Blocos de rua

Em fim de semana de megablocos no RJ, cortejo de Preta Gil leva meio milhão

Ana Paula Bazolli e Giovani Lettiere

Colaboração para o UOL, no Rio

20/02/2017 02h20

O último fim de semana antes do reinado total de Momo reuniu milhares de foliões em 112 blocos de Carnaval pelas ruas do Rio. No sábado (12), o "Simpatia É Quase Amor", na orla de Ipanema, na zona sul, atraiu o maior público, com quase 60 mil pessoas se esbaldando no bloco clássico que festejou seu desfile de número 33 homenageando os 100 anos do samba.

Apesar do atraso de uma hora, o bloco evoluiu bem pela avenida Vieira Souto durante quatro horas. Nem o forte calor de 40 graus no fim de tarde na cidade desanimou os foliões. Os súditos de Momo ganharam um mimo e tanto de um patrocinador da festa: gigantescos ventiladores que borrifavam água. Nem precisa dizer que eles foram disputados a tapa. Como ponto negativo, o UOL presenciou algumas brigas, mas logo dispersadas pela Guarda Municipal que, numa delas, chegou a usar spray de pimenta. Mas nada que comprometesse o desfile do Simpatia.

Antes do megabloco, outros grupos menores tiveram dificuldade para engrenar no sábado. No "Céu na Terra", que começou pontualmente às 7h30, houve dificuldade para se chegar até as ruas de Santa Teresa, estreitas e de difícil acesso ao transporte público e pouco adotadas pelos taxistas. No bairro de Laranjeiras, o bloco "Xupa Mas Não Baba" não empolgou. Houve dificuldade de o samba embalar e envolver os foliões. O ponto mais alto foi a execução de marchinhas tradicionais de Carnaval, que empolgaram apenas os mais velhos em um bloco de maioria jovem. Já o "Que Merda É essa?" não aconteceu. O bloco reuniu poucas pessoas em frente ao restaurante "Paz é Amor" em Ipanema. Foi como um encontro de amigos no bar. 

Já o domingo teve 47 blocos, contra 62 do dia anterior, mas com vários megablocos -- como o "Cordão do Boitatá", "Chora Me Liga", "Fogo e Paixão" e "Suvaco do Cristo". Nenhum deles, no entanto, foi páreo para os 500 mil foliões que se espremeram no "Bloco da Preta", que desfilou na rua Primeiro de Março. Neste ano, a apresentação foi redondinha, com poucos incidentes e roubos, diferentemente do desfile do ano passado.

Funcionou bem o esquema da Riotur, com Polícia Militar e suas novas torres de segurança e com a Guarda Municipal mais ostensiva. Preta caprichou no figurino de Chacrete --o desfile homenageou o apresentador de TV Chacrinha, morto em 1988 -- e levou muita animação com suas canções e também sucessos de outros artistas, como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Gilberto Gil, Wesley Safadão e Simone & Simaria. A cantora Ludmilla fez duas participações especiais, cantando funks que fizeram a multidão delirar.

Preta se destacou mais uma vez pela atenção dispensada a seu público, chegando a interromper seu show por conta de uma briga e para ajudar uma mãe que havia se perdido da filha de dez anos no meio do megabloco. Final feliz em seguida. A todo momento ela lia cartazes de fãs e acenava para eles, mesmo de longe. O ponto negativo do desfile foi mesmo a localização, já que a rua Primeiro de Março é muito apertada para tamanho gigantismo do cortejo de Preta. Mas a cantora já pediu e quer desfilar na larga avenida Presidente Vargas no ano que vem. A conferir.

 

Entre os blocos menores, os destaques foram para repertórios de sertanejo e brega. No Centro do Rio, "Fogo e Paixão" encontrou boas maneiras de burlar o calor. A organização colocou duas piscinas de plástico e um carro-pipa para refrescar. Entretanto, como o bloco fica parado, a enorme concentração de foliões dificultou a locomoção, até para quem queria ir ao banheiro. O repertório musical, no entanto, fazia toda a diferença e minimizava o problema da superlotação.

Já no calçadão de Copacabana, "Chora me Liga" mostrou que o Rio é definitivamente sertanejo. O público seguiu o trio elétrico por dez quadras e se pôs a dançar na areia. Fantasias criativas e espaço de sobra deixaram o ambiente ainda mais receptivo. Quem desfilou com sucesso também foi o "Empolga às 9" -- não exatamente pela animação dos foliões, mas pela organização do trajeto, com muitos banheiros químicos e policiamento.

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