Blocos de rua

Após jejum de 2 anos, Afroreggae reúne mais de 20 mil pessoas em desfile

André Durão/UOL
Concentração do bloco "AfroReggae" levou milhares de pessoas a enfrentar o calor do Rio de Janeiro Imagem: André Durão/UOL

Bernardo Moura

Colaboração para o UOL, no Rio

27/02/2017 16h23

A manhã desta segunda-feira (27) de Carnaval teve um sabor diferente para as mais de 20 mil pessoas --segundo a organização-- que acompanharam a passagem do bloco Afroreggae, pelo centro do Rio de Janeiro. Há dois anos, a agremiação originária do projeto social de mesmo nome não desfilava no Carnaval carioca.

Anderson Santos, o Dadá, um dos cantores que embalou os foliões, culpou a falta de patrocínio pelo jejum.

"Essa crise, infelizmente, afeta as grandes empresas. O Carnaval não é barato. Na verdade, o Afroreggae não ficou sem desfilar. A gente desfilou no Banda Mole, em Belo Horizonte, nos últimos anos. E foi um êxtase voltar a desfilar no Carnaval do Rio, pois é a nossa casa. A gente ama fazer as coisas aqui. Espero ter muitos carnavais pela frente", afirmou.

Ao seu lado nos vocais, em cima do trio, estava a atriz Daiane Cunha, 25, participante de um dos projetos de dança e técnica vocal da entidade. Segundo ela, ver a multidão festejando no bloco foi um prazer imenso.

"O bloco Afroreggae é um sinal de luta e muita força de vontade. É por isso que estamos aqui hoje. Só por isso", relatou.

Quem acompanhou o bloco pode curtir um repertório que misturou rock, pop, funk, reggae, MPB e músicas próprias do grupo. No meio dos foliões, 200 membros do projeto social vestiam abadá amarelo e eram isolados dos demais por uma corda, operada por uma empresa privada de segurança. Essa turma dançava coreografias a cada música e não deixava a animação cair.

"Toco no Afrolata desde 2000 e nunca participei do bloco como folião. Hoje é a minha vez", disse Jonathan Pereira, 25, percussionista do Afrolata há 17 e fantasiado de enfermeira.

Também membro do Afroreggae, a artista e professora da arte circense Camila Santalione, vestida de Batgirl, aproveitou a festa. "Estava brincando com uns amigos ,agora há pouco, dizendo que não tem desculpa para não fazer arte no Afroreggae. Tem diversas oficinas de fotografia, grafite, circo, música... O Afroreggae é importante, pois reúne todos os tipos de projetos e unifica pessoas diferentes, com realidades diferentes, de bairros diferentes e Estados e países diferentes", disse.

A alegria que se via dentro também se observava do lado de fora da corda. Vestido de coelho Pernalonga, o policial militar Robleno Jean, 40, curtia seu dia de folga. Para ele, que sai fantasiado como o personagem há 22 anos, o Afroreggae é  um dos blocos tradicionais do Carnaval carioca.

"Sou um morador da zona oeste, e os blocos por daquela região estão muito na pegada do funk, do sertanejo. Parecem uma noitada de um dia qualquer. Por lá, as pessoas não brincam. Já por aqui, pelo centro e zona Sul, as pessoas brincam. Sempre venho para cá por isso."

Patrocinada por uma marca de bebidas naturais e que prega a sustentabilidade, o bloco contava com funcionários que recolhiam todas as latas e embalagens plásticas durante o percurso de quatro horas.

Do lado de fora da corda, não tinha esse serviço. Porém, havia os tão animados catadores de latinhas, que já fazem parte de qualquer grande evento na cidade.

Com uma fantasia de índio da escola de samba Beija Flor de Nilópolis do Carnaval deste ano, o catador Jonathan Araújo, 25, fazia as vezes de porta-voz dos foliões do bloco. "Gosto de todos os blocos. Quero é festejar, quero é Carnaval."

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