Blocos de rua

Prefeitura diz que folião não será barrado em blocos que superarem limite

Rafael Roncato / UOL
No Carnaval de 2015, membros da bateria do Bangalafumenga divertem foliões na avenida Paulo VI, que está vetada para blocos em São Paulo Imagem: Rafael Roncato / UOL

Jussara Soares

Colaboração para o UOL

04/02/2017 13h23

A Prefeitura Regional de Pinheiros -- região que mais concentra o Carnaval de rua de São Paulo -- gerou polêmica entre foliões, comerciantes e organizadores de blocos carnavalescos após publicar no Diário Oficial da Cidade uma portaria sobre a folia de 2017. Entre as normas, há o isolamento com grades de proteção de zonas residenciais, o veto da passagem de megablocos com mais de 20 mil foliões e a proibição do desfile nas principais vias da região.

Em entrevista ao UOL, o prefeito regional, Paulo Mathias, afirmou que não haverá controle de entrada e saída de público para os blocos.  De acordo com ele, a limitação de 20 mil pessoas publicada no Diário Oficial refere-se à quantidade de foliões que grupos carnavalescos declararam esperar no cadastro para o Carnaval de rua. 

Blocos que, no ato da inscrição, informaram um público maior, como é o caso do Pipoca da Rainha, de Daniela Mercury, e o Black Rock, de Carlinhos Brown, foram barrados. Ambos estimaram um público de 50 mil pessoas e pediram autorização para desfilar pela avenida Rebouças, uma das vias vetadas pela Prefeitura para passagem dos trios.

“É claro que não terá ninguém conferindo se chegou a 20 mil pessoas no bloco. Essa norma já constava na portaria do ano passado e é uma forma de entender os tamanhos dos blocos durante a sua preparação ”, disse o prefeito de Pinheiros.

Blocos como Confraria do Pasmado e Casa Comigo, um dos maiores da região de Pinheiros, declararam em suas inscrições um público de 20 mil, cada um. “Sabemos que pode ultrapassar e não terá ninguém impedindo as pessoas de acompanharem os blocos”, afirmou Mathias.

Nos dias 18 e 19 de fevereiro (pré-Carnaval), 25, 26, 27 e 28 (Carnaval) e 4 e 5 de março (pós-Carnaval), os blocos estão autorizados a fazer cinco horas de festa, da concentração à dispersão total, que deve ocorrer no máximo às 20h. 

“Conversamos com os organizadores dos blocos e eles concordaram em desligar o som às 19h para que o público disperse totalmente às 20h”, detalhou o prefeito regional.

Bares

O prefeito regional de Pinheiros informou que está conversando com cerca de 80 donos de bares do quadrilátero formado pelas ruas Mourato Coelho, Inácio Pereira da Rocha, Fidalga e Wisard e de suas imediações, na Vila Madalena, para que encerrem suas atividades às 22h. “Não está nada definido. E não temos como obrigá-los a fazer. Todos têm autorização para funcionar até 1h. Se aceitarem fechar mais cedo, é uma doação que estarão fazendo ao município”, observou Mathias. Como aconteceu em 2016, o quadrilátero será cercado com grades para controle de público.

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