Comprar ingresso

Salvador

Preta defende Carnaval sem abadás: "É como grito de gol, pertence a todos"

Fernando Souza/Bloco da Preta
Preta Gil comanda o oitavo desfile do Bloco da Preta, no Centro do Rio imagem: Fernando Souza/Bloco da Preta

Do UOL, em São Paulo

Preta Gil está animadíssima. Pela primeira vez, a cantora vai levar seu tradicional bloco, que arrasta multidões por onde passa no Rio de Janeiro, para o Carnaval de Salvador.

"Passei todos os carnavais da minha vida na Bahia, apesar de ter nascido no Rio. Quando levei o bloco para a cidade maravilhosa, eu quis levar a forma mais democrática do Carnaval baiano, que é o bloco para o povo sem abadá", diz ela em entrevista ao UOL.

A filha de Gilberto Gil, que se prepara durante quase um ano para sair com seu cortejo pelas ruas do Rio, vê como principal responsabilidade retribuir o carinho de um público fiel e incansável.

"A maior de todas [as responsabilidades] é devolver o amor que recebo da galera. É garantir a alegria e dar condições para que seja um Carnaval tranquilo para o folião", afirma.

O Bloco da Preta na capital baiana vai manter sua característica principal, que é proporcionar a festa para os foliões sem distinção por abadás. Para a cantora, o aumento de trios sem corda não deve ser ignorado.

O Carnaval é a festa da diversidade onde tudo cabe. Sempre fui livre e hoje comemoro que esse padrão da maioria das pessoas está finalmente sendo reconhecido como natural
Preta Gil

"O Carnaval é do povo, é a válvula de escape e um momento de descontração dos problemas do dia a dia. É como a praia, como grito de gol, pertence a todos, de todas as classes, de todas as cores. Esse será o primeiro ano do Bloco da Preta em Salvador e levaremos para lá a mesma forma democrática de cantar para o povo como fazemos no Rio", garante.

Ela, que adora uma festa, também é engajada e levanta a voz quando se trata de defender a bandeira de um Carnaval cada vez mais inclusivo. O padrão de beleza de mulheres saradas que desfilam nos sambódromos do Rio e São Paulo, afirma, "não pode desrespeitar o fato de que ninguém é igual a ninguém".

"Fui rainha de bateria da Mangueira há dez anos sendo como sou. Lembro das mulheres da comunidade me abraçando dizendo que eu era como a maioria. Ninguém é mais ou menos animado por ter esse ou aquele tipo de corpo. O Carnaval é a festa da diversidade onde tudo cabe. Sempre fui livre e hoje comemoro que esse padrão da maioria das pessoas está finalmente sendo reconhecido como natural. As lindas, musas e gostosas também fazem parte da festa e tem o mesmo direito de ser feliz como todos", declara.

Carnaval em SP só em 2018: "Não vejo a hora"

Preta Gil ainda nem estreou em Salvador, mas quer muito mais. Ela ainda pretende realizar um antigo sonho e chegar, no ano que vem, em São Paulo.

"Há muitos anos o pessoal de São Paulo quer ver o bloco passar e eu também. Temos vontade de levá-lo a várias partes do Brasil. Sampa é um sonho antigo e será concretizado no próximo ano em parceria com a prefeitura, assim como  Salvador foi viabilizado nesse Carnaval", afirma. "Sampa, não vejo a hora de estarmos juntos", completa.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Adriana de Barros
do UOL
do UOL
do UOL
Redação
Erratas
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
Topo