Salvador

MC Beijinho vai virar filme e se diz arrependido: "Peço desculpas à música"

Marcelo Barreto

Colaboração para o UOL, em Salvador

30/01/2017 17h00

Candidato ao posto de maior sucesso do Carnaval de Salvador, o fenômeno ‘Me Libera Nega’ ainda rende frutos a Ítalo Gonçalves -- o MC Beijinho – o soteropolitano de 19 anos que ganhou fama desde que cantou ao vivo em um programa policial dentro de uma viatura.

Hoje, ele se divide entre a produção do primeiro disco, ainda sem data de lançamento, e as gravações de um filme sobre sua vida -- projeto do cineasta Chico Kértesz, que dirigiu o filme ‘Axé: Canto do Povo de Um Lugar’ e também o clipe de 'Me Libera Nega'.

Kértesz acompanha a trajetória do MC desde o episódio que o deixou famoso. "Estou captando imagens, vou acompanhá-lo durante o Carnaval e vamos ver onde a história dele vai chegar. Ele tem muito talento e muita música boa.", disse ao UOL.

Depois de viralizar na internet, a música virou febre no verão baiano e começa a conquistar o Brasil pelo repertório de artistas como Luan Santana, Claudia Leitte, Wesley Safadão e Caetano Veloso, que atendeu a pedidos feitos nas redes sociais e incluiu uma versão voz e violão em sua nova turnê.

 

O clipe oficial, lançado no fim de dezembro, já contabiliza quase 2 milhões de visualizações no YouTube. A pouco menos de um mês do Carnaval, ele tem participação confirmada nos trios de Daniela Mercury e de Bell Marques, seu maior ídolo. 

Durante o bate-papo com o UOL, o MC buscou várias vezes, do outro lado da mesa, a aprovação no olhar do pastor evangélico Roberto Araújo. Ele é o fundador do Instituto Fazendo a Diferença, centro de recuperação para dependentes químicos em que o cantor faz tratamento contra o vício, na capital baiana.

Araújo soube da história pela TV, procurou o jovem artista e tornou-se uma espécie de tutor. “O assédio cresceu, então levei o Ítalo pra minha casa. Tive que abrir essa exceção pra evitar problemas [com os outros internos]. Eu o acompanho em todos os compromissos, e nos fins de semana ele retorna pra entidade. É um menino bom, acredito que tem futuro.” 

UOL: Você surgiu há menos de três meses e ‘Me Libera Nega’ promete ser a música do Carnaval. Já conseguiu capitalizar em cima de toda essa exposição?
MC Beijinho: Recebo muitos convites para ensaios, até agora só confirmei com o Araketu e a La Fúria. Já estamos quase vendendo o show, ainda escolhendo o repertório, mas agora estamos mais preocupados com o trabalho com a Sony e a Universal. Vai sair um EP com sete faixas, produzido pelo Alfredo Moura (maestro e arranjador de estrelas da axé music). Tudo evoluiu, minha vida mudou bastante. Agora estou sendo acompanhado por um fonoaudiólogo e por um personal trainer, que também cuida da minha alimentação.

Existe muito assédio de empresários? Como surgiu a parceria com o cineasta Chico Kértesz?
“Papai” me viu na televisão e me procurou pra fazer um documentário sobre mim, daí as coisas foram acontecendo. Agora vamos mostrar a história do Beijinho antes e depois do sucesso. Vamos filmar também depois do Carnaval, então ainda não tem previsão de estreia. O que era pra ser um curta vai virar um filme.


Como foi ouvir Caetano Veloso cantar sua música pra mais de 4 mil pessoas na Concha Acústica do Teatro Castro Alves?
Fiquei lisonjeado. Fui ao show e deu pra ver que ele gostou e ensaiou bastante. Todo mundo fez versões, mas só ele tirou a nota, foi adiante e colocou no repertório. Caetano é o papai da música, a gente tem que aprender com ele. Eu sou só um analfabeto musical, mas vocês ainda vão se surpreender com minhas composições, tenho muitas músicas.

Você surgiu na mídia de uma forma muito peculiar. Tem orgulho da sua trajetória ou fica ressentido com as críticas?
Eu queria ter sido revelado de outra forma, mas tudo é como Deus quer. Não queria aparecer naquele programa cantando, foi uma coisa que não era pra acontecer, mas aconteceu. Cantei porque o sentimento estava pedindo e vi que assim ficava mais calmo. Eu me vejo como um cara que já venceu e que não vai sair da mídia. Agora estou focado no meu trabalho.

A música te libertou?
Sim, e hoje eu peço desculpas à música, porque não era pra ter sido daquele jeito. Queria que vocês esquecessem meu erro e dessem atenção ao meu trabalho agora.

Muita gente compara você ao Igor Kannário [pagodeiro autointitulado príncipe do gueto, que já foi detido pela polícia por porte de maconha e estourou no Carnaval de 2015 com o hit ‘Tudo Nosso, Nada Deles’]. O que acha disso?
Não sei. É claro que todo mundo tá esperando pra ver o furdunço de MC Beijinho, né? Assisti ao Kannário em cima do trio pela TV. Ele mora lá na minha rua, gosto dele. Agora é vereador, não sei se ainda pode cantar no trio. Se Deus tirou ele, me colocou.

Você fala muito em Deus. É religioso?
Sim, sou evangélico da Assembleia de Deus.

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