21/02/2009 - 07h27

Marcado por problemas, desfile de Nenê de Vila Matilde fecha primeiro dia em SP

Da Redação
A Nenê de Vila Matilde começou o último desfile da primeira noite de Carnaval em São Paulo, "60 anos - Coração guerreiro, a grande refazenda do samba", já com dia claro e confusão na concentração.

  • Alexandre Schneider/UOL

    Com alguns problemas, Nenê realiza o desfile em 58 minutos

Antes do início do desfile, houve uma confusão na concentração da escola por uma série de contratempos: uma passista se recusava a subir em um destaque no alto de um carro alegórico, a "turma da merenda", que empurra os carros, também se recusou a empurrar o carro por conta de um desentendimento, mas acabou voltando atrás. O carnavalesco da escola, Lucas Pinto, também teria brigado com o presidente Alberto Alves da Silva Filho, o Betinho, e abandonado o Sambódromo. Ao final do desfile, Betinho disse que foi uma discussão "entre dois seres humanos", e não entre uma "instituição". O presidente da escola ainda agradeceu antecipadamente o trabalho feito pelo carnavalesco. Por último, um dos bonecos da escola teve o braço parcialmente quebrado, mas depois foi remendado.

Um segundo carro alegórico teve problemas com o eixo, fazendo com que algumas alas passassem à sua frente na tentativa de evitar atrasos na evolução do desfile, segundo a ordem divulgada pela escola. Ao final do desfile, o diretor de harmonia, Rogério Márcio, negou que tenha acontecido qualquer inversão.

A ala das baianas, "Bodas de Diamantes", trouxe a atriz Adriana Lessa. Outro famoso, o ator Miguel Falabella, fez o papel de mestre de cerimônias da escola, ao lado da rainha de bateria Simone Sampaio.

O carro "Africanidade - Exemplo da Raça" retratou a beleza negra e relembrou enredos da escola ligados à questão afro.

Uma ala que trazia 90 integrantes com pandeiros na mão homenageava seu Nenê, fundador da escola. Outra ala, "A bênção Portela", homenageou sua madrinha carioca. A Mangueira também foi relembrada no desfile.

Entrando no campo esportivo, o Corinthians foi homenageado em uma das alas da escola. Os integrantes desfilaram com o símbolo e a bandeira do time paulistano.

O último carro da escola "Mais 60 Anos" representou os sonhos para o futuro da escola, que pretende dobrar o seu tempo de existência.

A primeira-porta bandeira da escola passou mal com o calor ao passar a linha da dispersão, foi atendida e voltou a dançar, sem prejudicar a escola.

A escola finalizou o desfile em 58 minutos, dentro do tempo previsto. Na dispersão, seus integrantes continuaram cantando aos gritos de "é campeão".

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