A Mocidade Alegre arrancou gritos entusiasmados do público com a bateria, toda vestida de vermelho.
Sob o tema "Batidas do Coração", os integrantes mostraram uma novidade antes de entrar no recuo: se posicionaram na avenida montando um coração flechado. A coreografia apareceu afinada com o enredo "Da chama da razão ao palco das emoções...sou a máquina, sou vida...sou coração pulsando forte na avenida!". Além da referência ao órgão, o coração ganhou sentido simbólico, remetendo à emoção, à razão e à paixão.
Para começar, a escola usou uma lenda egípcia: o mito de que uma chama no coração era responsável pela razão ao homem . Além da comissão de frente, chamada "Hórus, o Grande Deus Solar", a idéia foi usada no abre-alas, que trazia a imagem de um coração dentro de uma bola de fogo.
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Ao longo do desfile, os vários sentidos da palavra foram sendo mostrados. Um deles estava ligado à anatomia, em alas como "Eletrocardiograma" e "DNA", além de um dos maiores carros da escola chamado "Coração, a Máquina da Vida". A cor vermelha foi destaque na alegoria que mostrava uma estrutura com formato do órgão e, dentro dele, homens pulando numa imensa cama elástica, com fantasias vermelhas e brancas representando as batidas.
Já a idéia do sonho e da paixão foi mostrada, por exemplo, nos personagens de "O Mágico de Oz", lembrando o Homem de Lata que sonhava em ter um coração, e num carro alegórico com ares do filme "Moulin Rouge". Já na ala "Amor à Dança", assim como na bateria, os componentes formaram um coração visto de cima pela arquibancada.
A paixão ao samba e à escola foram representados pelo último carro "No Grande Coração da Mocidade", com grandes estátuas de colombinas e os membros da Velha Guarda. Também trazia crianças vestindo fantasias com corações e um troféu, para mostrar o sonho de um novo título. O desfile, carregado de cores vermelhas, foi encerrado às 1h57, dentro do tempo delimitado.