Rio de Janeiro

"Não adianta fazer foto e ir embora", diz a rainha de bateria Juliana Alves

Felipe Abílio

Do UOL, em São Paulo

Rainha da bateria da Unidos da Tijuca há quatro anos, Juliana Alves chegou para o ensaio fotográfico do UOL Carnaval chamando atenção não somente por sua beleza, mas também pela simplicidade. Atenciosa e experiente também no quesito "fotos", a atriz vestiu o look escolhido e encarnou de cara a personagem que tem levado para a avenida todos os anos.

Em 2016, Juliana promete surgir na Sapucaí com uma fantasia totalmente diferente das anteriores, mas quando questionada sobre valores astronômicos dos figurinos, ela é assertiva. "Para mim tem outros valores que não são os financeiros. É uma fantasia que vai me ajudar a realizar um dos momentos mais felizes para mim, cantando o enredo junto com a minha bateria. E isso torna nossa história mais interessante. Ela serve para embelezar o desfile e tem o valor da responsabilidade que eu tenho à frente da bateria".

Sem dar muitas pistas, a atriz contou que encarar o desafio proposto para a sua fantasia neste ano a deixou um pouco preocupada. "Sempre mantenho um certo equilíbrio sobre o que mostrar, escondo aqui, mostro ali. Mas com certeza vou ser vista de um jeito que ninguém nunca viu. Tive um certo receio, mas quando comecei a me envolver entrei no clima".

Juliana já frequentava a quadra da Unidos da Tijuca desde os 11 anos, mas o convite para representar o coração da escola só aconteceu depois de ela se tornar pessoa pública, o que a deixou tensa no início.

"Tive que fazer com que as pessoas soubessem quem era aquela pessoa, Muitas vezes poderiam pensar que eu estava sendo oportunista com a escola, mas eles foram reconhecendo e eu me sinto totalmente parte da comunidade. Eles se preocupam comigo, me defendem e fui conquistando isso ao longo dos anos".

Para Juliana, ser rainha de bateria vai além de ir aos ensaios, sambar com os ritmistas e brilhar no desfile oficial. A atriz também fala sobre as outras missões que tem como dona do posto mais cobiçado da agremiação.

"Não me sentiria bem sendo rainha de bateria se eu não pudesse estar na escola mirim, visitar os projetos da comunidade. Não adianta ir lá, fazer foto e ir embora. Se não for assim, deixaria de ser prazeroso".

A Unidos da Tijuca é a última escola a desfilar no domingo (8) com horário previsto entre 2h55 e 4h20.

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