Rio de Janeiro

Em ensaio, diretor da Beija-Flor passa mal e sai da Sapucaí de ambulância

Marcos Vidal/Futura Press/Folhapress
Ensaio da Beija-Flor na Sapucaí Imagem: Marcos Vidal/Futura Press/Folhapress

Anderson Baltar

Colaboração para o UOL

30/01/2017 18h33

Dentre as principais praças carnavalescas do país, Rio de Janeiro e Salvador têm folias com características totalmente diferentes e, em muitos momentos, excludentes. No Rio, o Carnaval ganhou ares de espetáculo hollywoodiano, com luxo, imponência e efeitos especiais. Já os baianos se orgulham de ter uma festa que arrasta milhões de foliões pelas ruas e cuja principal característica é a alegria. Porém, na noite deste domingo (29), esses dois universos encontraram-se por meio de um insuspeito catalisador chamado Ivete Sangalo.

A cantora baiana, que terá a sua trajetória enfocada na Sapucaí pela Acadêmicos do Grande Rio, trouxe para o templo sagrado do samba toda a energia que há duas décadas imprime ao circuito Barra-Ondina. Aguardada por um público estimado em 70 mil pessoas, Ivete não se limitou ao papel normalmente destinado aos homenageados. Vestida como se fosse um destaque de carro alegórico, com muitas plumas e brilhos, saiu do camarote da Grande Rio e caminhou para a concentração sob os aplausos entusiasmados da multidão. Não satisfeita, subiu em um gigantesco trio elétrico e cantou o samba-enredo da escola por todo o cortejo, levantando as arquibancadas e gerando memes divertidos nas redes sociais afirmando que ela já estaria eternizada como a nova puxadora de samba da escola – Emerson Dias, o titular do posto, tinha sua voz num volume um pouco mais baixo e não se importou, fazendo o seu papel com a competência habitual.

Com o astral no alto, os componentes da Grande Rio passaram pela Sapucaí cantando bastante e evoluindo de forma leve e descompromissada. Os braços para o alto em alguns momentos do samba davam o tom da verdadeira micareta que a avenida se transformou. Alguns puristas não gostaram, mas não se pode negar que tudo fazia parte do contexto do enredo. Da comissão de frente, muito entrosada e comandada pelo casal Rodrigo Negri e Priscila Mota, até a bateria do mestre Thiago Diogo, a escola de Duque de Caxias fez uma apresentação que sacudiu as arquibancadas e que deixa no ar uma dupla expectativa: o desfile oficial terá essa energia toda? E Ivete, cantará o samba no domingo de Carnaval?

Se a Grande Rio inovou ao trazer a sua grande homenageada como puxadora, a Beija-Flor de Nilópolis desfilou antes e fez uma apresentação marcada por uma novidade: a quase inexistência de separação entre as alas. Grandes grupos, apenas usando cocares diferentes, desfilaram praticamente juntos. A ideia da escola é acabar com a tradicional separação das alas e levar componentes representando grandes tribos indígenas para contar o enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”.

ERBS JR./Folhapress
Laíla deixa a Sapucaí de ambulância Imagem: ERBS JR./Folhapress
Laíla passa mal

O grande mentor da inovação, o diretor de Carnaval Laíla não pôde acompanhar de perto o desenrolar do desfile. Logo no início do cortejo, sentiu-se mal com uma crise hipertensiva e tentou acompanhar o ensaio na carona do carro de som. No meio da avenida, tentou andar e não conseguiu. Foi levado para o hospital Souza Aguiar e, posteriormente, internado na Clínica Pasteur, no Méier, onde ficará por tempo indeterminado. O revés de Laíla parece não ter abalado o contingente da escola de Nilópolis, que fez uma apresentação com o brilho de sempre, com o samba-enredo sendo cantado a plenos pulmões. A bateria dos mestres Plínio e Rodney foi um dos destaques, com um grande entrosamento de seus ritmistas.

A noite foi aberta pelo animado ensaio do Império da Tijuca, escola da Série A (equivalente ao Grupo de Acesso). Os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí continuam no próximo final de semana. No sábado (4), desfilarão União do Parque Curicica, Alegria da Zona Sul e Acadêmicos do Cubango (todas da Série A). No domingo (5), é a vez de Unidos do Porto da Pedra (Série A), Unidos de Vila Isabel e Acadêmicos do Salgueiro (ambas, do Grupo Especial).

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