CD do Grupo de Acesso carioca será lançado em meados de novembro

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Leonardo Bessa (de branco, ao centro) com a equipe de produção do CD Imagem: Divulgação
Anderson Baltar

Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

04/10/2018 15h43

Com uma audição especial para presidentes das escolas e imprensa, foram encerradas as gravações do CD das escolas de samba da Série A (equivalente ao Grupo de Acesso) do Carnaval carioca de 2019.

Durante pouco mais de um mês, as 13 escolas registraram seus hinos na Companhia dos Técnicos, em Copacabana, sob a batuta de Leonardo Bessa. O músico e intérprete da Acadêmicos do Tucuruvi, com uma longe passagem pelo Salgueiro e escolas como São Clemente e Arranco, completa 20 anos como produtor de CDs das divisões inferiores e, desde já, considera esse trabalho como o melhor de sua carreira.

Segundo Bessa, a grande diferença deste CD para os dos anos anteriores foi a presença mais marcante das baterias desde o início das faixas. "Procuramos fazer um CD mais quente, com a presença da bateria o tempo todo. Até o ano passado, procurávamos fazer a primeira passada mais melodiosa e a bateria entrava na segunda. Agora, já damos o clima da avenida de cara, mas com a preocupação de dar um tratamento de gala ao samba, valorizando a melodia e facilitando que as pessoas aprendam os sambas", explica o produtor.

Os discos de samba-enredo dos anos 1980 são a grande inspiração de Leonardo Bessa. E, de acordo com o produtor, o espírito do CD da Série A de 2019 é de reviver aquelas gravações, onde os sambas eram apresentados com andamento mais cadenciado e o canto era mais sóbrio: "A gente tem muita preocupação em trazer o samba mais limpo possível. É um trabalho de anos, para conscientizar os intérpretes que o disco tem a função de apresentar o samba e que não dá para ter os vícios do canto na quadra, como cacos, gritos de guerra e saudações". 

O resultado é um CD bastante agradável. Para isso, contribuiu também a boa safra de sambas da Série A. "Não me lembro de ter produzido um disco onde todas as faixas são boas. Nâo há nenhum samba ruim", afirma Bessa.  

O álbum será enviado até o dia 15 de outubro para a Som Livre, gravadora responsável pelo lançamento. De acordo com Rodrigo Soares, diretor de Carnaval da Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), o CD deverá estar nas lojas na primeira quinzena de novembro. "A exemplo dos últimos anos, dois dias antes o material já estará disponível nas plataformas digitais como Deezer, Spotify e Google Play. Estamos muito confiantes em repetir os três últimos anos e conseguir, mais uma vez, o disco de ouro", acredita o diretor.

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