São Paulo

Liga rejeita recurso e confirma rebaixamento da Pérola Negra no Carnaval

Do UOL, em São Paulo

Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (22), a Liga das Escolas de Samba de São Paulo confirmou o rebaixamento da Pérola Negra do Grupo Especial para o Grupo de Acesso no Carnaval de 2017. A escola da Vila Madalena, que tinha sido rebaixada por somar a segunda menor nota da avaliação dos jurados, entrou com um recurso recentemente para se manter no Grupo Especial.

O rebaixamento da Perola foi confirmado por meio de uma nota oficial divulgada no Facebook da Liga.

"A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo decidiu que será mantido o julgamento e o resultado do Carnaval SP 2016, que foi homologado após a apuração do dia 9 de fevereiro", diz o comunicado.

A Pérola Negra entrou com recurso porque considera que foi prejudicada por falhas técnicas na estrutura do sambódromo devido a uma queda de energia, causada pela explosão de um transformador no local. O incidente atrasou os desfiles da sexta-feira de Carnaval e, durante a passagem da agremiação, alguns refletores do meio da passarela permaneceram apagados.

A Pérola Negra ficou com 264,0 pontos e terminou em 13º lugar. A Mancha Verde e a Tom Maior subiram do Grupo de Acesso para o Grupo Especial 

O desfile
A queda de energia não foi o único problema da Pérola. A escola teve dificuldade para colocar na avenida o segundo carro, que passou com dificuldade pela saída da concentração, por causa de seu tamanho. O quarto carro também enfrentou contratempos para entrar na pista e prejudicou a evolução da escola. Os incidentes geraram correria no desfile para não estourar o tempo.

A Pérola mostrou o tema "Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé", que propôs um baile de diferentes ritmos musicais, com bailarinos profissionais na avenida. Devido à chuva que caiu no Anhembi, a escola foi recebida por uma arquibancada parcialmente vazia e plateia pouco animada. O enredo complexo soou de difícil compreensão no sambódromo. Por ser a primeira escola, o samba tem o papel de levantar o público, mas a composição não pegou e a arquibancada assistiu boa parte em silêncio.

Na volta ao Grupo Especial, a vice-campeã do Grupo de Acesso em 2015 apresentou fantasias sem luxo, mas criativas, compondo um desfile bem colorido para contar história das danças e festas populares no Brasil. O carnavalesco Fábio Borges criou uma linha do tempo imaginária que começava quando a Vila Madalena ainda era uma floresta de Mata Atlântica e terminava nos dias de hoje, quando se consolidou como o ponto de encontro dos blocos de rua.

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