São Paulo

Público aprova mudança de bloco do cantor Alceu Valença para o Ibirapuera

Carlos Minuano

Do UOL, em São Paulo

O público aprovou a mudança de endereço do bloco de Alceu Valença em São Paulo. Em 2015, o cantor pernambucano atraiu uma multidão para a avenida Sumaré, mas faltou espaço para tanta gente, e não faltou reclamação no ano passado. A solução encontrada pela prefeitura foi a transferência para o amplo parque Ibirapuera.

"Aqui tem mais espaço, é arejado, e sai do circuito zona oeste, São Paulo está cumprindo o papel de ocupar novos espaços", elogiou a jovem Kathleen Hoepers. Mas ela também aponta alguns problemas. "O acesso é mais difícil, e não é perto de metrô".

Paula Nogueira
A jovem Kathleen Hoepers, que gostou do ambiente do parque

O novo endereço da festa agradou também por outros motivos. "Aqui tem a natureza ao lado, e desta vez trouxeram até os bonecos, inclusive um com a cara do Alceu", disse Thiago Sarno.

Mas, claro, alguns problemas ocorreram. Marcela Barbosa, veio de dentro de parque Ibirapuera, e reclamou do portão do acesso fechado. "Precisei dar a volta no parque", reclamou.

A organização também recebeu elogios. "O acesso ficou mais fechado, não permitiram a entrada de garrafas de vidro, no ano passado entrei com uma vodka embaixo do braço", brincou Felipe Gomes. 

A restrição obrigou Gomes, e muitos outros foliões, a levar caixas de isopor com cervejas. Ele também destacou os cestos de lixo, espalhados por todo o trajeto o trajeto. Teve até coleta seletiva feita na Kombi do bispo catador, que não se aguentou e subiu em cima do carro para fazer selfie quando o bloco passou.

O Carnaval de Alceu teve presença estrangeira. O italiano Alberto Scorcia que não parava de sambar ao lado da brasileira Ailin Opitz, afirmou que na Itália também tem Carnaval, mas é diferente. "Prefiro aqui", disse enquanto arriscava um samba no pé.

Foliões que curtiam com a família também gostaram de ter mais espaço. "Aqui o público fica mais a vontade, na avenida Sumaré foi insuportável", comentou Marcelo Tieppo, que curtiu o bloco de Alceu com sua esposa Erica Hobi e o casal de filhos.

Facilidade de acesso foi outro ponto a favor, segundo José Alvez que curtia o bloco com a esposa Vanessa Riboldi. "Está mais fácil de chegar de carro, tem até estacionamento com preço honesto", elogiou o rapaz.

Paula Nogueira
Apesar dos elogios ao local, meninas reclamaram da falta de banheiros no Ibirapuera

Mas nem tudo estava perfeito. Meninas reclamavam da falta de banheiro, e meninos se viravam como dava, apesar de terem mais opções do que elas. 

Alguns poucos foliões sentiram saudades do ano anterior. "Tinha mais gente no ano passado, tinha mais cara de bloco, perdeu identidade", disse Eliane Eugênia.

Do alto da folia, cheio de energia, Alceu não parava de flertar com a multidão enlouquecida. "No meu bloco, eu sou o espelho do meu povo, aqui as pessoas cantam mesmo sem saber a letra".

No final do trecho, já perto do Obelisco, no parque do Ibirapuera, outra novidade agradou os foliões esfomeados. Uma feira gastronômica servia lanches gourmets variados, mas com preços nada populares.

Segundo a assessoria de imprensa, o bloco que encerrou seu trajeto depois das 15h30, teve um público de mais de 30 mil pessoas, que superou a edição anterior. Sem incidentes, o único transtorno foram dezenas de carteiras celulares perdidos.

Depois que Alceu e Fafá pararam de cantar, restou para parte do público se enfileirar para recuperar documentos perdidos. Outros se dirigiam para o próximo bloco, como Mari Rabrega. "Com uma maior quantidade de blocos, o público se espalha pela cidade e fica bem melhor", comemorou a menina.

Paula Nogueira
Tenda com ponto de coleta seletiva no parque Ibirapuera

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