Governo diz que ocorrências policiais caíram 16,1% no Carnaval de Salvador

Heliana Frazão

Do UOL, em Salvador

  • Coperphoto

    Chiclete com Banana puxa os foliões do bloco Voa Voa no circuito Barra/Ondina, na terça-feira de Carnaval, em Salvador (21/2/12)

    Chiclete com Banana puxa os foliões do bloco Voa Voa no circuito Barra/Ondina, na terça-feira de Carnaval, em Salvador (21/2/12)

Enquanto milhares de foliões insistiam em prorrogar a folia na manhã desta Quarta-feira de Cinzas (22), em Salvador, o governo do Estado reunia a imprensa para uma espécie de prestação de contas dos seis dias da folia. Segundo o governo, com relação à festa do ano passado, a folia de 2012 apresentou redução média de 16,1% no número de corrências. Das 19 horas de quinta-feira (16) às 7h desta quarta-feira (22) foram contabilizados 1.029 delitos, contra 1.226 em todo o período do Carnaval de 2011.

"Conseguimos realizar um Carnaval melhor com relação aos indicadores de Saúde, Segurança e Turismo", disse o govenador Jaques Wagner, na coletiva que contou com a presença do comandante geral da PM, coronel Alfredo Castro, do delegado chefe da Polícia Civil, Helio Jorge, e dos secretários estaduais de Comunicação, Turismo, Cultura, Saúde e Segurança.

Lembrando as previsões pessimistas relacionadas ao turismo durante a folia devido a greve parcial na Polícia Militar, que terminou faltando uma semana para a festa, Wagner garantiu que houve manutenção da procura por passagens e hotelaria em relação a 2011. "Não houve cancelamento de pacotes turísticos no Carnaval. No sábado teve um aumento na procura", assegurou. “Tivemos uma média de 94% de ocupação nos hotéis do circuito e não houve cancelamentos de voos charters e voos convencionais”, acrescentou.

Segundo estimativas da Secretaria de Turismo do Estado, 500 mil turistas estiveram em Salvador durante o Carnaval, gerando uma receita de R$ 518 milhões. Somente no porto da capital baiana foram registrados 26 mil desembarques durante os seis dias de festa.

O número de furtos caiu 16,2% (721 casos em 2012, contra 860 no ano passado), os de roubo seguiram a tendência e reduziram 13,9% (93 casos neste ano, contra 108 em 2011). O mesmo se verificou com os registros de lesão corporal com redução de 11,7% (196 ocorrências em 2012, contra 222 no ano passado).

Em toda a festa ocorreu uma morte, na madrugada de sábado (18), nas proximidades do circuito Barra/ Ondina, motivada, segundo a polícia, por uma briga generalizada entre grupos de moradores das localidades de Bate Coração e Fazenda Coutos III (no Subúrbio Ferroviário).  A vítima foi Iago de Jesus Santos, 19 anos. Ele chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu. Com o retrato falado feito pelo Departamento de Polícia Técnica, no dia seguinte foi preso um suspeito de cometer o crime, Paulo César Lins Filho, 20 anos, conhecido como “Lucas”.

Fora do circuito foram registrados 27 assassinatos de quinta-feira (16) da semana passada até esta terça-feira (21). “É um número que está abaixo da média, uma vez que nos fins de semana são registrados cerca de 18 homicídios”, explicou Maurício Barbosa, secretário de Segurança Pública.

As estatísticas oficiais do Estado revelaram ainda que o Circuito Dodô, na Barra, é o mais violento do Carnaval baiano. Lá, foram somadas 780 ocorrências no período da festa, com destaque para os roubos (93), furtos (721) e lesões corporais (93). Já os circuitos Osmar, no Campo Grande e Batatinha, no Pelourinho, 249 ocorrências. Durante a festa foi empregado um efetivo de 23 mil policiais mais 500 integrantes da Força Nacional de Segurança.

O secretário de Cultura, Albino Rubim ressaltou o aumento do número de trios sem cordas no Carnaval deste ano. Segundo, ele essa é uma tendência positiva na folia baiana. A observação do secretário mereceu comentário de Wagner, que fez um agradecimento especial aos artistas que desfilaram em blocos sem as tradicionais cordas que separam os associados do folião "pipoca" (aquele que pula livre nas ruas).



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