Blocos de rua

Bloco da imprensa desfila no Rio e dá apoio moral a colegas desempregados

Ana Paula Bazolli

Colaboração para o UOL, no Rio

11/02/2017 22h32

Embalado por uma marchinha que fala de Eike Batista e Sérgio Cabral, o bloco Imprensa que Eu Gamo levou alegria pelas ruas de Laranjeiras no sábado (11). Criado por profissionais de comunicação, o bloco faz em 2017 críticas ao governo e aproveita também para prestar solidariedade a jornalistas desempregados.

Julio Cesar Guimaraes/UOL
O advogado Frederico Accon, que foi para o bloco como Thor, o filho de Eike Batista Imagem: Julio Cesar Guimaraes/UOL
Entre os foliões também não faltaram críticas à crise política do país. O advogado Frederico Accon, 29 anos, estava vestido de Thor, -- não o Deus do Trovão dos quadrinhos, e, sim, o filho de Eike Batista. "Quando Eike foi preso apareceu um Thor na Polícia Federal e pensei: A ideia é boa. Já tirei milhões de fotos e estou famoso. Como advogado tento não defender bandido, meus princípios", diz.

O professor e engenheiro sergipano Luciano Menezes, 67 anos, foi o campeão de cliques e selfies com a fantasia que pedia a volta de Dilma. "Essa fantasia é para acabar com o golpe. Tenho muito amigos da imprensa aqui e, se quiserem me bater, vão me proteger. Se eu não apanhar aqui, vou em todos com essa roupa", brincou, fazendo ainda uma previsão 'político-carnavalesca'. "O Temer vai cair antes do fim do bloco. Acredite".

A repórter do Vídeo Show Aline Prado saiu à frente da bateria como porta-bandeira pelo sétimo ano consecutivo. "Em 2014 casei aqui. Meu filho desfilou com 3 meses e nunca parou. Amo o bloco". A jornalista aproveitou para deixar seu recado e prestar homenagem aos colegas de profissão demitidos no último ano. "Hoje estou vendo vários amigos desempregados, na luta, e está todo mundo aqui para levantar a moral e a autoestima. Todos estavam celebrando e acompanharam a minha trajetória como se a vitória fosse coletiva. Uma responsabilidade muito grande representar a classe, mas sei que não nem cheguei aqui sozinha", afirma.

Um folião animado e otimista há 30 anos é o deputado estadual Carlos Minc. "Todo ano vou a todos. Mais fácil tropeçar num bebum do que acontecer algo comigo", disse.

Os estudantes Matheus Mello, Ian Freitas, Sávio Marcolini e João Matheus aderiram às saias para curtir a folia. "É muito confortável, melhor coisa da vida. Se eu pudesse andava de saia todo dia", disse Sávio, de 22 anos.  

Vilmar Torres, 60 anos, puxou o Bloco do Eu Sozinho. "Mesmo no Eu Sozinho sou muito bem acompanhado por aqueles que amam o próximo. Nunca estou só", falou.

O sol quente não tirou a empolgação dos foliões, que cantaram em alto e bom som marchinhas politicamente incorretas como "Cabeleira do Zezé" e "Maria Sapatão". Sem confusão e brigas, o bloco começou às 15h e foi até às 19h animadíssimo.

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