São Paulo

Rivais lado a lado, chope e terço do papa: Os bastidores da apuração em SP

Luiza Oliveira*

Do UOL, em São Paulo

28/02/2017 19h34

A apuração dos desfiles das escolas de samba é sempre um dos momentos mais tensos do Carnaval. As emoções vão à flor da pele. Por isso, cada um apela para um ritual que vai desde usar um terço benzido pelo papa, até suplicar por um chopinho para aliviar a tensão.

A presidente da Mocidade Alegre Solange Bichara já é conhecida por sua religiosidade. Neste ano, ela levou para o Anhembi 12 terços que ganhou de amigos da comunidade. Cada um tem um significado especial.

"Eles me ajudam muito, me dão proteção. Eu trago o primeiro que eu ganhei até hoje, e tem esse aqui que foi abençoado pelo papa em Roma. Eles me ajudam muito", disse ela.

Já os integrantes da Gaviões viram na cerveja a saída para ficarem menos estressados. Integrantes da diretoria reclamaram bastante da demora no serviço."Traz uma cerveja para acalmar o pessoal. Arruma o chope aí. Depois o pessoal joga cadeira nos outros e ninguém entende o motivo", disse um integrante, em tom de brincadeira.

Os rituais não param por aí. Carnavalesco da Mancha Verde, Magoo põe as mãos nos ouvidos a cada leitura de nota. "Tem hora que eu prefiro saber pela reação do que ouvir. É um ritual besta que eu tenho", brincou.

Clima de paz

Mas o que mais chamou a atenção em São Paulo neste ano foi o clima de paz no sambódromo. Diferentemente dos últimos anos, em 2017 a contagem das notas do Grupo Especial não teve grandes polêmicas e transcorreu em um clima civilizado e de respeito entre as escolas. Até duas agremiações que tradicionalmente são rivais, na avenida e nos campos de futebol, Gaviões da Fiel e Mancha Verde garantiram o clima pacifico na pista do sambódromo.

As duas escolas sentaram lado a lado durante a apuração, e em nenhum momento houve provocações de parte a parte. Somente alguns palavrões eram gritados por integrantes dos dois grupos para comemorar as notas dez recebidas --e eventualmente reclamações de outras notas.

A solidariedade chamou ainda mais atenção quando a Acadêmicos do Tatuapé foi anunciada campeã. Imediatamente, a diretoria da Dragões da Real, que brigou até o fim pelo título, fez questão de dar abraços efusivos e emocionados na diretoria vencedora. "Parabéns, vocês mereceram demais", disse o presidente da Dragões, Renato Remondini Rodrigues.

A presidente da Mocidade Alegre Solange Bichara fez o mesmo gesto e prometeu ir até a quadra da escola para comemorar o título.

Outra demonstração do clima de paz veio de Neguitão, presidente da Vai-Vai, que antes do desfile fez críticas à preparação dos novos jurados, que considerou muito rápida. Nesta terça, ele comemorou o terceiro lugar elogiando a organização do Carnaval e o título da Tatuapé: "Carnaval é isso aí, ano que vem tem mais. Quero parabenizar a Tatuapé pelo belíssimo espetáculo".

* Colaborou Alessandro Reis

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