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Anderson Baltar

Clara Nunes será o enredo da Portela no Carnaval 2019

Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

23/05/2018 22h43

Em busca de recuperar o título perdido no Carnaval passado, a Portela anunciou, na noite de quarta-feira (23), o seu enredo para 2019.

Com o título de “Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir uma Sabiá”, a azul e branco homenageia um de seus maiores baluartes, a sambista Clara Nunes (1942-1983). O enredo será assinado pela carnavalesca Rosa Magalhães, que divulgará a sinopse em data ainda a ser definida.

Apesar de ser citada em outros carnavais da Portela, essa será a primeira vez que Clara Nunes será enredo da escola de Oswaldo Cruz e Madureira. No Carnaval de 1984, o primeiro após sua morte, ela foi um dos personagens do enredo “Contos de Areia”, que levou a escola a conquistar o título do desfile de domingo no primeiro Carnaval da era Sambódromo.

Em 2012, a cantora foi o fio condutor escolhido pelo carnavalesco Paulo Menezes para contar o enredo “... E o povo na rua cantando é feito uma reza, um ritual…”, sobre a Bahia.

O presidente da escola, Luis Carlos Magalhães, destaca que a escolha de Clara Nunes como enredo foi a forma de satisfazer um antigo desejo dos torcedores da escola: “Todo ano os portelenses cobram isso da gente".

Como neste ano como tem a data redonda dos 95 anos de fundação da Portela, e nós já estávamos falando que iríamos fazer um enredo contando algo da nossa história, ficou difícil não fazer”, explica.

A Portela, que ficou em quarto lugar no último Carnaval, divulgou a ideia central do enredo neste vídeo acima, que foi compartilhado em suas redes sociais

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A informação, divulgada nesta sexta-feira (4) no site do Ministério da Cultura, de que a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) captou, via Lei Rouanet, R$ 600 mil para a realização dos ensaios técnicos, reacendeu a esperança de que os treinos, que ocorrem desde 2004, voltem a acontecer no Sambódromo - no ano passado, por consequência da redução de subvenção oficial pela Prefeitura do Rio, o evento foi cancelado. Porém, o valor é pouco superior a 10% do que a entidade conseguiu de autorização do Ministério da Cultura para captar: R$ 5,5 milhões. Segundo a entidade, a verba, obtida junto à Latasa - Latas de Alumínio S/A, ainda não seria suficiente para cobrir os custos do evento, orçado em R$ 3,5 milhões. De toda forma, de acordo com dirigentes de escolas, a Liesa já preparou um calendário, mais enxuto, para acomodar os ensaios caso sejam confirmados. Ao longo do dia, surgiu nas redes sociais uma suposta escala, em que os treinos ocorreriam apenas aos domingos, tendo início no dia 27 de janeiro e indo até o dia 24 de fevereiro.  O colunista apurou que, apesar de toda a animação do mundo do Carnaval com a volta dos ensaios, este sentimento não se espalha pelos dirigentes. Afinal, com menos R$ 500 mil de subvenção oficial em seus orçamentos, as agremiações teriam custos suplementares com a realização dos ensaios com a fabricação de camisetas, aluguel de ônibus e caminhões e lanches para os componentes.  A situação dos barracões na Cidade do Samba melhorou nas últimas semanas graças a repasses de verbas advindos da venda de ingressos e de mais uma cota da Rede Globo. As escolas continuam pleiteando a volta do valor da subvenção da prefeitura para os valores de 2018, de R$ 1 milhão, mas o prefeito Marcelo Crivella mostra-se irredutível.

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Liesa cobra cumprimento de promessa de subvenção oficial de R$ 1 mi

Em mais um capítulo da estremecida relação entre escolas de samba e Prefeitura do Rio, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) convocou uma plenária no noite de segunda-feira (10) para buscar soluções em relação ao financiamento do desfile de 2019. Após a verba oficial ter sido reduzida de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão no Carnaval de 2018, a Prefeitura anunciou, via Diário Oficial, o repasse de apenas R$ 500 mil para as escolas de samba do Grupo Especial. A mudança de planos, a menos de três meses dos desfiles, pegou as escolas de surpresa e é mais um gargalo financeiro que surge para o planejamento dos desfiles. Nas últimas semanas, patrocinadores fortes, como os Supermercados Guanabara saíram do desfile. A Uber, que apoiou cada agremiação em R$ 500 mil via edital aberto pela Riotur, anunciou que não renovará o contrato. No último final de semana, apenas Portela, São Clemente e Imperatriz Leopoldinense realizaram eventos em suas quadras. Em entrevista coletiva após o final da plenária, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, afirmou que as escolas de samba irão cobrar com maior veemência uma resposta da Riotur. "Com muita surpresa que recebemos a informação pelo Diário Oficial. Em todas as reuniões com a prefeitura ao longo do ano não nos disseram que a verba seria reduzida. Causa estranheza, às vésperas do evento, esse corte. As escolas querem uma nova reunião com a Riotur para reverter esse quadro, porque seria a demonstração de total descaso com o espetáculo. Injetamos milhões na economia da cidade e queremos ser ouvidos", afirmou. Castanheira salientou que o prefeito o recebeu apenas uma vez, em setembro. E, em todas as demais reuniões, os interlocutores da Prefeitura foram o secretário de Casa Civil, Paulo Messina, e o presidente da Riotur, Marcelo Alves. De acordo com o presidente da Liesa, em momento algum foi cogitada a redução dos repasses. Nas reuniões com os secretários, ficou acordado que a verba de R$ 1 milhão seria paga em quatro parcelas: as duas primeiras, em novembro e dezembro, seriam de R$ 250 mil. A terceira, em fevereiro, de R$ 400 mil. Já a última, de R$ 100 mil, seria paga após o Carnaval, com a devida prestação de contas das parcelas anteriores.  "Isso tudo foi planejado. Agora, vir dizer pelo Diário Oficial que tudo mudou? O que a prefeitura quer? Acabar com o Carnaval do Rio de Janeiro? O prefeito tem que se sensibilizar com a situação do Carnaval", desabafou o presidente da Liesa, que destacou que a diminuição do apoio oficial a menos de três meses do desfile pode causar um dano à cadeia produtiva do Carnaval: "Uma coisa é você captar dentro de um planejamento. Outra coisa é ser pego de surpresa em dezembro. Está faltando um pouco de gestão na organização e respeito às escolas que são patrimônio da cidade. Disseram que o corte de verbas do Carnaval iria beneficiar a educação e a saúde e não é o que estamos vendo".  Questionado se o momento é o de pior relacionamento entre o Carnaval e o poder público, Castanheira afirmou que nunca foi tão difícil o diálogo com a Prefeitura. "Eles só nos dizem não, não e não. Acho que o prefeito não quer o Carnaval. O que está acontecendo é motivado pela religiosidade? ?Precisamos saber", afirmou o presidente da Liga, destacando que vários governantes do passado reconheceram a importância do Carnaval para a economia e cultura da cidade: "Brizola fez o Sambódromo, César Maia, a Cidade do Samba. Eduardo Paes ampliou a passarela. E agora? O que o prefeito quer?" A Liesa resolveu não mudar no regulamento e nem determinar a diminuição de alegorias ou alas nos desfiles de 2019. "Não há possibilidade. Os projetos estão prontos, cada carro alegórico e fantasia ajudam a contar uma história. Não vamos mexer no espetáculo. Esperamos conseguir resolver essa situação". Os ensaios técnicos, por sua vez, ainda não estão confirmados. Segundo Jorge Castanheira, há um projeto aprovado na Lei Rouanet e a liga procura parceiros. Nos bastidores do Carnaval comenta-se a possibilidade de uma proposta que as escolas deverão receber nos próximos dias para que a gestão financeira do desfile passe para as mãos do empresário Roberto Medina, organizador do festival Rock In Rio. Porém, este tema não foi abordado na plenária da liga.   

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Unidos da Tijuca quer voltar a ser campeã com Comissão reforçada

Uma das escolas que mais evoluíram nos últimos 20 anos no Carnaval carioca, a Unidos da Tijuca demonstra estar de volta à briga do título. Após o acidente no desfile de 2017 e de um Carnaval de entressafra em 2018, a azul e amarela trouxe como reforços para o seu barracão o diretor de Carnaval Laíla e o carnavalesco Fran Sergio. Eles se juntaram à Comissão de Carnaval formada por Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, que já vinha trabalhando na agremiação desde os tempos em que o desfile era comandado por Paulo Barros.  Com a nova composição, a Comissão ganha a junção de duas filosofias que renderam campeonatos: a modernidade e leveza da Tijuca e o luxo e densidade dos desfiles da Beija-Flor. A mistura, à primeira vista inusitada, de acordo com os carnavalescos, dará certo na Sapucaí. A Tijuca, que encerrará o desfile de domingo, trará o enredo "Cada macaco no seu galho. Ó, meu Pai, me dê o pão que eu não morro de fome!", sobre toda a importância do pão no contexto histórico, religioso e social ao longo da trajetória da humanidade. Para saber mais detalhes do Carnaval da escola, conversamos com Annik, Fran Sergio, Hélcio e Marcus. Confira: Anderson Baltar: Como surgiu a ideia do enredo? Annik: A gente já tinha a vontade de fazer um enredo que tocasse as pessoas e tivesse uma mensagem emocional, de amor. Recebemos um e-mail com a sugestão de um enredo sobre o páo. Só que a proposta era de um enredo histórico. Gostamos da ideia de usar o pão como pano de fundo para o nosso enredo, mas usar para falar do momento atual do país e do mundo, da falta de amor e de companheirismo e da intolerância política e religiosa.  A Tijuca tinha uma linha de Carnavais, desde Paulo Barros. E Laíla e Fran vieram da Beija-Flor com outra proposta. Qual será o estilo de desfile? Leve e alegre que nos acostumamos ou um pouco mais clássica? Marcus: Um pouco dos dois. 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