São Paulo

Monobloco desfila em SP com calor intenso e festival de Mulheres Maravilha

Sara Puerta

Do UOL, em São Paulo

O desfile do bloco carioca Monobloco na manhã deste domingo (31), na avenida Pedro Álvares Cabral, em frente ao Parque do Ibirapuera, foi marcado pela procura  por sombra.

O sol forte e os 36ºC cravados no relógio de rua, não afastou o público, nem desanimou em nada, mas as árvores e pontos de ônibus foram locais bastante disputados.
Bruno Soares, morador das imediações do parque, era um dos foliões com isopor e aproveitando a o desfile sem sair debaixo da árvore. "Um dia de sol desses é muito divertido, mas não arrisco torrar, não."
O local escolhido para o desfile agradou, por ser um cartão postal da cidade bastante conhecido. Leonardo Santos foi um dos 4.000 vendedores ambulantes cadastrados para trabalhar no Carnaval e disse ter gostado bastante da mudança.
"Melhor coisa terem tirado os blocos da Vila Madalena. Os públicos de cada bloco se misturam. Percebo isso porque nos outros anos ia para curtir e achava caótico. Ontem vendi em Moema, e era um bloco bem família."
No local, havia uma feira gastronômica com diversas food trucks. Reclamações apenas da quantidade de banheiros químicos na área de concentração: nove cabines e quatro mictórios. Porém, ao longo do percurso havia mais duas áreas de banheiros.
A estreia do Monobloco em São Paulo começou com uma hora de atraso e durou mais de três, percorrendo do Monumento das Bandeiras ao Obelisco. A assessoria de imprensa do evento estimou 80 mil presentes no local.
O bloco carioca foi fundado no ano 2000, pelo músico Pedro Luiz, da banda Pedro Luiz e a Parede, e no desfile paulistano estreou sua bateria local com 130 integrantes,  ruto de uma oficina realizada o ano passado na cidade.
Além da bateria, a guitarra e o ecletismo sonoro são marcante  nas versões carnavalescas da MPB criadas pelo bloco.
Girl Power
Ao que tudo indica, este é o carnaval da Mulher Maravilha. A fantasia da heroína é usada por mulheres de todas as idades, de crianças a senhoras, em diversas versões.
Depois de debates, manifestações e destaques para o movimento feminista no ano passado, a personagem foi uma das preferidas.
A nutricionista Silvana Atayde utiliza a fantasia para correr em provas de rua. Este ano, o traje virou de festa.
"Acredito que a personagem tem relação com o poder da mulher. Assim é uma homenagem à nossa força de defesa, no esporte e na vida profissional."

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