A campeã de 2008 Vai-Vai levou para a avenida o enredo "Mens Sana et Corpore Sano. O Milênio da Superação", ressaltando a importância da saúde do corpo e da mente.
A escola trouxe cerca de 4.500 integrantes, 30 alas e cinco carros alegóricos. A bateria tem como madrinha a apresentadora Amanda Françozo e, como rainha, Camila Silva.
A comissão de frente "Em busca do homem vitruviano" representou um duelo entre a era das trevas e da iluminação. A atriz Valquíria Ribeiro fazia uma coreografia com os demais componentes da ala.
A ala das baianas "Globalização Microbiana" veio com 120 integrantes em vestidos predominantemente azuis, com listras brancas e enfeites dourados na cabeça e no peito.
A ala "Transmissores" mostrou os componentes fantasiados de mosquitos, pernilongos e moscas. Outras alas com nomes que remetiam ao tema foram A "Hanseníase" e "Morte".
Carro abre-alas "A Peste Negra", com cerca de 90 metros, reunia três partes. A primeira, com cabeça de monstro e corpo de mulher, representando a varíola. O boneco articulado exigiu 11 pessoas para fazer os movimentos. Ao abrir a boca, um integrante saía fantasiado de outro monstro. Na segunda parte, havia a representação de um palácio indiano. O último trecho da alegoria mostrava a natureza, com bonecos de onças copulando.
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A ala "Peró Peludos", apelido que os portugueses tinham na época do descobrimento, veio com 15 integrantes fantasiados de caravelas. As roupas chegavam a quatro metros de altura.
A "Bateria Peste Negra, Homem Lobo do Homem" foi comandada pelo Mestre Tadeu. "Delírio" veio com fantasias altas, com caveiras com lenços saindo pelos olhos.
Na ala "Febre Amarela" foi feita uma referência ao sanitarista Oswaldo Cruz. O carro "Higiene", com um grande boneco de urubu com 11 metros de altura, falou da Revolta da Vacina, com bonecos gigantes de escravos carregando barris de fezes na cabeça, com a sujeira escorrendo pelo corpo, como era feita a higiene no Rio de Janeiro antes do saneamento básico, com o lançamento dos dejetos na Baía de Guanabara.
Crianças vieram fantasiadas de ratos, representando os animais que infestavam a cidade do Rio de Janeiro. A ala dos "Tigres" mostrou na fantasia a situação a qual os escravos eram expostos, com os baldes de fezes acima da cabeça.
O carro "Na Folia do Glutão", terceira alegoria da escola, fez uma crítica a alimentação, com uma grande boca à frente e bonecos representando obesos. A ala "Colesterol" mostrou uma representação das artérias nas fantasias dos integrantes. Na ala "Coração - Marcapasso", corações dominavam a alegoria.
O verde imperou na ala "Pulmão", enquanto a ala da bebida ficou tomada pelo dourado e branco. A ala "Anabolizantes" veio com fantasias altas com cabeças de caveiras, seringas e braços anabolizados.
O carro "Ar e Meio Ambiente" trazia três torres que soltavam chamas na parte de trás, com cigarros saindo de um pulmão. A parte da frente mostrava um pulmão que mudava de cor, simbolizando a saúde e a doença. Atrás dele, vieram alas retratando a medicina oriental e terapias alternativas, como as alas "Tai Chi Chuan", com integrantes vestidos de branco ou preto, em movimentos coordenados e "Aromaterapia".
O carro "A Cura Pela Fé", trouxe o pianista João Carlos Martins, o senador Eduardo Suplicy, o cantor e apresentador Netinho, além do presidente da escola, Tobias da Vai-Vai. A alegoria teve o número 13 como base para escolher o número de convidados entre outros itens que a compunham.
Os integrantes da comissão de frente passaram mal na dispersão e foram atendidos com desidratação pelos bombeiros no local. A escola terminou o desfile com 64 minutos, com seus últimos integrantes correndo para atravessar o portão da dispersão.