13/02/2010 - 09h19

Acadêmicos do Tucuruvi, Rosas de Ouro e Vai-Vai são destaques na primeira noite do Carnaval de São Paulo

Da Redação

Alexandre Schneider/UOL

Imagens dos desfiles das escolas Acadêmicos do Tucuruvi (à esq.), Rosas de Ouro e Vai-Vai (à dir.)

Imagens dos desfiles das escolas Acadêmicos do Tucuruvi (à esq.), Rosas de Ouro e Vai-Vai (à dir.)

A primeira noite de desfiles do grupo especial do Carnaval de São Paulo foi marcado por boas apresentações de Acadêmicos do Tucuruvi, Rosas de Ouro e Vai-Vai, e por problemas nas passagens de Imperador do Ipiranga e Leandro de Itaquera.

Entre os desfiles que mais levantaram o público, esteve a Acadêmicos do Tucuruvi, com enredo homenageando a capital do Maranhão, São Luís. Com fantasias e alegorias luxuosas, a escola destacou marcos históricos e arquitetônicos da cidade, enquanto a bateria deu toques de reggae - ritmo muito popular no Maranhão - à sua batida e coreografia. Entre os destaques estiveram Sheila Mello à frente da bateria, acompanhada de seu namorado, o ex-nadador Fernando Scherer.

Penúltima escola da noite, a Rosas de Ouro contou a história do chocolate. A grande inovação da passagem da Rosas foi trazer um carro alegórico que lançou essência de chocolate durante a apresentação, com o objetivo de aguçar os sentidos do público no sambódromo. Com integrantes vestidos de barras de chocolates e bombons, o enredo abordou o uso do cacau como objeto religioso, até o desenvolvimento dos finos chocolates europeus.

Última escola a desfilar, já na manhã de sábado, a Vai-Vai misturou samba e futebol. Em seu enredo, a escola do bairro do Bixiga comemorou seus 80 anos de história e homenageou as Copas do Mundo, relembrando craques do futebol e destacando a origem do samba. Entre os destaques da agremiação estiveram o ex-jogador Cafu, relembrando a conquista do pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo, e os atores Milton Gonçalves e Neuza Borges, representando rei e rainha africanos no alto de um dos carros alegóricos.

Mesmo com um bom desfile, a Vai-Vai foi marcada por dois de seus componentes passarem mal durante a passagem pela avenida. O mesmo aconteceu com dois integrantes da Unidos de Vila Maria. Todos foram atendidos pelas equipes de socorro do sambódromo.

Escolas com problemas
Primeira escola a desfilar no grupo especial do Carnaval 2010 de São Paulo, a Imperador do Ipiranga teve seu desfile marcado pela superação, já que parte de suas alegorias foram destruídas por inundações que atingiram seu barracão. Outra marca do desfile da Imperador foi o ferimento de Dani Sperle, causado por sua fantasia. Além de um sangramento, a passista teve problemas com seu tapa-sexo ao longo da avenida, o que pode ser motivo para punições.

Com o enredo "Da Antiguidade a Tecnologia: Medicina, a Nobre Arte de Salvar Vidas", a escola da comunidade de Heliópolis abordou o desenvolvimento da medicina, em alas que representaram os médicos egípcios da antiguidade, a medicina oriental, além de médicos contemporâneos.

Com enredo explorando a simbologia das cores da escola, vermelho e branco, a Leandro de Itaquera foi a segunda escola a desfilar, com participação da cantora Sandra de Sá puxando o samba. As alas e alegorias exploraram temas como a sensualidade e celebrações populares ligadas ao vermelho.

O desfile da agremiação sofreu também com um defeito no carro alegórico "Um Brasil em Vermelho e Branco", que forçou vários componentes a empurrá-lo com dificuldade ao longo da avenida. Ao final da apresentação, dois outros carros tiveram problemas. Um deles chegou a bater na estrutura onde ficam os integrantes da Liga das Escolas de Samba de São Paulo.

A apresentação da escola terminou exatamente no limite de 65 minutos para o desfile.

Homenagens e criatividade
Com enredo que abordou o ensino, os professores e os grandes mestres do samba, a Mancha Verde também festejou seus dez anos de história. Em cinco carros alegóricos e 22 alas, a Mancha levantou temas como o treinamento militar dos espartanos na Grécia antiga, a prática chinesa do Thai Chi-Chuan, o filósofo chinês Confúcio, além do encontro entre os índios brasileiros e os colonizadores europeus.

Um dos destaques do desfile foi a presença de representantes de outras escolas de samba tradicionais de São Paulo, como seu Nenê (da Nenê de Vila Matilde), e Thobias, presidente da Vai-Vai.

Ferro foi o tema escolhido pela Unidos de Vila Maria, a quinta escola a desfilar na primeira noite do Carnaval de São Paulo.

A história do metal contada pela agremiação passou pelas culturas grega e romana, até o desenvolvimento da siderurgia industrial e à importância do ferro na própria criação das alegorias carnavalescas.

Em um desfile com bom andamento, a escola enfrentou problemas apenas na saída de uma de suas alegorias, que ficou presa em uma curva ao final da avenida. A dificuldade, no entanto, não deve afetar o desempenho da escola.

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