Rio de Janeiro

Império Serrano e Viradouro são favoritas ao título na Série A do Rio

Anderson Baltar

Colaboração para o UOL

26/02/2017 06h09

Império Serrano e Unidos do Viradouro deverão disputar, décimo a décimo, o título da Série A e conquistar a vaga para o Grupo Especial no Carnaval 2018. Após as duas noites de desfiles na Marquês de Sapucaí, as duas agremiações foram as que menos erraram e mais empolgaram o público. A Estácio de Sá corre por fora e também tem chances de ser campeã.

A Unidos de Padre Miguel, que fazia um desfile arrebatador, sofreu com o inesperado acidente com a sua porta-bandeira, Jéssica Ferreira, que caiu em frente ao módulo duplo de julgamento e torceu o joelho, sendo substituída pela sua substituta, Cassia Martins.
 
A Unidos do Viradouro, campeã do Grupo Especial em 1997, pisou na avenida na noite de sexta-feira disposta a voltar ao desfile principal, onde esteve pela última vez em 2015. Com o enredo “E todo menino é um rei”, apresentou um visual colorido e muito criativo. O carnavalesco Jorge Silveira, niteroiense, mas com experiência no Carnaval paulistano (integra a Comissão de Carnaval da Dragões da Real), levou para a Sapucaí o universo que povoa os sonhos de uma criança. Ao longo das alas e alegorias, a Viradouro encantou o público trazendo medos infantis, como o Bicho Papão, desejos como o de ser grande, além de super-heróis, doces e brinquedos.
 
O tradicional Império Serrano já contabiliza nove conquistas do Carnaval carioca mas amarga a Série A desde 2010. Apresentando um enredo sobre o poeta Manoel de Barros, que completaria 100 anos se estivesse vivo, a escola de Madureira trouxe um visual imponente, com fantasias caprichadas e carros alegóricos bem iluminados. O belo samba-enredo motivou os componentes a um desfile animado e de muita garra.
 
Daniel Pinheiro/AgNews
Estácio de Sá homenageou Gonzaguinha Imagem: Daniel Pinheiro/AgNews
A Estácio de Sá homenageou o cantor e compositor Gonzaguinha, nascido e criado no morro do São Carlos, reduto da escola. Com alegorias ricamente decoradas e um samba valente, a Estácio pisou forte na avenida disposta a retornar para o Grupo Especial, onde foi campeã em 1992 e esteve no último Carnaval. Com um desfile tecnicamente sem falhas, a escola também está no páreo e pode surpreender.
 
Quinta escola a desfilar no sábado de Carnaval, a Unidos de Padre Miguel causou impacto logo no início de seu cortejo por conta de seu visual suntuoso, muito superior a de suas concorrentes. Com alegorias gigantescas e fantasias luxuosas e cheias de detalhe, a vermelho e branco fazia um desfile empolgante e competente, com o bom samba-enredo funcionando perfeitamente para o canto de seus componentes.
 
Tudo mudou quando, durante a apresentação no módulo duplo, a porta-bandeira Jéssica Ferreira caiu e torceu o joelho. Chorando de dor, ela não conseguiu dançar. O mestre-sala Vinícius Antunes segurou a bandeira e, visivelmente emocionado, pediu o apoio do público, que passou a apoiar a escola enquanto Jéssica era carregada pelos maqueiros para o posto médico.
 
A escola ficou parada na avenida até que a segunda porta-bandeira Cassia Martins saísse de sua posição e chegasse no início da escola para substituir Jéssica. A escola será certamente prejudicada nos quesitos mestre-sala e porta-bandeira e evolução, ficando com remotas chances de subir para o Grupo Especial. Na dispersão, outro incidente: a mangueira hidráulica de um caminhão de lixo estourou e queimou duas crianças e a diretora da ala infantil da escola. Todos os componentes foram encaminhados para o Hospital Souza Aguiar, no Centro da Cidade.
 
Unidos do Porto da Pedra e Inocentes de Belford Roxo chamaram a atenção do público com desfiles bem-humorados. A Porto da Pedra divertiu o público com um enredo sobre as marchinhas de Carnaval. A Inocentes apresentou o universo dos vilões e teve como destaque o carnavalesco da Portela, Paulo Barros, fantasiado de O Maskara, personagem imortalizado no cinema por Jim Carrey.
 
A Acadêmicos da Rocinha fez um desfile correto e animado com uma homenagem ao falecido carnavalesco Viriato Ferreira. Alegria da Zona Sul e Acadêmicos do Sossego conseguirão se manter no grupo com enredos sobre duas grandes mulheres da vida cultural do país: Beth Carvalho e Zezé Motta. Com um belo samba-enredo, a Renascer de Jacarepaguá fez um desfile digno. Acadêmicos de Santa Cruz e Império da Tijuca fizeram desfiles desiguais, mas também deverão ficar no pelotão intermediário. A escola tijucana perderá um décimo por ter estourado o tempo máximo de desfile, estipulado em 55 minutos.
 
Na ponta de baixo da tabela, a União do Parque Curicica é a escola mais cotada para ser rebaixada para o Grupo B, que desfila na Estrada Intendente Magalhães. Acadêmicos do Cubango, com problemas em alegorias e em evolução, também deve ficar em uma das últimas colocações.

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