Salvador

"Não gosto dessa invasão de ritmos no Carnaval baiano", diz Márcia Freire

Do UOL, em São Paulo

  • Mauro Zaniboni/Divulgação

    Márcia Freira agita o Carnaval de Salvador no Circuito Dodo

    Márcia Freira agita o Carnaval de Salvador no Circuito Dodo

De volta ao Carnaval baiano após oito anos, a ex-vocalista da banda Cheiro de Amor, Márcia Freire, criticou a mistura de ritmos musicais na folia.

"Sinceramente, não gosto dessa invasão de ritmos no Carnaval. Acho que é preciso valorizar a cultura baiana. Quando vamos cantar forró no São João, ou fazemos um trabalho com esse foco, ou não entramos no mercado. Acho que essa abertura não é legal porque toma o nosso espaço", declarou para a Agência de Notícias de Salvador.

A cantora, que diz gostar do Carnaval de rua,  defende um resgate da folia a partir da valorização de músicos que estavam afastados da festa realizada em Salvador. 

"Tomamos um baque e já pensávamos que o nosso Carnaval tem que ser reestruturado e reavaliado. É um ciclo de retorno. Este ano tem muita gente que há muitos anos estava fazendo Carnaval fora da capital baiana e que conseguiu estar aqui, como Gil Melândia e eu", disse.

Freire cantou sucessos da banda Cheiro de Amor na quinta-feira (4) no Circuito Dodo, como "Balança coqueiro", "Auê", "Doce obsessão" e "Pureza da paixão". Ela foi eleita a melhora cantora do Carnaval de Salvador por cinco anos consecutivos.

Folia eclética

A opinião de Márcia Freire não é unânime entre cantores da nova geração, como Wesley Safadão e Thays Reis (da banda Vingadora).

Intérprete do hit "Metralhadora", Thays defende a mescla de estilos. "O Brasil é um celeiro de ritmos e as pessoas querem ouvir outras coisas. Respeito o axé, mas é ótimo dar oportunidade para os outros ritmos, para as pessoas que estão chegando com coisas novas", avaliou.

Já Safadão, que diz levantar a bandeira do forró, acredita que o crescimento da música sertaneja no Carnaval é um sinal que deve ser levado em consideração. "A música sertaneja vem numa crescente muito grande nos últimos cincos anos. Digo sempre que sucesso não se discute. Se faz sucesso é porque alguma coisa boa tem. A música tem espaço para todos os ritmos e gêneros. Independentemente do segmento, todos têm que fazer o seu diferencial. É o que eu busco", declarou.

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