Rio de Janeiro

Tradição da comunidade, Evelyn Bastos brilha como rainha da Mangueira

Claudia Dias

Colaboração para o UOL, do Rio de Janeiro

O projeto implantado pela Mangueira há três anos, de abrir mão das rainhas de bateria famosas - Preta Gil e Gracyanne Barbosa já ocuparam o posto - por uma rainha da comunidade continua firme e forte. E a escolha não poderia ter sido melhor. Afinal, Evelyn Bastos não é apenas aquela quem vem à frente da famosa "Surdo Um", como é conhecida a bateria da verde e rosa. Ela é o centro de uma família de sambistas de peso. A bela morena, de 22 anos, é filha de Valéria Bastos, que ocupou o posto de Rainha entre os anos de 1987 e 1989; e irmã de Emelyn Bastos, de 10 anos, sua provável sucessora e rainha de bateria da Mangueira do Amanhã, a escola mirim da comunidade.

Para Evelyn, ter musas e rainhas formadas na comunidade é importante para manter a tradição da escola. "O ideal é que as rainhas e musas sejam da comunidade, que tenham a cara da Mangueira. A nossa história é assim", disparou. E nesse quesito, Evelyn é nota 10! Ela é exatamente o que pode se chamar de 'cria da Mangueira'. Seus primeiros passos no samba foram dados nos projetos sociais da verde e rosa. "Minha mãe foi Rainha de Bateria , mas eu aprendi a sambar nos projetos sociais daqui. Comecei bem pequena, aos quatro anos de idade, e fiquei até os nove anos. Tive grandes professores, que são grandes referenciais. Me ensinaram muito e me lapidaram, eu devo muito a cada um deles", completou.

Mesmo já podendo ser considerada uma veterana, ela confessa que o nervosismo antes de atravessar a passarela do samba é o mesmo sempre. "Para mim, cada ano é como se fosse um jogo de final de Copa do Mundo. É tudo ou nada. É um trabalho de meses colocado ali em 80 minutos. Não tem como não ficar nervosa", disparou.

Quase formada em Educação Física e namorada de um personal trainer, ela confessa que tem uma rotina pesada de exercícios durante todo o ano. Seu problema é um só: "A dieta! Eu gosto muito de comer, e essa é a parte mais difícil para mim. Durante o ano, eu como tudo o que engorda. Mas, nessa época que antecede o Carnaval, eu fecho a boca. Fico dois meses sem comer essas coisas. É bem difícil, mas eu tenho uma nutricionista (Priscila Antunes) que me ajuda e fica no meu pé. E nessa correria do é essencial", lembrou.

Por falar no namorado e parceiro de exercícios, ela jura de pés juntos que ele não sente ciúmes. "Estamos juntos há quatro anos. No começo, até que ele sentia um pouquinho, mas agora, já acostumou", diverte-se.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos