Rio de Janeiro

Visitantes devem gastar cerca de R$ 3 bilhões no Carnaval no Rio de Janeiro

Zulmair Rocha/UOL
14.fev.2016 - Monobloco comanda encerramento de Carnaval no centro do Rio de Janeiro Imagem: Zulmair Rocha/UOL

Do Rio de Janeiro

04/02/2017 21h13

O carnaval do Rio de Janeiro já aquece motores para o intenso mês de fevereiro que lhe espera, quando terá seu ápice nas noites dos dias 26 e 27 com o desfile das escolas de samba do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí.

Antes disso, já neste final de semana, a expectativa é que milhares de pessoas desafiem o calor para acompanhar blocos como Banda de Ipanema, Carmelitas e Orquestra Voadora.

A Riotur calcula que 1,5 milhão de turistas visitarão a cidade durante o Carnaval deste ano, com o que o público total, entre cariocas e estrangeiros, deve chegar a cinco milhões de pessoas, 10% a mais que no ano passado.

Segundo a Associação de Hotéis do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação durante a semana de carnaval deve ser de 80%. Esses visitantes devem gastar na cidade cerca de R$ 3 bilhões.

Para evitar que os participantes façam suas necessidades na rua, uma das críticas mais frequentes ao público dos blocos, neste ano serão instalados mais de 6.000 novos banheiros químicos, que devem chegar a 31.800 em toda a cidade.

Menos blocos de rua

A prefeitura do Rio de Janeiro autorizou para este Carnaval o desfile de 452 blocos e bandas nas ruas da cidade, 53 a menos que o ano passado, e que realizarão um total de 578 desfiles.

A prefeitura também autorizou 4.500 vendedores ambulantes a acompanhar os blocos e oferecer bebidas e comidas para os foliões. Todos os bairros do Rio de Janeiro contarão com desfiles de blocos este mês.

Como é habitual, a cereja do bolo será o desfile no Sambódromo das doze escolas de samba do Grupo Especial, que deve ser acompanhado por mais de 60 mil pessoas das arquibancadas da avenida da Marquês de Sapucaí.

Carnaval como negócio

A importância que tem o Carnaval carioca para a cidade foi ressaltada pelo presidente da Riotur, Marcelo Alves, no ato de apresentação do esquema de segurança para o evento.

"Só sairemos da crise se tratarmos e ampliarmos nossa vocação para o turismo. Estamos em uma situação muito vergonhosa e precisamos e vamos melhorar a situação. O Carnaval é nosso principal produto para impulsionar o turismo no Rio", destacou.

Para Alves, "o Carnaval ultrapassa todas as barreiras e não há ninguém no mundo que não o conheça e não queira participar de tudo isto. Temos que tratá-lo como um negócio de marketing, para que nos traga retorno financeiro".

Polêmicas

O Carnaval deste ano vem marcado por várias polêmicas, a primeira delas pela decisão de alguns blocos de vetar a interpretação de várias marchinhas famosas, como "Maria Sapatão", "Cabeleira do Zezé", "Índio quer apito" e "O teu cabelo não nega", por considerá-las politicamente incorretas e cheias de preconceitos.

Outra polêmica foi causada pelo anúncio que e um bloco do carnaval de Salvador, que concorre com o carioca para ser considerado o melhor do mundo, desfilaria no Rio de Janeiro.

No entanto, as críticas com as quais foi recebida a presença do bloco Eva no Rio fizeram com que sua direção desistisse da ideia.

Por sua vez, o desfile das escolas de samba também não conseguiu fugir da polêmica, desta vez causada pela Imperatriz Leopoldinense, que optou por homenagear os índios e criticar o agronegócio, o que gerou duras críticas do setor.
 

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