CarnaUOL

Anderson Baltar

Imperatriz apresentará a história do dinheiro no Carnaval 2019

Bruna Prado/UOL
Imperatriz Leopoldinense celebra 200 anos do Museu Nacional em desfile Imagem: Bruna Prado/UOL
Anderson Baltar

Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

13/06/2018 22h37

A Imperatriz Leopoldinense, oitava colocada no Carnaval 2018, apresentou, na noite desta quarta-feira (13), a sinopse do seu enredo para o próximo ano: “Me dá um dinheiro aí”, que será desenvolvido pelo casal de carnavalescos Mário Monteiro e Kaká Monteiro.

Em meio a uma profunda crise econômica, a verde, branca e ouro pretende levar para a Sapucaí um desfile bem-humorado e irônico sobre a obsessão do homem pelo dinheiro. “Em um momento tão complicado que vivemos no Rio, com tanta violência e intervenção militar, precisamos resgatar esse humor tipicamente carioca. E o Carnaval é ideal para isso”, explica Mário Monteiro.

Ao longo de seu desfile, a Imperatriz abrirá sua narrativa trazendo duas lendas em que o dinheiro tinha papel preponderante: Robin Hood e a Lenda do Rei Midas. Em seguida, o enredo traz a invenção do dinheiro e o seu uso nas antigas civilizações.

A história do dinheiro no Brasil será enfocada no terceiro setor. O enredo dá um salto no tempo e vem para os dias atuais trazendo todos os inúmeros meios de guardar e investir dinheiro. Enfocará a roda da fortuna, mostrando pessoas humildes que enriquecem através da sorte ou do talento pessoal. O desfile se encerrará com o dinheiro no Carnaval do futuro, imaginando a folia em um mundo formado por bitcoins.

Campeão pela Estácio de Sá em 1992, Mário estava  afastado do Carnaval desde 2013, quando fez o desfile da Imperatriz. Neste retorno à escola do bairro de Ramos, o artista mostra toda sua empolgação: “O presidente Luizinho Drumond me convidou e me deu liberdade total de fazer um enredo autoral. Acho a história do dinheiro fantástica para proporcionar um desfile alegre e de grande impacto visual”, conta o carnavalesco, que também é cenógrafo da Rede Globo.

Com os desenhos de figurinos bastante adiantados e metade das seis alegorias desenhadas, Mário Monteiro aposta que conseguirá dar um bom ritmo ao trabalho no barracão da escola. “Gosto de terminar com antecedência para poder fazer adaptações e aperfeiçoamentos. Podem esperar um desfile com muito visual e, especialmente, surpresas em nossa comissão de frente”, promete.


Confira a sinopse da Imperatriz Leopoldinense:

JUSTIFICATIVA

A ideia básica deste desfile, que abrange alguns assuntos mais graves, é tratá-los através de metáforas ou de forma sempre bem-humorada, que aliás, faz parte de uma tradição do humor brasileiro.

O fato é que os dramas existem e estão aí plantados e, por uma hora e quinze minutos, esperamos proporcionar ao público um espetáculo leve e divertido, apesar das mazelas.

Finalizando, uma frase do cartunista Jaguar que sintetiza o nosso conceito: “está tudo tão sinistro que é preciso rir para poder respirar”.

SINOPSE

O nosso Enredo vai falar sobre o dinheiro e sua relação com o ser humano desde a sua invenção até a época atual. Ele é, sem dúvida alguma, um dos instrumentos de maior importância na vida econômica das nações e das pessoas.

Para se certificar disso, bastará imaginar o que seria a vida sem dinheiro. Como poderíamos comprar e vender, receber e pagar, abastecermo-nos e economizar para o futuro, etc., se ele não existisse?

Nosso desfile começa contando duas lendas clássicas que lançam uma luz sobre a justiça e a ganância humana pelo dinheiro.

A primeira fala de Robin Hood, herói mítico inglês (séc. XII), que roubava da nobreza, que vivia da exploração do povo através de impostos e taxas extorsivas e distribuía para os pobres.

A segunda lenda conta a história do Rei Midas, que recebeu dos deuses a capacidade de transformar em ouro tudo que tocasse. A dádiva virou maldição. Até mesmo sua filha predileta foi transformada por ele em ouro.

Em seguida vamos viajar até o século VII a.C., no Reino da Lidia (Turquia atual), onde foram criadas as primeiras moedas. Depois da moeda veio o papel. Os chineses foram os primeiros a perceber a vantagem de lidar com o dinheiro na forma de documentos de papel no século X.

Em se tratando de Brasil, começamos narrando a primeira relação de troca entre os índios e descobridores em 1500: o escambo.
Somente quase dois séculos depois foi criada a Casa da Moeda da Bahia, marco da produção das primeiras moedas brasileiras, grandemente utilizadas na compra de escravos. Um capítulo hediondo de nossa história que durou quase 3 séculos.

Com a República e o progresso vieram inúmeros meios de guardar e investir dinheiro: depósitos bancários, aplicações financeiras e assim por diante. Também veio a divisão da sociedade em classes, denunciando uma enorme desigualdade de renda: poucos com muito e muitos com tão pouco.

A chance de ascender a uma classe superior, com raríssimas exceções, é muito limitada. Como por exemplo, de forma ilícita ou por um golpe de sorte, através de um prêmio acumulado na Loteria – a roda da fortuna.

Também abordamos o lado popular e bem-humorado do dinheiro com o personagem do Tio Patinhas e o cofre do porquinho.

Encerramos o desfile falando de um futuro já presente através das moedas criptográficas - um sistema de recurso digital projetado para funcionar como um meio de troca. A partir de 2010, algumas empresas em escala global começaram a aceitar Bitcoins.

E o carnaval do futuro? Desfiles intergalácticos?

A Imperatriz flutuando no espaço sideral?

Aguardemos...

SETORIZAÇÃO

SETOR 1 – AS LENDAS

Abrimos o nosso desfile representando 2 lendas importantes que se referem diretamente ao dinheiro: Robin Hood e A Lenda de Midas.

SETOR 2 – A INVENÇÃO DO DINHEIRO

As mais antigas moedas que se conhecem foram feitas no séc. VII no Reino da Lidia (Turquia atual). Feitas de liga de ouro e prata, conhecida na época como “eletro”.

Cédulas não passam de pedaços de papel, mas são aceitas como dinheiro. O valor está no que elas representam. Os chineses foram os primeiros a lidar com o dinheiro na forma de documentos de papel.

SETOR 3 – TERRA BRA$ILI$. O DINHEIRO DO BRASIL

A história do dinheiro no Brasil começou de forma insólita logo após o descobrimento, com um fato importante para o meio circulante brasileiro: o primeiro escambo. Ao desembarcar em terra, os portugueses, num gesto amistoso, lançaram à praia um barrete vermelho, uma carapuça e um sombreiro. Os índios, imediatamente, responderam lançando um cocar de penas e um cocar de contas.

Nos períodos colonial e imperial até 1888, a economia brasileira sobrevivia através da exploração dos escravos trazidos da África e vendidos como mercadoria. Um dosperíodos mais hediondos da nossa história.

SETOR 4 - TEMPOS MODERNOS

Hoje temos à disposição inúmeros meios de guardar e investir dinheiro: depósitos bancários, aplicações financeiras, cheques, cartões de crédito, caixas automáticos, previdência privada e etc.

SETOR 5 – A RODA DA FORTUNA

A roda da fortuna vai falar sobre pessoas de origem humilde que através do talento pessoal ou da sorte conseguiram crescer na vida com sucesso financeiro.

SETOR 6 – O FOLCLORE E O DINHEIRO

Neste setor abordaremos o Tio Patinhas, o cofre do porquinho e também o dinheiro na teleficção.

SETOR 7 – DINHEIRO E CARNAVAL DO FUTURO

Em relação ao dinheiro podemos anunciar que o futuro já começou através das moedas virtuais. A mais famosa delas é o Bitcoin.

E completando esse futuro “virtual” e intergaláctico imaginamos a Imperatriz do futuro.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está fechada

Não é possivel enviar comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
do UOL
do UOL
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Anderson Baltar
Topo