No último quesito, Rosas de Ouro fica em segundo lugar no Carnaval de SP

Do UOL, em São Paulo

A escola de samba Rosas de Ouro ficou em segundo lugar no Carnaval do Grupo Especial em São Paulo em 2013, após uma acirrada disputa pelo título contra a Mocidade Alegre. O resultado foi anunciado durante a apuração das notas dos desfiles das agremiações paulistanas, realizada na tarde desta terça-feira (12).

O vice-campeonato foi definido na leitura da quarta nota do último quesito, quando a Mocidade Alegre recebeu mais uma nota máxima. O resultado colou a escola em condição de empate com a Rosas, que perdia pelo critério de desempate: melhor desempenho na ordem inversa de leitura dos quesitos. Como o desempenho da agremiação tricolor foi pior no quesito enredo, o título foi para a Mocidade.

Já a Águia de Ouro perdeu um ponto por ter estourado o tempo-limite de 65 minutos. Além desta punição, a agremiação também perdeu um décimo pelo minuto excedido na passarela. A punição foi decisiva na disputa pelo título, já que a Águia obteve o melhor desempenho na leitura das notas no Anhembi.

Presidente contesta

A presidente Angelina Basílio afirmou não term compreendido as notas anunciadas nesta terça no Anhembi. "Carnaval é assim, se define no finalzinho, mas na verdade nao entendi os critérios", afirmou, fazendo referências ao desempenho ruim da agremiação em quesitos como mestre-sala e porta-bandeira e bateria, divisões tradicionais da escola tricolor.

Desfile

A Rosas de Ouro se apresentou na primeira noite de desfiles em São Paulo. Segunda escola a entrar na passarela, a escola apresentou um enredo sobre festas folclóricas no mundo. Como rainha de bateria, a agremiação trouxe Ellen Rocche.

Com 22 alas, cinco alegorias e 3 mil integrantes, a Rosas de Ouro fez um desfile de 62 minutos, abordando festividades desde a Nova Polinésia até a África. O destaque ficou com alas que mostraram fantasias e adereços de celebrações famosas no mundo como o Dia dos Mortos, no México, e o Dia de São Patrício, na Irlanda.

VEJA A APURAÇÃO COMPLETA

Os jurados foram rigosoros com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, responsáveis pelo pior desempenho da escola entre os nove quesitos. A dupla de dançarinos que ocupou o posto em 2013 foi Luizinho e Sueli, que vieram fantasiados como guerreiros africanos, uma alusão ao primeiro carro alegórico da escola.

Apuração

As notas chegaram às 11h30 no Sambódromo do Anhembi, escoltadas pela Polícia Militar. Por conta da confusão no ano passado, a leitura das notas foi realizada pela Prefeitura de São Paulo, que tirou das mãos da Liga das Escolas de Samba de São Paulo a organização da apuração (veja todas as notas ao lado).

O Anhembi também não recebeu torcidas das escolas nas arquibancadas. Apenas dez integrantes por escola foram autorizados no local da apuração. As agremiações priorizaram por levar presidentes, diretores, mestres de bateria e casais de mestre-sala e porta-bandeira.

Os quesitos foram anunciados na seguinte ordem: comissão de frente, evolução, fantasia, bateria, alegoria, harmonia, samba-enredo, mestre-sala e porta-bandeira e enredo. Cada quesito contou com cinco jurados, com a maior e menor notas sendo descartadas.

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