Rio de Janeiro

Desfiles no Rio: 1º dia terá Ivete e duelo entre tradicional e moderno

Anderson Baltar

Colaboração para o UOL

26/02/2017 09h36

O Carnaval 2017 do Rio de Janeiro promete ser um dos mais equilibrados dos últimos anos. As escolas de samba do Grupo Especial iniciam a partir das 22h20 deste domingo (26) seus desfiles na Marquês de Sapucaí. E a primeira parte do espetáculo tem uma particularidade: o convívio entre enredos e estéticas tradicionais com temas modernos e de influência internacional.

Se Imperatriz e Beija-Flor levarão o universo indígena para a avenida, a Vila Isabel promove uma viagem pela música negra do continente americano e o Salgueiro carnavalizará a "Divina Comédia", de Dante Alighieri. A Grande Rio promete transformar a Sapucaí em micareta com a homenagem a Ivete Sangalo, e o Tuiuti faz uma homenagem aos 50 anos do Tropicalismo.

Prepare-se para a noite

Abrindo a noite, o Paraíso do Tuiuti está de volta ao Grupo Especial após 16 anos rebaixada. A escola do bairro de São Cristóvão quer impressionar público e jurados com alegorias coloridas e de apelo visual. Com o enredo "Carnavaleidoscópio Tropifágico", do carnavalesco Jack Vasconcelos, a escola aposta em veteranos: o intérprete é Wantuir, que completa 30 anos de avenida, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira é formado pelos experientes Marquinhos e Giovana, campeões por Mangueira e Unidos da Tijuca. Quem promete se destacar é um estreante: o mestre Ricardinho, que comanda uma bateria muito competente.

A Acadêmicos do Grande Rio será a segunda escola a desfilar. Apresentando o enredo "Ivete de Rio a Rio", a tricolor de Duque de Caxias fará uma homenagem à cantora Ivete Sangalo dividida em capítulos de sua vida e obra. Há mais de 20 anos no convívio das grandes escolas, a Grande Rio nunca foi campeã e acredita que o carisma da homenageada pode fazer este tabu ser quebrado. A agremiação promete surpreender desde a comissão de frente, coreografada por Rodrigo Néri e Priscilla Mota. O intérprete Emerson Dias é outro ponto positivo.

Terceira escola a desfilar, a Imperatriz Leopoldinense entra na avenida cercada de polêmica. Por conta de seu enredo ("Xingu, o clamor que vem da floresta", do carnavalesco Cahê Rodrigues) em defesa dos índios, a escola foi criticada pelos empresários do agronegócio. Até uma CPI no Congresso chegou a ser ventilada. O fato mexeu com os brios dos componentes da verde, branca e ouro de Ramos. Diversas lideranças indígenas, como o cacique Raoni, confirmaram presença e estarão no último carro. A escola aposta na bateria de Mestre Lolo e na sua tradicional competência para desfilar a fim de obter uma boa classificação.

A Unidos de Vila Isabel será a quarta escola. Com o enredo "O Som da Cor", do carnavalesco Alex de Souza, a agremiação pretende chegar ao sábado das campeãs, um lugar onde não desfila desde 2013, quando conquistou seu último campeonato. Promovendo uma viagem pelas três Américas, a azul e branca irá mostrar a influência negra na música no continente. A escola já tem seu samba-enredo tido como um dos melhores da temporada. E apresentará uma das principais revelações do Carnaval: a porta-bandeira Amanda Poblete, de 20 anos. Ela fará sua estreia no Grupo Especial dançando ao lado do experiente mestre-sala Raphael Rodrigues.

Em seguida, será a vez dos Acadêmicos do Salgueiro, que apresentarão o enredo "A Divina Comédia do Carnaval", com assinatura dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage. A proposta do enredo é "carnavalizar" a obra de Dante Alighieri, fazendo um paralelo entre os três momentos da narrativa (Inferno, Purgatório e Paraíso). A escola --que em 2016 ficou sem o título ao perder pontos por causa de seu abre-alas apagado-- adotou o silêncio como estratégia para este Carnaval. Escorado em uma estrutura de muitos anos, o Salgueiro conta com a bateria de mestre Marcão e com a comissão de frente de Hélio Bejani para disputar o campeonato.

Encerrando a primeira noite, virá uma escola que sempre pisa na avenida como favorita. A Beija-Flor de Nilópolis levará para a Sapucaí o enredo "Iracema - A virgem dos lábios de mel", inspirado no romance de José de Alencar. A Comissão de Carnaval, comandada por Laíla, preparou um desfile com carros alegóricos suntuosos e uma novidade: os componentes não estarão divididos em alas e, sim, em tribos e atos teatrais, mudando de posicionamento ao longo da avenida. Embalada por um dos mais bem avaliados sambas do ano, a azul e branca conta, como sempre, com a força de sua comunidade, com o carisma de Neguinho da Beija-Flor e o bailado do casal Claudinho e Selminha Sorriso.

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