Vale a pena encarar o lado 1% vagabundo na relação? Foliões respondem

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

Aquele 1% safado e elas gostam. A frase de efeito, de um dos refrões mais grudentos do Carnaval 2016 - do hit "Aquele 1%", sucesso na voz de Marcos e Belutti e Wesley Safadão, não é só folclore. Foliões ouvidos pelo UOL assumem que não é bem pela porção 99% anjo que se sentem atraídos por alguém, ainda mais num relacionamento sem maiores compromissos. Vale a pena encarar esse lado vagabundo, então?

Giselle de Almeida/UOL
Ao lado do amado, advogada Ludmila diz que um relacionamento pode sobreviver com uma certa porção de "vagabundagem". "É o que mais gosto nele. O lado safado", afirmou
"Vale, tem que ter 1% vagabundo! Assim fica mais atrativo. Mas só se for um peguete, pra namorar não", opina a advogada Lorraine Souza, 25. Solteira, ela veio de Brasília para curtir o Carnaval do Rio com a amiga Daniele Pereira, 27, que concorda com a teoria. "Tudo que é proibido é mais gostoso", afirma.

Para a veterinária Amanda Ferrugini, 23, a lógica da letra de sucesso está até invertida. "Tem que ser 99% vagabundo, de preferência!", brinca ela, que curtiu o CarnaUOL RJ na noite desta sexta-feira (5), no Jockey Club, no Rio, ao lado de três amigas, todas solteiras. E logo se explica: "A gente não quer namorar, só quer dar uns beijos", diz. A estudante de arquitetura Luísa Dias, 22, reforça: "Ninguém gosta de homem bonzinho".

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Pedro Igor (à direita) viajou de Brasília ao Rio com sete amigos para curtir o carnaval carioca
 Para a professora Denise Alves, 24, aceitar ou não a porção vagabundo não é um problema. "Não estou podendo escolher muito, não", diz ela, às gargalhadas. "Para pegar sem compromisso pode", sentencia.

Mas eis que o casal Ludmila e César Fava contraria a maioria dos entrevistados e afirma que sim, um relacionamento pode sobreviver com uma certa porção de "vagabundagem". "É o que mais gosto nele. O lado safado", diz a advogada de 34 anos. O jornalista, de 33, Completa: "Homem não gosta de mulher 100% anjo. É isso que faz a diferença", afirma.

Já o estudante Pedro Igor, 21, é mais ponderado. Segundo ele a resposta depende de cada situação. "Vai de cada um se vale a pena arriscar, vai da idade, da fase, se quer casar, construir uma família. Mas se a pessoa está carente e quer alguém próximo, uma amizade colorida, aí vale a pena", diz.

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