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Jussara Soares

Gilmelândia diz que Carnaval de São Paulo é como Salvador antes dos abadás

Amauri Nehn e Marcos Ribas/Photo Rio News
Gilmelândia em outubro de 2014, em show na capital paulista. A ex-vocalista da Banda Beijo é madrinha de bloco que sai no fim de semana após o Carnaval em São Paulo Imagem: Amauri Nehn e Marcos Ribas/Photo Rio News
Divulgação
Jussara Soares

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A jornalista Jussara Soares é de Itatiaia, RJ, e mora em São Paulo. Não nasceu com o samba, no samba não se criou, mas, desde que em 2008 começou a cobrir Carnaval, do danado do samba não se separou. Por muitos anos, batucava somente a caneta no bloco de anotações para não perder o ritmo durante o trabalho, mas em 2013 virou também ritmista. Toca agogô e chocalho no bloco Quizomba e no infantil Mamãe Eu Quero. Nas horas vagas, pode ser encontrada nos ensaios de blocos, quadras de escolas e rodas de samba do eixo Rio-São Paulo.

Colaboração para o UOL

12/01/2017 12h08

Estreante no Carnaval de São Paulo em 2017, mas veterana de trio elétrico na Bahia, a cantora Gilmelândia compara a festa da capital paulista à folia de Salvador antes da era dos abadás e a presença de camarotes ao longo dos circuitos. Gil é a madrinha do novo bloco paulistano “Se Te Pego Não Te Largo”, cujo nome foi extraído da música “Peraê”, sucesso da artista. O desfile será no dia 5 de março, domingo pós-Carnaval, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e também terá a participação de Reinaldo, ex-Terra Samba.

“O Carnaval de São Paulo é como era na Bahia antigamente. Sem corda, sem abadá, um Carnaval livre, verdadeiramente popular”, compara Gil, que nos dias oficiais de Carnaval vai puxar a pipoca com seu bloco nos circuitos Campo Grande e Barra-Ondina.

Para a cantora baiana, é natural que os blocos de axé ganhem espaço nas ruas de São Paulo. “Aqui é o lugar da mistura. Então o Carnaval vai ter samba e vai ter axé, sim”, defende a cantora, lembrando da enorme comunidade nordestina na capital. No dia 20 de janeiro, ela, inclusive, fará o Pré-Carnaval do Centro de Tradições Nordestinas (CTN), na Zona Norte da cidade. 

“São Paulo é minha segunda casa também. É a cidade que me deu oportunidade como apresentadora. Passo boa parte do ano aqui e agora é uma honra fechar o Carnaval daqui com toda essa alegria”, diz.

“Deu Onda” censurado

No repertório de Gil, seus sucessos -- como “Maionese” e “Bate Lata” -- e canções de seus conterrâneos, como Ivete Sangalo e Claudia Leitte. No entanto, a cantora sabe o poder de se cantar um hit no alto de um trio elétrico para embalar a multidão. E, claro, graças a isso, o funk-chiclete “Deu Onda”, de MC G15, está garantido.

“Tem que cantar mesmo as músicas que estão estouradas no Brasil inteiro, seja axé, funk, sertanejo”, fala Gil, que optará pela versão light de “Deu Onda”. “Vou cantar a versão censurada, com “pai” mesmo. Na nossa sociedade ainda tem muito pudor. E tem coisas que só se pode dizer entre quatro paredes.“

A outra aposta de Gil para fazer o público ferver é o samba-reggae “Me Libera, Nega”, do MC Beijinho, que foi ouvida pela primeira vez na TV dentro de uma viatura da polícia. “Aqui, na Bahia, está estourada. Tenho certeza que até o Carnaval, o Brasil inteiro estará cantando. Eu aposto nela como o grande hit do Carnaval”, diz.
 

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