São Paulo

Em São Paulo, Bloco Bastardo desfila sem aglomeração nas ruas de Pinheiros

Sara Puerta

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Com um carro de som e uma barca como um minicarro alegórico, o Bloco Bastardo percorreu as ruas de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, na maior tranquilidade, sem aglomeração nas ruas.

Ricardo Campos, à frente do desfile, fantasiado na barca, explicou a inspiração das fantasias com plumas e penas pretas e roupas de couro. "A ideia é mostrar um cenário apocalíptico, inspirado no filme Mad Max".

Quem esteve na Vila Madalena e Pinheiros para curtir a tarde de sábado (6) de Carnaval se deparou com um cenário diferente dos anos anteriores. Ruas cheias, muita gente fantasiada mas sem lotação. O esvaziamento explicado pela difusão dos blocos em outros bairros e horários diferentes.

Cristiane Guimarães,  moradora da Vila Mariana,trocou o bloco que acontecia perto de casa, com  a apresentação do cantor Sidney Magal, pelo desfile do Bastardo. "É a primeira vez que venho, mas pela descrição do evento achei mais familiar, com menos muvuca".

No Bastardo, os integrantes paravam o trânsito para abrir passagem ao bloco, em algumas vias.

Ludmila Lenz, de 80 anos, quando saia de uma padaria na Rua Cônego Eugênio Leite se deparou com o cortejo e resolveu aproveitar. "Acho uma maravilha isso estar acontecendo de novo em São Paulo. Isso é festa popular. Tem que ser na rua".

O Bloco Bastardo surgiu em 2013, de uma dissidência do tradicional "Vai quem qué" e irá desfilar nos quatro dias do Carnaval.

Pedro Gonçalves, um dos fundadores e organizadores do bloco, explicou que boa parte do investimento para o desfile veio pela financiamento coletivo.
Os apoioadores receberam camiseta, chaveiro ou mochila.

"Tivemos uma pequena parcela do patrocínio oficial do Carnaval e o restante foi a galera que ajudou".

O bloco partiu da Rua João Moura, pontualmente às 16h e percorreu a Arthur de Azevedo até a Fradique Coutinho, onde fez uma pausa e retornou ao local do início.

Cerca de 20 músicos fazem parte do Bastardo,  porém quem quiser chegar e tocar junto durante o desfile é bem-vindo.

No repertório marchinhas clássicas e músicas de autoria própria, incluindo críticas à falta de água e ao governador Geraldo Alckmin.

"Vai faltar água nesse Carnaval
Como ficarão os passarinhos?
É que Seu Pedro, segundo Seu Geraldo, de São Paulo resolveu se descuidar".

 

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