Rio de Janeiro

Luiza Brunet diz que volta ao Carnaval "até empurrando carro alegórico"

Claudia Dias

Colaboração para o UOL, no Rio

A cerimônia de lavagem da Sapucaí, que acontece no domingo anterior ao Carnaval teve um componente a mais este ano. A bateria, composta por cerca de 300 ritmistas de várias escolas, sob a regência de Mestre Casagrande, da Unidos da Tijuca, teve uma rainha. Aliás, a "rainha das rainhas", como ela foi chamada por Jorge Perlingeiro, que apresentou o evento.

"É uma honra! Acho que eu faço parte do Carnaval desde sempre. Aposentei a sandália há quatro anos e agora recebi este convite maravilhoso para estar aqui. É uma emoção muito grande receber a energia dessas baianas lindas", disse ela, enquanto uma das baianas, Dona Maria Lúcia, de 80 anos – e com dez de lavagem da avenida – a abençoava. "Tem coisa melhor do que isso?", questionou. Carinho, aliás, foi o que ela mais recebeu ao passar pela avenida, deslumbrante, a bordo de um vestido branco da estilista Bebel Magalhães. Por onde passava, Luiza foi ovacionada.

O retorno deixou um gostinho de "quero mais" na musa, que confessou que pretende voltar a desfilar. "Claro que eu penso em voltar. Eu amo o Carnaval, tenho uma história dentro dele", disse ela. Em que posto? Ela nem faz questão de escolher. "Venho até empurrando carro alegórico", disparou, afirmando que não tem uma única escola de coração. "Gosto da Imperatriz, da Portela, da Mangueira, da Beija-Flor... São tantas... Aliás, eu gosto mesmo é do Carnaval", completou.

O convite, segundo a própria Luiza, partiu do ex-carnavalesco Milton Cunha. E ele não titubeou na hora de justificar a escolha. "Porque ela é chique, porque ela está acima do bem e do mal, porque ela sempre foi sambista, porque ela, mesmo sendo rainha, nunca foi da baixaria. Por isso, ela!".

No alto do carro de som, Dudu Nobre cantou alguns dos melhores sambas de enredo dos últimos tempos, como "Liberdade, Liberdade", da Imperatriz, "Sonhar com Rei Dá Leão", da Beija Flor, e "Domingo", da Imperatriz, entre outros. À frente do cortejo de baianas e crianças, dois dançarinos representaram Yemanjá e Oxaguiã – os orixás que regem o ano. A música também embalou as baianas, que capricharam nas ervas, flores e água de cheiro, para renovar a energia da avenida para o Carnaval. 

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