Blocos de rua

Carnaval em Pinheiros, em São Paulo, será diurno e sem megabloco

Rafael Arbex/Estadão Conteúdo
Foliões se divertem no Bloco Bastardo, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, no Carnaval do ano passado. Som deve acabar às 19h no bairro em 2017 Imagem: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo

02/02/2017 09h38

A Prefeitura Regional de Pinheiros proibiu o desfile de megablocos no Carnaval de rua deste ano, que vai começar e terminar mais cedo na região. Após receber sondagens de grupos populares, como o Black Rock, do músico Carlinhos Brown, Filhos do Compadre Washington, Pipoca da Rainha, da cantora Daniela Mercury e Paz do Olodum, o prefeito regional Paulo Mathias argumentou que o bairro não tem "estrutura física" para recebê-los.

A administração acredita que entre 80 mil e 100 mil pessoas seguiriam os blocos, que estão entre os mais populares do Nordeste. A maioria pediu para desfilar na Avenida Rebouças, que está vetada para o Carnaval.

Antes que tivessem encontrado outro local, os representantes dos blocos de fora de São Paulo foram surpreendidos com a decisão do prefeito João Doria de cobrar R$ 240 mil dos visitantes. Parte deles sinalizou que deve desistir do estado por causa do custo extra.

O programa final do Carnaval de rua de Pinheiros também definiu que a folia vai terminar mais cedo em 2017. Há uma negociação com os blocos para que os carros de som sejam desligados às 19 horas e a dispersão vai acontecer no máximo até as 20 horas.

A prefeitura regional também tenta costurar um acordo para que os principais bares da região fechem mais cedo, às 20 horas. O objetivo é evitar aglomerações depois desse horário. A data-limite de saída dos blocos será às 15 horas, duas horas mais cedo do que em 2016. Com isso, a administração local espera que o Carnaval no bairro seja "diurno".

O Carnaval em Pinheiros e Vila Madalena vai ter 101 desfiles de 89 blocos, entre os dias 17 de fevereiro e 5 de março. O número era maior, mas 89 desistiram de desfilar.

Os vendedores ambulantes também serão alvo de uma fiscalização mais rígida, de acordo com a administração municipal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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