Foliões do CarnaUOL elegem músicas de Carnaval que marcaram suas vidas

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

Marchinha, axé, samba-enredo. Todo folião que se preze tem uma música de Carnaval que marcou algum momento da vida. No caso da publicitária Larissa de Souza, 19, e da estudante Gabrielle Rodrigues, 30, o hit "Praieiro", do Jammil (do refrão "tô solteirooo") descreve com perfeição o primeiro Carnaval das duas em muito tempo.

Marcelo de Jesus/UOL
Ao lado da amiga, Larissa de Souza (à direita) diz que está aproveitando a solteirice para curtir o Carnaval
"Saímos de relacionamentos longos e abusivos. Agora estamos aproveitando", conta Larissa, que convidou a amiga de última hora para o CarnaUOL RJ, evento que aconteceu nesta sexta-feira (5), no Jockey Clube, no Rio. A festa entrou na lista de blocos como Empolga às Nove, Banda de Ipanema e Chora me Liga, que vão animar o Carnaval da dupla. "Estamos mais preocupadas com o copo cheio do que com a pegação", brinca Gabrielle.

Flamenguista roxa, do tipo que tem o nome do time tatuado no ombro, a museóloga Keyla Waltz, 27, escolheu "Sorte Grande", de Ivete Sangalo, como sua música de Carnaval. Cantada pela torcida rubro-negra nos estádios, a canção ficou associada de vez ao clube. "Sou tão apaixonada que chego a ter taquicardia. Até parei de ver os jogos recentemente", conta.

Sucesso absoluto na Bahia, o recente "Paredão Metralhadora" já virou o hino da conselheira tributária Carla Leite, 34, natural de Salvador e moradora do Rio. "A mulher tem o poder. Está pagando as contas e pegando quem quiser", diz ela, recém-divorciada e "namorando todo mundo".

A amiga, a também baiana Daniela Lima, 38, não pensou duas vezes antes de citar "Não Vou Chorar", do Chiclete com Banana. "Terminei um relacionamento de dez anos. A vida é assim, tudo é eterno enquanto dura. Não me arrependo de nada. Vida que segue", afirma.

Marcelo de Jesus/UOL
A conselheira tributária Carla Leite (à esq.) elegeu o hit "Paredão Metralhadora" o seu hino: "A mulher tem o poder"

Mas tem samba-enredo marcante também. "Festa Profana", clássico da União da Ilha é sinônimo de Carnaval para a jornalista Aline Malafaia, 30. "Ouço os versos 'O rei mandou cair dentro da folia' e já fico feliz. Escuto sempre de manhã", conta ela, que desfilou muitos anos pela Porto da Pedra e este ano sai como destaque na Tradição.

O trio Carlos Couto, 28, Carlos Alberto Santos, 31, e Bruno Toledo, 28, não esquece o Carnaval de 2008, quando o primeiro passou seis dias pulando nos blocos em São Luiz do Paraitinga, em São Paulo, de muletas. "No fim eu me sentia um tanque, cheio de dor nos ombros", conta ele, que havia rompido o ligamento do joelho direito. A marchinha do Bloco do Barbosa (do refrão Ô, Barbosa, cuidado com essa curva) marcou a data.

Já o publicitário Waldney Souza, 23, elege "Fio Maravilha", de Jorge Ben Jor. "Em 2014, quase fui eleito rei do Monobloco. Foi por pouco. Essa é de lei, eles tocam todo ano", diz.

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