A partir das 15h45 desta quarta-feira (25), acontece a apuração das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.
O UOL acompanha ao vivo a escolha da campeã carioca de 2009.
Se dependesse da expectativa das escolas, haveria 12 títulos de campeã, pois todas se julgam merecedoras da vitória. Das 12, apenas uma cairá para o Grupo de Acesso.
"Foi maravilhoso, um desfile para sermos campeões", disse Eduardo Oliveira, diretor de harmonia da Grande Rio. "Os acidentes não vão nos atrapalhar", comentou em relação a um dos carros alegóricos, que quebrou na avenida.
A Beija-Flor encara a vitória como uma obrigação. Com certeza, o título será o melhor presente para o cantor Neguinho, que se casou na concentração. "Temos de ganhar esse título de qualquer maneira, porque é para o Neguinho", justificou o presidente da escola, Laíla.
O Salgueiro, vice em 2008, não pretende repetir o resultado. "A gente veio com tudo e vamos levar o título", garantiu Viviane Araújo, rainha da bateria.
Mesmo quem tem experiência na festa não poupou expectativa. "São 50 anos de Imperatriz e 25 meus na avenida", contabilizou a modelo Luiza Brunet, rainha de bateria da escola. "Foi um desfile maravilhoso, digno de escola campeã".
Os jurados e as notasEm São Paulo a apreensão terminou ontem. Em disputa apertada, decidida no último envelope, a Mocidade Alegre conquistou o título, com 359,25 pontos.
No Rio, as escolas são julgadas em dez critérios e para cada um existem quatro jurados, o que totaliza 40 avaliadores e 40 notas.
"Os malotes com as notas chegam em um carro-forte para serem abertos na presença de todos", explica Vicente Dattoli, assessor da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).
As notas variam de 7 a 10 para os quesitos bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, conjunto, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira. O critério samba-enredo envolve duas notas, variantes de 3,5 a 5, uma para letra e outra para melodia.
Os jurados ficam distribuídos em quatro pontos da avenida. Durante o desfile, eles não têm acesso a qualquer meio de comunicação, para não serem influenciados, e ficam proibidos de usar telefone. Para os dois dias de trabalho, são remunerados com R$ 2 mil.