São Paulo

X-9 Paulistana e Pérola Negra são rebaixadas no Carnaval de São Paulo 2016

Do UOL, em São Paulo

As escolas de samba de São Paulo X-9 Paulistana e Pérola Negra foram rebaixadas ao Grupo de Acesso após apuração das notas do Grupo Especial nesta terça-feira (9), no Palácio de Convenções do Anhembi. As agremiações terminaram a apuração, respectivamente, no 14º (263,9 pontos) e 13º (264 pontos) lugares. 

A X-9 Paulistana foi a última escola a passar pelo Anhembi já na manhã de domingo (7), encerrando os desfiles com uma homenagem ao estado do Pará. O enredo contou a lenda do açaí, a fruta guardiã do estado, e a influência da cultura de Belém. O desfile, porém, foi marcado por problemas e clima de tensão.

Logo no início, a agremiação enfrentou problemas com a alegoria da comissão de frente, que só foi centralizada na avenida depois de muito esforço. A ala encenava a lenda indígena que conta a descoberta do açaí como um vigoroso alimento na floresta Amazônica. Pouco atrás, o abre-alas teve partes móveis desmontadas para conseguir sair da concentração e entrou incompleto no desfile, provocando também um buraco entre a comissão de frente e a alegoria. 
 
No terceiro carro, a quebra de parte da estrutura provocou a queda de um dos integrantes. O jovem de 21 anos teve que ser levado ao hospital. O lado esquerdo da alegoria entrou na avenida sem nenhum componente, e a escola pode perder pontos no quesito alegoria pelo problema.

Os incidentes com os carros prejudicaram a evolução da escola, que teve que correr na avenida. Entre todas as escolas do Grupo Especial que passaram pelo Anhembi neste Carnaval, a X-9 foi a única que apresentou problemas tão sérios.
Reprodução
X-9 e Pérola Negra são rebaixadas

Escola io-iô

Com fama de escola io-iô, a vice-campeã do Grupo de Acesso em 2015, a Pérola Negra apresentou fantasias sem luxo, mas criativas, compondo um desfile bem colorido para contar história das danças e festas populares no Brasil. Porém, a escola teve problemas para colocar na avenida o segundo carro, "Danças indígenas", que passou com dificuldade pela saída da concentração, por conta de seu tamanho.

O quarto carro também enfrentou contratempos para entrar na avenida, provocando tensão na concentração e prejudicando a evolução da escola. Os incidentes geraram correria na dispersão para conseguir terminar o desfile dentro do tempo. Com uma folga de dois minutos do limite de 1h05, a agremiação encerrou sua participação.
 
Devido à chuva que caiu no Anhembi, a escola foi recebida por uma arquibancada parcialmente vazia e plateia pouco animada. O enredo "Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé" soou de difícil compreensão no sambódromo. 
 
A escola da Vila Madalena abriu o Carnaval 2016 em São Paulo. Foi a primeira escola a entrar no Anhembi na sexta-feira (5), 20 minutos depois do horário marcado, às 22h35, por causa de uma queda de energia no sambódromo poucos minutos antes do desfile. Por ser a primeira escola, o samba tem o papel de levantar o público, mas a composição não pegou e a arquibancada assistiu boa parte em silêncio.

Nenhuma escola foi penalizada antes do início da leitura dos votos. O quesito fantasia foi definido como critério de desempate caso duas escolas de samba ficassem empatadas com o mesmo número de pontos ao final da apuração (veja o placar completo com todas as notas). Momentos antes da apuração, o presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sérgio Ferreira, o Serginho, conversou com o UOL e disse que todas as escolas tiveram pequenos deslizes e que tudo seria resolvido nas notas dos julgadores. 

 

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