Recife e Olinda

Carnaval de Olinda é na rua? Não na versão "gourmet" com Anitta e open bar

Daniel Lisboa/UOL
Cerca de 7.000 pessoas passam por dia de Carnaval na festa privativa Carvalheira da Ladeira, em Olinda Imagem: Daniel Lisboa/UOL

Daniel Lisboa

Colaboração para o UOL, em Olinda

26/02/2017 22h44

Carnaval em Olinda é sinônimo de folia nas ruas, fantasias para lá de criativas e festa aberta a todas as classes sociais, certo? Depende. Por diversos motivos, há quem escolha pagar, caro, para curtir a antítese de tudo isso.

Há quatro anos, o Carvalheira na Ladeira monta seu enorme camarote de 12 mil m² na entrada da cidade. Lá, foliões pagam, em média, R$ 350 por dia para curtirem em torno de sete horas de Carnaval privativo.

Lá fora, nas apertadas vielas de Olinda, a regra é multidões ensandecidas, comida de barraquinha, drinques obscuros e cheiro de urina fervida pelo sol. No Carvalheira, ambiente climatizado, espaço suficiente para pular sem esbarrar nos outros, praça de alimentação com pelo menos sete opções de fast-food famosas e água, refrigerante, cerveja, whisky, gim e vodca à vontade a qualquer hora.

Felipe Souto Maior/AgNews
Anitta foi uma das atrações da Carvalheira na Ladeira deste sábado de Carnaval Imagem: Felipe Souto Maior/AgNews

E, se do lado de fora a competição pela melhor fantasia leva foliões a suportarem trajes claramente torturantes para o calor de Olinda, no Carvalheira o abadá cor-de-rosa uniformiza a todos. No máximo um gliter ali, um adereço no cabelo aqui, uma peça solitária de fantasia acolá, como um cocar de índio.

Nas ruas de Olinda, por mais que se vá a um bloco específico, topar aleatoriamente com vários deles é parte da brincadeira. Ou seja, nunca é possível saber o que se encontrará pela frente. Quem passa pelos portões do Carvalheira, porém, sabe o que vai encontrar:  alguns dos artistas mais populares e famosos do Brasil.

Na edição deste ano passam por lá, Anitta, Marília Mendonça, Simone e Simaira, Timbalada, Latino e Alceu Valença, entre outros. Também é verdade, entretanto, que o Carvalheira procura prestigiar atrações locais levando ao seu palco artistas de diversas regiões de Pernambuco.

Reprodução/Instagram
As sertanejas Marília Mendonça e Paula Fernandes também se apresentaram neste sábado Imagem: Reprodução/Instagram

“Já trouxemos o Maracatu, o Spok Frevo Orquestra, o Caiporas de Pesqueira. É nosso dever atuarmos também como propagadores da cultura local”, diz Eduardo Carvalheira, criador da atração. Ele diz que seu evento não se mantém alienado do que acontece do outro lado do muro.

“Tem gente que vem e, por conta das nossas atrações, acaba se apaixonando pela cultura local e sai aí pela ladeira depois”.

Carvalheira menciona a identidade visual do evento como outro exemplo de fomento à cultura local. Segundo ele, todo ano algum artista da região é convocado a desenvolvê-la. Sobre os números do evento, o empresário diz esperar em torno de 7.000 pessoas por dia. Os ingressos, que normalmente começam a ser vendidos em maio, esgotaram-se em três meses. 

Daniel Lisboa/UOL
As amigas Alana Araújo e Lorena Félix aproveitaram os shows na festa privativa Imagem: Daniel Lisboa/UOL

Camarote. Sim ou não?

Em meio ao mar cor-de-rosa que tomava o Carvalheira, estão Alana Araújo e Lorena Félix, do Recife. Ambas já estiveram no evento em anos anteriores e dizem gostar de sua “estrutura impecável”. Divergem, porém, sobre a ideia de curtir o Carnaval também do lado de fora. “Eu não me incomodo não. Hoje estou aqui, mas tenho muitos amigos lá e amanhã devo ir para a cidade”, diz Alana. A amiga, porém, torce o nariz para tal possibilidade. “Tem muita gente, não me sinto segura, não vou não”, diz Lorena.

Daniel Lisboa/UOL
Vinicius Pimentel (à esq.) veio de Porto Alegre passar o Carnaval em Olinda Imagem: Daniel Lisboa/UOL

Vinicius Pimentel veio de Porto Alegre para passar o Carnaval em Olinda e gostou deste negócio de camarote. Depois de passar o sábado no Carvalheira, ela passará o dia seguinte em outro que fica exatamente ao lado. “Sem dúvida, aqui é o melhor lugar para pegar mulher. E as melhores estão aqui”, ele justifica.

Já Fabricio Lelis, de Campina Grande (PB), passará ao todo três dias no Carvalheira, ao lado da namorada: “É mais seguro, né?”.

À medida que o final do último show se aproxima, ônibus fretados começam a encostar na congestionada avenida em frente ao Carvalheira. Os veículos chegam para buscar os foliões. Um pouco mais à frente, um cavalo sujo invade, desgovernado, a pista. Quase é atropelado enquanto um garoto corre atrás dele em meio aos carros. 

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