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Anderson Baltar

Sucesso nas redes, samba do Simpatia é Quase Amor faz críticas a Crivella

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Samba do Simpatia é Quase Amor faz críticas a Crivella Imagem: Divulgação
Anderson Baltar

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Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

02/02/2018 13h07

Em um Carnaval que já nasce marcado pela polêmica dos foliões com o prefeito Marcelo Crivella por conta de sua política para a folia, o bloco Simpatia é Quase Amor, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, terá o prefeito como alvo de suas críticas. De autoria de Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Belle Lopes e Bil-Rait

Buchecha, o samba escolhido para animar os desfiles do Simpatia, neste sábado e no domingo de Carnaval, viralizou nas redes sociais antes mesmo de ser escolhido, chegando a 50 mil visualizações no Facebook. De melodia curta e jocosa, a letra afirma que o prefeito mistura política com religião e faz várias rimas com palavras terminadas em “ela” para, no final, pedir aos foliões que digam quem é o “homenageado”.

Um dos autores, Luiz Carlos Máximo, cinco vezes campeão de samba na Portela e uma na São Clemente, afirma que o objetivo foi retomar uma antiga tradição dos blocos de rua do Rio de Janeiro, como o Cacique de Ramos e o Bafo da Onça: o samba curto, de fácil aprendizado. “O folião chega ao bloco sem conhecer o samba.

Por isso, optamos por uma música que ele, em poucos minutos já aprende e canta. Muitos blocos hoje escolhem sambas no estilo das escolas. Só que, nas escolas de samba, o componente tem quatro meses para aprender e ensaiar”, explica.

Para o compositor, o que incentivou a entrar na disputa, na qual Manu e Bil-Rait já haviam vencido em outras oportunidades, foi de poder desabafar quanto ao momento político do Rio de Janeiro: “O tema nos motivou. Precisamos denunciar todo o boicote do prefeito em relação às manifestações populares e afro-descendentes”.

Máximo, porém, enfatiza que o enfoque foi dar um toque brincalhão para a crítica. “A gente fez o samba de uma forma carnavalizada, brincando, dizendo que ele é filho de múmia e cobra cascavel e afirmando que ele não sabe a diferença entre a crença e a nossa tradição. Quero deixar bem claro que a crítica é dirigida ao prefeito e não aos evangélicos, que, em grande parte são progressistas e tolerantes”, enfatiza o compositor.

Com uma camiseta desenhada pelos cartunistas Chico Caruso e Aroeira, em parceria inédita, o Simpatia é Quase Amor faz seu primeiro desfile neste sábado, a partir das 16h, na praia de Ipanema. O segundo cortejo será no domingo de Carnaval.

Confira a letra do samba:

SAMBA DA ADIVINHAÇÃO
Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Belle Lopes e Bil Rait Buchecha
Meu deus do céu...
Olha quem pintou no pedaço
Um filho de múmia
Com cobra cascavel
Que faz a gente de palhaço
Crer eu não Cri
Vela não acendi
Vim pro sol de Ipanema
Afastar assombração
De quem não sabe a diferença
Entre a sua crença e a nossa tradição
O Simpatia é quase amor
E vem propor adivinhação
Ensaio de escola? Ele mela!
Roda de samba? Atropela!
Macumba? Não tolera!
Só gosta de bloco nutella!
Ele não cuida? Nem zela!
Casa de jongo? Cancela!
Em nome de Deus? Apela!
Qual o nome do hômi?
...
Qual o nome do hômi?
...

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