Rio de Janeiro

Carro que atropelou vinte pessoas volta à Sapucaí para reconstituição

Carlos Eduardo Cardoso/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Foto aérea da reconstituição do acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, na manhã de hoje, no Sambódromo Imagem: Carlos Eduardo Cardoso/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo*

01/03/2017 12h53

O carro alegórico da escola de samba Paraíso do Tuiuti que, atropelou e prensou 20 pessoas no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, no domingo (26), voltou a Marquês de Sapucaí na manhã desta quarta-feira (1) para uma nova perícia.

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, mediram o carro, avaliaram o trajeto e movimentaram a alegoria no setor 1 do sambódromo.

Segundo o delegado da Cidade Nova (6ª DP), William Lourenço, ainda não é possível tirar qualquer conclusão sobre o acidente. "Os peritos ocuparam a posição do motorista, fizeram deslocamento com e sem a parte acoplada. Foi um trabalho bastante completo".

De acordo com Lourenço, já foram ouvidas três pessoas. A partir de quinta (2), serão ouvidas novas testemunhas. O relatório da perícia tem prazo de dez dias para ser entregue.

Representantes da escola participaram da simulação e culparam o motorista da alegoria, Francisco de Assis Lopes, que também participou da reconstituição da Polícia Civil.

Lopes não quis se pronunciar sobre o acidente e apenas voltou a pedir desculpas às vítimas. "Eu sou motorista de caminhão, só quero seguir com a minha vida. Não quero culpar ninguém, acusar ninguém. Só quero pedir desculpas aos familiares", disse o motorista.

O diretor de Carnaval da Paraíso do Tuiuti, Leandro Azevedo, afirmou que o motorista do carro alegórico não tem uma visão frontal da alegoria, mas que era guiado por outros componentes da escola, que ficavam postados nas laterais do carro.

Segundo ele, depois de entrar na avenida, o carro bateu a lateral esquerda nas grades da arquibancada do setor 1. Em seguida, se chocou com a lateral direita da pista, onde ficam as cabines de rádio. Por fim, o motorista deu marcha ré e atropelou as pessoas.

Azevedo conta que após o acidente, o motorista foi retirado e o mecânico da escola assumiu o volante, conduzindo o carro até o final do desfile. Em relação a supostas agressões sofridas pelo motorista, o diretor da escola disse acreditar que isso não tenha acontecido. "As pessoas tiraram ele do carro. Eu acredito que não tenha sido agredido. As pessoas que tiraram ele do carro são da confiança do presidente da escola", acrescentou.

Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
O motorista que conduzia o carro, Francisco de Assis Lopes, (camisa rosa) participa da reconstituição do acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, na Sapucaí Imagem: Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Feridos têm melhora, mas continuam em estado grave

Vítimas do caminhão desgovernado da Paraíso do Tuiuti, os três pacientes mais graves tiveram leve melhora, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, Maria de Lurdes Maura Ferreira, de 58 anos, continua em estado grave, mas já respira sem aparelhos. Também em estado grave, Elizabeth Jofre apresentou melhoras.

A fotógrafa Lucia Melo, que sofreu fratura exposta na perna e traumatismo craniano, tem quadro estável e passará por nova cirurgia na quinta-feira (2).

Unidos da Tijuca

Dos dez feridos no acidente com o carro da Unidos da Tijuca na segunda noite de desfiles, apenas dois continuam internados em observação: Uma mulher no Souza Aguiar e um homem no Lourenço Jorge. Ambos com quadro estável. Seus nomes não foram divulgados pela SMS.

O carro da Tijuca estava pronto para entrar na avenida quando a parte de cima afundou. Uma das vítimas, Ricardo de Oliveira Cardoso Jr., 32 anos, disse que integrantes da escola já estavam preocupados com a segurança da alegoria nos ensaios.

"Chegou na avenida, tinha mais pessoas em cima do carro do que nos ensaios", contou ao UOL no Hospital Municipal Souza Aguiar, onde foi atendido e liberado após tratar as escoriações leves na perna e a alta de pressão.

O carro Nova Orleans era o segundo da escola e representava a cidade norte-americana famosa pelo jazz. Na parte central havia oito quartos, que representavam os bordéis da cidade. Cada um tinha uma varanda, onde um casal faria. Foi essa estrutura dos quartos e varandas, que ficava a cerca de 10 metros de altura, que desabou para dentro do próprio carro, levando ao chão quase todos os 16 casais que representavam --algumas pessoas conseguiram saltar e se agarrar a outra parte do carro.

A polícia ouviu um representante da empresa responsável pelo carro alegórico, que encontra-se aprendido.

Carnaval de acidentes

Nunca a Passarela do Samba tinha sido palco de tantos acidentes. Depois que o carro da Paraíso da Tuiuti perdeu o controle e feriu 20 pessoas, na primeira noite de desfile, a plataforma de um carro da Mocidade Independente de Padre Miguel se soltou da lateral e levou uma integrante que estava sobre ela ao chão. Segundo a diretoria da escola, a jovem, chamada Paula, está bem e não sofreu ferimentos.

Além disso, um carro da União da Ilha colidiu com o estúdio da Globo e outro, da São Clemente, sofreu um princípio de incêndio.

O número de acidentes acendeu um alerta no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que marcou reunião para esta quinta-feira (2), para tratar das questões de segurança relativas ao desfile das escolas de samba do Rio. 

* Com informações da Agência Brasil

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