Em sua estreia, Bloco Tô de Bowie atrai 40 mil pessoas e não agrada foliões

Sara Puerta

Colaboração para o UOL, em SP

No último dia de Carnaval, nesta terça feira (9), a surpresa veio da região central, com o bloco temático em homenagem ao músico do David Bowie. O Tô de Bowie arrastou cerca de 40 mil pessoas, de acordo com número da CET, pela avenida Rio Branco, passando pelo Largo do Paissandú até o Vale do Anhangabaú, onde terminou o trajeto já sem muito foco no músico. Pela manhã, a página do evento no Facebook contava com quase 45 mil confirmados.

O bloco começou o desfile às 16h com os músicos executando clássicos do cantor como "Let's Dance" e "Rebel Rebel". Porém boa parte do desfile não foi com música ao vivo e, sim, com gravações do próprio Bowie, o que deixou pessoas incomodadas, e que resolveram ir embora. Let´s Dance foi tocada pelos músicos por pelo menos mais duas vezes.

O bloco atraiu dessa vez não somente os adeptos do Carnaval e fãs de marchinhas, mas também curiosos e admiradores do musico inglês.

Eduardo Venzi nunca participou de desfiles de blocos, mas fez sua estreia no Tô de Bowie. "Sou muito fã do Bowie e fiquei curioso para ouvir as versões, mas nem foram muitas. Me incomoda que muita gente que está aqui nem conhece seu trabalho", desabafou em tom mais baixo para não ser escutado por quem estava perto.

Para homenagear o cantor, que faleceu em 10 de janeiro aos 69 anos, os foliões - incluindo famílias inteiras - escolheram em grande maioria a maquiagem de raio estilizado, inspirada na capa do disco de 1973, "Allandin Sane". " Bem mais fácil do que se vestir de Ziggy Stardust", brincou Carla Borges, que maquiava sua amiga com o famoso raio. 

O Tô de Bowie surgiu em 2015, quando seus fundadores desfilaram em um bloco com a maquiagem do raio. No início do ano fizeram uma apresentação no evento Baile do Bowie. Dois dias depois foi anunciada a morte do cantor, de lá em diante as proporções do bloco só cresceram.

Furtos

Por três vezes a reportagem do UOL presenciou a ação de ladrões, que agiam em grupo e fugiam pelas ruas transversais. Em todas as vezes acontecera correria e perseguição.

Havia policiamento apenas na concentração do bloco, na Praça Princesa Isabel. Durante o trajeto, nenhuma viatura ou oficial da polícia foi visto no local.

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