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Anderson Baltar

Federação das Escolas de Samba quer incluir o Carnaval no orçamento federal

Divulgação
Assembleia Geral da Fenasamba Imagem: Divulgação
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

10/08/2018 18h41

Fundada em julho de 2017, durante a feira Carnavália-Sambacon, realizada no Rio de Janeiro, a Fenasamba (Federação Nacional das Escolas de Samba) completa um ano congregando 54 ligas de escolas de 12 estados. No total, 630 escolas de samba são representadas pela entidade que busca, como principal objetivo, incluir o financiamento e a importância cultural das escolas de samba nas políticas públicas em nível federal, estadual e municipal. Em entrevista exclusiva, o presidente da entidade, Kaxitu Ricardo Campos, traz um panorama sobre esse primeiro ano de atividade e o momento do Carnaval das escolas de samba pelo Brasil.

Qual balanço você faz do primeiro ano da entidade em relação à representatividade e atuação?

Neste primeiro ano tivemos que fazer os processos de instalação da entidade. Depois do ato de fundação, em julho, realizamos a assembleia de instalação, em 30 de setembro, em São Paulo. Além disso, fizemos trabalhos no sentido de buscar um diálogo com os órgãos governamentais na esfera federal para defender o Carnaval institucionalmente, buscando políticas públicas. Conseguimos a criação da Frente Parlamentar no Congresso e a audiência pública em junho com a Comissão de Cultura da Câmara. Já fizemos reuniões regionais: em março fizemos da Região Sul, em Porto Alegre e, em outubro, faremos na Região Norte.

Nos últimos anos, o Carnaval sofreu muito com campanhas de setores conservadores criticando o dinheiro público nos desfiles. Qual a maior dificuldade atualmente:  sensibilizar os entes públicos ou a sociedade para a importância do Carnaval?

A construção da identidade do Carnaval tem a ver com a precariedade da formação das escolas de samba como organizações sociais, afinal elas sempre contaram com poucos recursos e sempre foram  dependentes do dinheiro público. Por maiores que sejam algumas escolas, elas têm muita dificuldade porque ficam em regiões pobres, onde os investimentos privados são menores. Neste momento de conservadorismo, que só cresce no país, as instituições populares e, sobretudo as de matrizes africanas, sofrem muito com a imagem negativa dos recursos que lhe são repassados. O Carnaval, por mais que seja uma atividade gigantesca, reconhecida fora do país, sempre teve uma imagem marginalizada. A visão da classe média alta sempre foi de desprezo por essas manifestações.

A escola de samba tem que se aproximar muito mais da comunidade e partir para ações que ela normalmente não ela fazia. É fundamental o trabalho social. Aí, sim, a comunidade se apropria da escola de samba e sai em sua defesa. Por outro lado, precisamos criar uma agenda com a sociedade, a partir do parlamento, das administrações públicas, entendendo o papel que o Carnaval tem, para além de uma festa. Um papel social, cultural e econômico, porque ajuda no desenvolvimento das regiões. É preciso se pensar um pouco além de arrumar dinheiro para fazer alegorias e fantasias. Precisamos pensar nosso papel na sociedade e nas comunidades.

Como tem sido a atuação parlamentar da Fenasamba? Qual será a articulação em relação às eleições de outubro?

Temos um dos parlamentos mais conservadores da história e lutamos para ser ouvidos por ele. O primeiro passo foi criar um vínculo institucional com o parlamento. A criação da Frente Parlamentar marca a colocação da nossa bandeira no Congresso. Isso continua independentemente das eleições e de quem será o novo parlamento. A ideia é aproximar parlamentares da causa do Carnaval. Estamos buscando parlamentares com relação com as escolas. A ideia é termos 25 a 30 parlamentares que tenham do Carnaval uma luta de seus mandatos. Isso seria 5% da Câmara. Um número pequeno, mas já importante para podermos encaminhar projetos. A Fenasamba não apoia diretamente nenhum candidato, mas estamos muito próximos de deputados através das ligas.

Recentemente foi realizada a audiência pública na Câmara. Quais foram os principais compromissos assumidos pelo Congresso com as escolas de samba?

Estamos marcando uma reunião com o Ministério da Cultura para que o Carnaval seja incluído, em uma rubrica própria no orçamento deste ano e na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019 para 2020. Conseguindo essa rubrica, é possível que o Governo Federal coloque recursos para as atividades das escolas de samba de todo o país no orçamento. Hoje em dia não existem formas de colocar recursos diretamente no orçamento. Queremos também criar uma relação com o Iphan para que os locais de desfile, quadras e barracões sejam considerados espaços de bens imateriais. Isso garantiria uma forma de preservação desses locais. Também pedimos que a Comissão de Cultura aloque recursos para o Carnaval no orçamento de 2019. Vamos sentar entre setembro e outubro e pensar nisso para, após as eleições, incluir esses recursos.

Recentemente a Fenasamba realizou uma Assembleia no Rio de Janeiro. Qual foi o balanço do encontro e quais as diretrizes para os próximos anos?

A nossa assembleia foi coberta de êxito e trouxe pessoas importantes para o nosso meio. Trouxemos alguns dos mais renomados jornalistas e grandes lideranças das ligas do Rio e de São Paulo se aproximaram, entendendo nossa luta. O evento foi bom para estabelecermos estratégias de organização nos estados, dando mais prioridade para as regiões Norte e Nordeste. Esperamos em 2019 consolidar uma política pública de Carnaval e isso será construído através de nossa força de pressão. E isso só vai acontecer quando estivermos estruturados em todos os estados e regiões onde há desfile de escolas de samba. Também pensamos em ter uma sede, possivelmente em São Paulo, e estruturar um espaço em Brasília.

Como você imagina o Carnaval 2019 nos estados? Teremos suspensão de mais desfiles ou volta de cidades onde estavam parados? O maior vilão é a crise econômica ou a falta de vontade política?

Acho que falta vontade política e isso é muito claro. Os sambistas e dirigentes têm que organizar mais para enfrentar essas dificuldades. Dentre as capitais, temos ainda problemas em Porto Alegre, mas eu já fui mais pessimista. Acho que o Carnaval pode voltar em 2019. O Rio tem muitas dificuldades, especialmente nos grupos de acesso por conta dos barracões. Já em Brasília não tem previsão de volta para 2019 e caminhamos para não ter Carnaval pelo quinto ano seguido. Por outro lado, Porto Velho terá recursos para a construção de um Sambódromo e possivelmente teremos Carnaval em Manaus em 2019. O maior problema é nas cidades médias. No estado de São Paulo a UESP (União das Escolas de Samba de São Paulo) está buscando um projeto com o governo do Estado para criar uma forma de financiamento em 20 cidades. Se este projeto caminhar, poderemos ter Carnaval novamente no ABC, região de Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco e Barueri. O quadro geral no país é péssimo e, se pensarmos que, no Rio, que é o principal polo do país a crise está aumentando, é preocupante.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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Divulgação de patrocinador faz surgir esperança de ensaios técnicos no Rio

A informação, divulgada nesta sexta-feira (4) no site do Ministério da Cultura, de que a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) captou, via Lei Rouanet, R$ 600 mil para a realização dos ensaios técnicos, reacendeu a esperança de que os treinos, que ocorrem desde 2004, voltem a acontecer no Sambódromo - no ano passado, por consequência da redução de subvenção oficial pela Prefeitura do Rio, o evento foi cancelado. Porém, o valor é pouco superior a 10% do que a entidade conseguiu de autorização do Ministério da Cultura para captar: R$ 5,5 milhões. Segundo a entidade, a verba, obtida junto à Latasa - Latas de Alumínio S/A, ainda não seria suficiente para cobrir os custos do evento, orçado em R$ 3,5 milhões. De toda forma, de acordo com dirigentes de escolas, a Liesa já preparou um calendário, mais enxuto, para acomodar os ensaios caso sejam confirmados. Ao longo do dia, surgiu nas redes sociais uma suposta escala, em que os treinos ocorreriam apenas aos domingos, tendo início no dia 27 de janeiro e indo até o dia 24 de fevereiro.  O colunista apurou que, apesar de toda a animação do mundo do Carnaval com a volta dos ensaios, este sentimento não se espalha pelos dirigentes. Afinal, com menos R$ 500 mil de subvenção oficial em seus orçamentos, as agremiações teriam custos suplementares com a realização dos ensaios com a fabricação de camisetas, aluguel de ônibus e caminhões e lanches para os componentes.  A situação dos barracões na Cidade do Samba melhorou nas últimas semanas graças a repasses de verbas advindos da venda de ingressos e de mais uma cota da Rede Globo. As escolas continuam pleiteando a volta do valor da subvenção da prefeitura para os valores de 2018, de R$ 1 milhão, mas o prefeito Marcelo Crivella mostra-se irredutível.

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Liesa cobra cumprimento de promessa de subvenção oficial de R$ 1 mi

Em mais um capítulo da estremecida relação entre escolas de samba e Prefeitura do Rio, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) convocou uma plenária no noite de segunda-feira (10) para buscar soluções em relação ao financiamento do desfile de 2019. Após a verba oficial ter sido reduzida de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão no Carnaval de 2018, a Prefeitura anunciou, via Diário Oficial, o repasse de apenas R$ 500 mil para as escolas de samba do Grupo Especial. A mudança de planos, a menos de três meses dos desfiles, pegou as escolas de surpresa e é mais um gargalo financeiro que surge para o planejamento dos desfiles. Nas últimas semanas, patrocinadores fortes, como os Supermercados Guanabara saíram do desfile. A Uber, que apoiou cada agremiação em R$ 500 mil via edital aberto pela Riotur, anunciou que não renovará o contrato. No último final de semana, apenas Portela, São Clemente e Imperatriz Leopoldinense realizaram eventos em suas quadras. Em entrevista coletiva após o final da plenária, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, afirmou que as escolas de samba irão cobrar com maior veemência uma resposta da Riotur. "Com muita surpresa que recebemos a informação pelo Diário Oficial. Em todas as reuniões com a prefeitura ao longo do ano não nos disseram que a verba seria reduzida. Causa estranheza, às vésperas do evento, esse corte. As escolas querem uma nova reunião com a Riotur para reverter esse quadro, porque seria a demonstração de total descaso com o espetáculo. Injetamos milhões na economia da cidade e queremos ser ouvidos", afirmou. Castanheira salientou que o prefeito o recebeu apenas uma vez, em setembro. E, em todas as demais reuniões, os interlocutores da Prefeitura foram o secretário de Casa Civil, Paulo Messina, e o presidente da Riotur, Marcelo Alves. De acordo com o presidente da Liesa, em momento algum foi cogitada a redução dos repasses. Nas reuniões com os secretários, ficou acordado que a verba de R$ 1 milhão seria paga em quatro parcelas: as duas primeiras, em novembro e dezembro, seriam de R$ 250 mil. A terceira, em fevereiro, de R$ 400 mil. Já a última, de R$ 100 mil, seria paga após o Carnaval, com a devida prestação de contas das parcelas anteriores.  "Isso tudo foi planejado. Agora, vir dizer pelo Diário Oficial que tudo mudou? O que a prefeitura quer? Acabar com o Carnaval do Rio de Janeiro? O prefeito tem que se sensibilizar com a situação do Carnaval", desabafou o presidente da Liesa, que destacou que a diminuição do apoio oficial a menos de três meses do desfile pode causar um dano à cadeia produtiva do Carnaval: "Uma coisa é você captar dentro de um planejamento. Outra coisa é ser pego de surpresa em dezembro. Está faltando um pouco de gestão na organização e respeito às escolas que são patrimônio da cidade. Disseram que o corte de verbas do Carnaval iria beneficiar a educação e a saúde e não é o que estamos vendo".  Questionado se o momento é o de pior relacionamento entre o Carnaval e o poder público, Castanheira afirmou que nunca foi tão difícil o diálogo com a Prefeitura. "Eles só nos dizem não, não e não. Acho que o prefeito não quer o Carnaval. O que está acontecendo é motivado pela religiosidade? ?Precisamos saber", afirmou o presidente da Liga, destacando que vários governantes do passado reconheceram a importância do Carnaval para a economia e cultura da cidade: "Brizola fez o Sambódromo, César Maia, a Cidade do Samba. Eduardo Paes ampliou a passarela. E agora? O que o prefeito quer?" A Liesa resolveu não mudar no regulamento e nem determinar a diminuição de alegorias ou alas nos desfiles de 2019. "Não há possibilidade. Os projetos estão prontos, cada carro alegórico e fantasia ajudam a contar uma história. Não vamos mexer no espetáculo. Esperamos conseguir resolver essa situação". Os ensaios técnicos, por sua vez, ainda não estão confirmados. Segundo Jorge Castanheira, há um projeto aprovado na Lei Rouanet e a liga procura parceiros. Nos bastidores do Carnaval comenta-se a possibilidade de uma proposta que as escolas deverão receber nos próximos dias para que a gestão financeira do desfile passe para as mãos do empresário Roberto Medina, organizador do festival Rock In Rio. Porém, este tema não foi abordado na plenária da liga.   

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Unidos da Tijuca quer voltar a ser campeã com Comissão reforçada

Uma das escolas que mais evoluíram nos últimos 20 anos no Carnaval carioca, a Unidos da Tijuca demonstra estar de volta à briga do título. Após o acidente no desfile de 2017 e de um Carnaval de entressafra em 2018, a azul e amarela trouxe como reforços para o seu barracão o diretor de Carnaval Laíla e o carnavalesco Fran Sergio. Eles se juntaram à Comissão de Carnaval formada por Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, que já vinha trabalhando na agremiação desde os tempos em que o desfile era comandado por Paulo Barros.  Com a nova composição, a Comissão ganha a junção de duas filosofias que renderam campeonatos: a modernidade e leveza da Tijuca e o luxo e densidade dos desfiles da Beija-Flor. A mistura, à primeira vista inusitada, de acordo com os carnavalescos, dará certo na Sapucaí. A Tijuca, que encerrará o desfile de domingo, trará o enredo "Cada macaco no seu galho. Ó, meu Pai, me dê o pão que eu não morro de fome!", sobre toda a importância do pão no contexto histórico, religioso e social ao longo da trajetória da humanidade. Para saber mais detalhes do Carnaval da escola, conversamos com Annik, Fran Sergio, Hélcio e Marcus. Confira: Anderson Baltar: Como surgiu a ideia do enredo? Annik: A gente já tinha a vontade de fazer um enredo que tocasse as pessoas e tivesse uma mensagem emocional, de amor. Recebemos um e-mail com a sugestão de um enredo sobre o páo. Só que a proposta era de um enredo histórico. Gostamos da ideia de usar o pão como pano de fundo para o nosso enredo, mas usar para falar do momento atual do país e do mundo, da falta de amor e de companheirismo e da intolerância política e religiosa.  A Tijuca tinha uma linha de Carnavais, desde Paulo Barros. E Laíla e Fran vieram da Beija-Flor com outra proposta. Qual será o estilo de desfile? Leve e alegre que nos acostumamos ou um pouco mais clássica? Marcus: Um pouco dos dois. Tanto para nós quanto para eles é um estilo diferente de enredo. E tudo se encaixou perfeitamente.  Fran Sergio: Todos tínhamos a vontade de fazer um enredo com essa pegada. Vai se criar uma nova forma de desfile. O samba já mostra isso. É uma outra Tijuca que irá para a avenida.  Teremos alegorias humanas? Annik: Sim! Fran Sergio: Teremos a alegria e a leveza da Tijuca, mas a pompa e o luxo dos bons tempos da Beija-Flor.  Marcus: Você vai falar que não é Beija-Flor, nem Tijuca. É uma nova forma de Carnaval. Hélcio: Queríamos fazer um enredo mais humanitário e ter um grande samba. Era uma deficiência da escola. Apesar de cantarmos muito, batíamos na trave. O trabalho do Laíla aprimorou muito a qualidade dos sambas e fomos muito felizes porque tivemos uma final com quatro grandes obras. Estamos apostando no trabalho de barracão e no samba, que já foi abraçado pela comunidade. Fran Sergio: O Laíla é um grande mestre e está com sangue nos olhos, com vontade de ser campeão. E, a despeito de toda experiência,  a mente dele é mais jovem que a nossa. Annik: Quando estamos desanimados, ele vem e nos incentiva.  O que podemos saber desde já do que será mostrado na avenida? Fran Sergio: Contaremos a história do pão, não só o alimento, mas o pão material, espiritual e social. Falaremos do início do pão, das primeiras civilizações que o desenvolveram. Temos uma parte religiosa, mostrando o pão da vida. Enfocaremos a era das revoluções, surgidas por conta da falta do "pão", mostraremos a chegada do alimento ao Brasil, dos negros nos tumbeiros vindo para cá à base de pão e água. E terminamos com uma crítica social, a toda essa desigualdade e intolerância. Se cada um fizer sua parte, ou seja, cada macaco estiver no seu galho, teremos um mundo melhor.  Vivemos a pior crise financeira da história do Carnaval. No que vocês apostaram para diminuir os custos? Hélcio: O presidente pediu para não tivermos excessos e desperdício. Vamos trabalhar bastante com materiais alternativos. Fran Sergio: Tem muita palha, capim. As roupas não são muito grandes, porque queremos que a escola evolua  e cante muito. E também diminuímos um setor: ao invés de seis carros, desfilaremos com cinco. Marcus: Fizemos também um trabalho grande de pesquisa de materiais. Fomos em São Paulo procurar e conseguimos muita coisa a um preço bem mais baixo. Hélcio: O corte mais sensível na estrutura é o de uma alegoria. Temos uma ala a menos do que ano passado. Não podemos prejudicar a qualidade do espetáculo.  2018 foi um ano de transição. Para 2019, podemos considerar a Tijuca de volta pra briga, mesmo desfilando no domingo? Annik: Sem dúvida. Inclusive, a Tijuca já foi campeã desfilando no domingo.  Fran Sergio: E ainda vamos encerrar o desfile. Eu, particularmente, adoro. Ganhei alguns Carnavais na Beija-Flor nesta posição de desfile. Marcus: É o nosso objetivo.  Annik: Nos últimos anos, as escolas que trazem um grande samba têm sido campeãs. Nesse ano, além dos quesitos da Tijuca, que sempre foram fortes, temos um grande samba. Isso pode fazer a diferença. Hélcio: É fundamental agradar ao público. Se tivermos um grande samba, o público se empolgará e, certamente, influenciará os jurados.  Mesmo desfilando de dia? Marcus: O nosso último campeonato foi em 2014, com o enredo do Ayrton Senna, encerrando o desfile. Hélcio: Prefiro desfilar por último do que primeiro.  Fran Sergio: Já estamos preparando para desfilar de dia. Paleta de cores, materiais, tudo feito para brilhar com o sol. Hélcio: O nosso sonho é que o povo se empolgue com o samba e venha sambando atrás da Tijuca. Estamos trabalhando para isso. Ter um samba explodindo na Sapucaí é a melhor resposta e a maior satisfação.

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