A Unidos de Vila Isabel trouxe à Sapucaí um enredo em homenagem aos trabalhadores brasileiros, tema que já havia escolhido para o Carnaval de 1951 - na ocasião, uma forte chuva cancelou o desfile da escola.
Getúlio Vargas, presidente do Brasil na época, foi lembrado com um grande busto metálico no carro "A Era Vargas", que representava a industrialização do país. Ele era seguido por outro carro em que se via uma linha de montagem com partes de automóveis em tamanho natural.
Além da industrialização e das leis trabalhistas, o desfile completou o clima getulista com homenagem aos sindicatos, com integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em uma das alas.
A Vila Isabel optou por um desfile "cronológico", com índios na comissão de frente, baianas representando o mar e um mini-carro de rosa dos ventos "navegando" entre elas.
O recurso dos mini-carros, ou tripés, foi largamente utilizado pela escola para ilustrar seu enredo. Estruturas com três apoios não contam como carros alegóricos, portanto não têm limite numérico.
O carro abre-alas "Assim Era Pindorama" trouxe um chafariz (tendência no Carnaval 2008) com dançarinas nuas, representando o Brasil antes da chegada dos colonizadores. As alas e carros alegóricos seguintes representaram a colonização portuguesa, a exploração dos escravos, as migrações internas e até a imigração japonesa, em fantasias de samurai utilizadas pela bateria.
A Miss Brasil Natália Guimarães estreou como rainha de bateria, exercendo a função com mais graça do que técnica.
O carro "Tributo aos Trabalhadores do Brasil", último do desfile e no qual vinha a velha guarda da escola, teve problemas e teve que ser empurrado para entrar na Marquês de Sapucaí.
O atraso causou um grande vazio entre a última ala e o carro, que teve que correr para alcançar a escola.