazia ainda várias crianças, inclusive o casal mestre-sala e porta-bandeira mirim.
O Brasil não ficarou de fora do desfile, que mostrou o garimpo do ouro em Minas Gerais, num carro abre alas com um grande caboclo, e uma ala sobre o ouro usado em esculturas barrocas. A Xica da Silva também foi representada no chão para mostrar o uso de jóias no período colonial. Os chapéus dourados da bateria voltaram à avenida para fechar o desfile às 24h23, dentro do horário previsto.