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Haddad inaugura Fábrica do Samba 50% concluída e ocupada por sete escolas

Jussara Soares/UOL
17.dez.2016 - Fernando Haddad inaugura Fábrica do Samba em São Paulo Imagem: Jussara Soares/UOL

Jussara Soares

Colaboração para o UOL, de São Paulo

17/12/2016 15h48

A poucos dias de deixar o governo, o prefeito Fernando Haddad (PT) participou neste sábado (17) da inauguração parcial da Fábrica do Samba, local que abrigará futuramente as 14 escolas do Grupo Especial de São Paulo. Por enquanto, apenas 50% das obras estão concluídas e somente sete escolas já ocupam os galpões localizados na Avenida Dr. Abrahão Ribeiro, a menos de 3 quilômetros do Sambódromo do Anhembi.

As obras da Fábrica do Samba, orçadas em R$ 180 milhões, começaram em 2010. A previsão inicial de entrega era 2015. De acordo com o prefeito, o adiamento se deu em função do atraso de repasse de verbas federais por meio PAC Turismo (Programa de Aceleramento do Crescimento para o Turismo).

"Essa obra só existe porque o município arcou com as despesas e está aguardando o reembolso do PAC, que está vindo a conta-gotas", disse Haddad. Até agora foram investidos R$ 120 milhões na Fábrica do Samba, dos quais R$ 40 milhões foram reembolsados. "O PAC arcará com 1/3 do total da obra, o equivalente a R$ 60 milhões", completou o prefeito, que percorreu os barracões acompanhado de diretores das escolas e  prometeu que irá ao Sambódromo conferir os desfiles.

A previsão é que até maio de 2017, com investimento de mais R$ 6 milhões, mais quatro escolas já possam ser alocadas no espaço. "Faltam mais R$ 50 milhões para concluir totalmente a Fábrica do Samba. E eu não vejo motivo para que no Carnaval de 2018 a obra esteja 100% pronta", disse Haddad.

Por enquanto, as escolas que estão na Fábrica do Samba são Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tucuruvi, Nenê de Vila Matilde, Acadêmicos do Tatuapé, Dragões da Real, Gaviões da Fiel e Tom Maior. Elas ocupam galpões de 4,3 mil metros quadrados e 18 metros de altura para facilitar a construção e transporte de carros alegóricos. 

De acordo com o presidente da Liga das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira, o Serginho, as sete primeiras escolas a entrar na Fábrica do Samba, em outubro deste ano, ganharam prioridade porque tinham pendências judiciais, como mandado de reintegração de posse, ou estavam embaixo de viaduto.  Gaviões e Tom Maior, por exemplo, foram realocadas porque seus barracões ocupavam a área em que foi construído o Parque de Esportes Radicais, no Bom Retiro.

"O Carnaval ganha em qualidade, com carros alegóricos e fantasias feitas em um local com mais infraestrutura", disse Serginho. Cada galpão tem um elevador de carga que comporta 15 toneladas, um elevador comum, refeitório, banheiros, vestiários, salas de oficina de Carnaval e um sistema de tubulação de combate a incêndio.

Jussara Soares/UOL
17.dez.2016 - Fernando Haddad inaugura Fábrica do Samba em São Paulo Imagem: Jussara Soares/UOL

Fábrica do Samba 2

As oito escolas do Grupo de Acesso e 14 do Grupo 1, filiadas à Uesp (União das Escolas de Samba de São Paulo), ganharão galpões de 1 mil metros quadrados em uma área localizada próximo ao Center Norte, na Vila Guilherme, que foi cedida pela prefeitura. A obra que está sendo realizada pela escolas de samba ainda não está concluída, mas agremiações do Grupo de Acesso já ocupam os locais.

"Priorizamos o acabamento interno dos galpões para que as escolas pudessem trabalhar", explicou o presidente da Liga, ressaltando que o governo Haddad se empenhou na solução de problemas, sancionando a lei que deu anistia das escolas para multas e isenção de aluguéis de espaço público.
"Todos os gêneros musicais tiveram apoio da prefeitura nos últimos quatro anos. Da ópera ao chorinho, do samba ao funk, mas o samba teve um pouco mais. Resolvemos problemas históricos", disse Haddad.

O prefeito ainda lembrou do crescimento do Carnaval de rua nos últimos anos e acredita que se a gestão Doria continuar investindo no modelo de organização e descentralização, a folia dos blocos continuará em alta. "Temos quase 500 blocos credenciados e uma fila de patrocinadores, que querem apoiar o Carnaval de rua de São Paulo, porque já deu certo. Pelo o que tenho ouvido do novo governo, ao contrário da Virada, eles não estão querendo mexer com o Carnaval de rua", afirmou.

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