São Paulo

Com blocos menores, Vila Madalena tem clima de Carnaval de interior

Jussara Soares

Do UOL, em São Paulo

O bloco Não Serve Mestre, fundado em 2015, arrasta cerca de 5 mil pessoas. Há muitas crianças e famílias. O grupo saiu da rua Rodésia, passou pela Fidalga e subiu a rua Araparica. Formado por uma bateria com 30 pessoas, as pessoas puderam curtir a folia sem sufoco. 

No repertório, sambas clássicos e hits de Anitta, Valesca Popozuda e Wesley Safadão e até músicas sertanejas clássicas. Aliás, uma das fantasias mais usadas neste carnaval é inspirada na música do cantor: 99% anjo e aquele 1%.

"Ano passado, a primeira saída do bloco foi um encontro de amigos. Este ano, com o Carnaval de rua de São Paulo já sendo uma realidade, não foi surpresa a chegada de famílias e crianças", disse Fábio Lopes, presidente do bloco, ao UOL

Para evitar confusão nas ruas da Vila Madalena durante a madrugada, como brigas, consumo de drogas e sexo nas vias públicas como ocorreu no ano passado, a Prefeitura criou uma área de restrição e blocos terão que dispersar até às 16h, horário em que a área de atenção especial começará a ser cercada.

Os demais cordões de Pinheiros têm até 20h para terminar seu desfile.  As determinações do governo municipal foram anunciadas no início da tarde desta quinta (28) durante coletiva para a imprensa, na sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá. "O problema da Vila Madalena no ano passado não foram os blocos, mas as pessoas que vinham de fora, com carro de som'', disse o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki.

Ao todo, 69 blocos foram inscritos para desfilar na região da Subprefeitura de Pinheiros. Deste total, 34 percorrem as ruas da Vila Madalena. 

 

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