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Anderson Baltar

Falta de repasses faz Mocidade, Mangueira e São Clemente cancelarem ensaios

Clever Felix/Brazil Photo Press/Folhapress
Desfile da Beija-Flor, campeã do Carnaval 2018 do Rio de Janeiro Imagem: Clever Felix/Brazil Photo Press/Folhapress
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

30/11/2018 13h29

 Em uma crise financeira sem precedentes, as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro vivem dias de incerteza por conta da dificuldade em ter os repasses oficiais e da fuga de patrocinadores. Nos últimos dias, três escolas anunciaram a suspensão provisória de atividades em suas quadras: Mocidade Independente de Padre Miguel, São Clemente e Estação Primeira de Mangueira. A Mocidade foi ainda mais radical e anunciou que não se fará presente na festa de lançamento do CD, na próxima segunda-feira (03), na Cidade do Samba.

Com um relacionamento complicado com o prefeito Marcelo Crivella desde o ano passado, quando o governo municipal resolveu cortar R$ 1 milhão da subvenção de cada escola, a Liesa tem encontrado dificuldades para organizar o próximo desfile. Após várias tentativas, até hoje os dirigentes das escolas ainda não foram atendidos pelo prefeito. A cessão da Passarela do Samba, que normalmente ocorre em setembro, se deu com quase dois meses de atraso - o que prejudicou o cronograma de venda de camarotes e frisas e postergou ainda mais o faturamento das agremiações.

Nos últimos dias, duas notícias agravaram ainda mais a situação. Os supermercados Guanabara, uma das maiores redes da cidade, que tradicionalmente patrocinavam os desfiles e detinham um grande camarote na Sapucaí, anunciaram a sua saída do Carnaval. E a Uber, que no ano passado, via edital da Riotur, complementou as verbas das escolas em R$ 500 mil, informou que não investirá neste ano. Comenta-se que a matriz americana não teria ficado nada satisfeita com as denúncias contra Francisco de Carvalho, presidente da Mangueira, preso recentemente por supostamente ter recebido repasses do ex-governador Sérgio Cabral para financiar o desfile da escola.

O clima na Cidade do Samba é de apreensão e muitos barracões trabalham em um ritmo mais lento ao que normalmente se daria nesta época do ano. Em nota oficial, a Mocidade Independente de Padre Miguel informou o cancelamento de rua do próximo domingo (02) e a sua ausência na festa de segunda-feira. Segundo a nota, "a direção da agremiação julga incoerente integrar festejos mediante tamanha indefinição sobre o repasse de verbas da Prefeitura do Rio de Janeiro para o próximo desfile (...). A Mocidade coloca-se ao lado dos funcionários e colaboradores que lhe prestam serviços, e neste momento passam dificuldades para prover o sustento de suas famílias".

Em sua conta no Facebook, o vice-presidente da escola, Rodrigo Pacheco, justificou o cancelamento do ensaio por conta da situação financeira crítica que a Mocidade vive com os atrasos nos repasses: "Um ensaio de rua, por exemplo, custa aproximadamente R$ 10 mil por data, custos que envolvem aluguel de caminhão de som, segurança, equipamentos de rádio e logística do ensaio. Sendo assim, fica inviável manter os custos, uma vez que a Escola já não recebe repasses há quase 3 meses".

A Mangueira, nesta quinta-feira (29), anunciou a suspensão provisória de suas atividades de quadra. Os ensaios dos dias 1º, 8, 15 e 22 de dezembro estão suspensos. A sede só reabrirá ao público no dia 29, com o tradicional ensaio pré-Réveillon. A justificativa da verde e rosa foi de que " a Mangueira precisa da garantia desses recursos para o planejamento financeiro e o desenvolvimento do seu enredo, cumprindo prazos com fornecedores e toda equipe que brilhantemente desenvolve o espetáculo aclamado na Sapucaí e tão divulgado em todo o mundo".

A São Clemente foi outra escola que anunciou a suspensão dos ensaios. A única atividade prevista para o mês é a realização de um evento no dia 9 de dezembro no Clube Guanabara. Como as coirmãs, informou que "como melhor forma de organizar as finanças atuais, retomaremos os ensaios a partir de janeiro".

A situação, sui generis, mostra o quanto as escolas de samba do Rio de Janeiro encontram-se reféns de uma realidade financeira que não se justifica mais, seja pela crise econômica, pela retração dos investimentos públicos e privados e, sobretudo, pela falta de credibilidade que os últimos atos da Liesa trouxe para a festa. O cancelamento dos rebaixamentos nos Carnavais de 2017 e 2018 foram extremamente danosos para a imagem da liga. 

A virada de mesa do último Carnaval, por sinal, traz uma particularidade: a manutenção da Acadêmicos do Grande Rio se deu por conta da gama de patrocinadores que a escola traria para o desfile, além da força de seu tradicional camarote. Como ironia, na semana passada a escola anunciou o fim de seu espaço na avenida. Acabou sendo vitimada pela consequência que o desrespeito ao regulamento trouxe para o Carnaval das escolas de samba.

Há muito divorciadas da vida do carioca comum, com uma visão de marketing ultrapassada e ainda extremamente dependentes de verbas oficiais, as escolas de samba cariocas precisam encontrar um novo caminho. Mesmo reconhecendo a necessidade de manter as contas em dia, é sempre preocupante vermos entidades culturais deixando de abrir suas portas. Neste momento de crise, um dos caminhos para a superação é voltar a abrir pontes com a população. Sem reconquistar a simpatia popular e sem buscar soluções criativas para sua subsistência, alinhadas à realidade das redes sociais e das novas mídias, as escolas de samba estarão condenadas a se tornarem um espetáculo em extinção. 

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Divulgação de patrocinador faz surgir esperança de ensaios técnicos no Rio

A informação, divulgada nesta sexta-feira (4) no site do Ministério da Cultura, de que a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) captou, via Lei Rouanet, R$ 600 mil para a realização dos ensaios técnicos, reacendeu a esperança de que os treinos, que ocorrem desde 2004, voltem a acontecer no Sambódromo - no ano passado, por consequência da redução de subvenção oficial pela Prefeitura do Rio, o evento foi cancelado. Porém, o valor é pouco superior a 10% do que a entidade conseguiu de autorização do Ministério da Cultura para captar: R$ 5,5 milhões. Segundo a entidade, a verba, obtida junto à Latasa - Latas de Alumínio S/A, ainda não seria suficiente para cobrir os custos do evento, orçado em R$ 3,5 milhões. De toda forma, de acordo com dirigentes de escolas, a Liesa já preparou um calendário, mais enxuto, para acomodar os ensaios caso sejam confirmados. Ao longo do dia, surgiu nas redes sociais uma suposta escala, em que os treinos ocorreriam apenas aos domingos, tendo início no dia 27 de janeiro e indo até o dia 24 de fevereiro.  O colunista apurou que, apesar de toda a animação do mundo do Carnaval com a volta dos ensaios, este sentimento não se espalha pelos dirigentes. Afinal, com menos R$ 500 mil de subvenção oficial em seus orçamentos, as agremiações teriam custos suplementares com a realização dos ensaios com a fabricação de camisetas, aluguel de ônibus e caminhões e lanches para os componentes.  A situação dos barracões na Cidade do Samba melhorou nas últimas semanas graças a repasses de verbas advindos da venda de ingressos e de mais uma cota da Rede Globo. As escolas continuam pleiteando a volta do valor da subvenção da prefeitura para os valores de 2018, de R$ 1 milhão, mas o prefeito Marcelo Crivella mostra-se irredutível.

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Liesa cobra cumprimento de promessa de subvenção oficial de R$ 1 mi

Em mais um capítulo da estremecida relação entre escolas de samba e Prefeitura do Rio, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) convocou uma plenária no noite de segunda-feira (10) para buscar soluções em relação ao financiamento do desfile de 2019. Após a verba oficial ter sido reduzida de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão no Carnaval de 2018, a Prefeitura anunciou, via Diário Oficial, o repasse de apenas R$ 500 mil para as escolas de samba do Grupo Especial. A mudança de planos, a menos de três meses dos desfiles, pegou as escolas de surpresa e é mais um gargalo financeiro que surge para o planejamento dos desfiles. Nas últimas semanas, patrocinadores fortes, como os Supermercados Guanabara saíram do desfile. A Uber, que apoiou cada agremiação em R$ 500 mil via edital aberto pela Riotur, anunciou que não renovará o contrato. No último final de semana, apenas Portela, São Clemente e Imperatriz Leopoldinense realizaram eventos em suas quadras. Em entrevista coletiva após o final da plenária, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, afirmou que as escolas de samba irão cobrar com maior veemência uma resposta da Riotur. "Com muita surpresa que recebemos a informação pelo Diário Oficial. Em todas as reuniões com a prefeitura ao longo do ano não nos disseram que a verba seria reduzida. Causa estranheza, às vésperas do evento, esse corte. As escolas querem uma nova reunião com a Riotur para reverter esse quadro, porque seria a demonstração de total descaso com o espetáculo. Injetamos milhões na economia da cidade e queremos ser ouvidos", afirmou. Castanheira salientou que o prefeito o recebeu apenas uma vez, em setembro. E, em todas as demais reuniões, os interlocutores da Prefeitura foram o secretário de Casa Civil, Paulo Messina, e o presidente da Riotur, Marcelo Alves. De acordo com o presidente da Liesa, em momento algum foi cogitada a redução dos repasses. Nas reuniões com os secretários, ficou acordado que a verba de R$ 1 milhão seria paga em quatro parcelas: as duas primeiras, em novembro e dezembro, seriam de R$ 250 mil. A terceira, em fevereiro, de R$ 400 mil. Já a última, de R$ 100 mil, seria paga após o Carnaval, com a devida prestação de contas das parcelas anteriores.  "Isso tudo foi planejado. Agora, vir dizer pelo Diário Oficial que tudo mudou? O que a prefeitura quer? Acabar com o Carnaval do Rio de Janeiro? O prefeito tem que se sensibilizar com a situação do Carnaval", desabafou o presidente da Liesa, que destacou que a diminuição do apoio oficial a menos de três meses do desfile pode causar um dano à cadeia produtiva do Carnaval: "Uma coisa é você captar dentro de um planejamento. Outra coisa é ser pego de surpresa em dezembro. Está faltando um pouco de gestão na organização e respeito às escolas que são patrimônio da cidade. Disseram que o corte de verbas do Carnaval iria beneficiar a educação e a saúde e não é o que estamos vendo".  Questionado se o momento é o de pior relacionamento entre o Carnaval e o poder público, Castanheira afirmou que nunca foi tão difícil o diálogo com a Prefeitura. "Eles só nos dizem não, não e não. Acho que o prefeito não quer o Carnaval. O que está acontecendo é motivado pela religiosidade? ?Precisamos saber", afirmou o presidente da Liga, destacando que vários governantes do passado reconheceram a importância do Carnaval para a economia e cultura da cidade: "Brizola fez o Sambódromo, César Maia, a Cidade do Samba. Eduardo Paes ampliou a passarela. E agora? O que o prefeito quer?" A Liesa resolveu não mudar no regulamento e nem determinar a diminuição de alegorias ou alas nos desfiles de 2019. "Não há possibilidade. Os projetos estão prontos, cada carro alegórico e fantasia ajudam a contar uma história. Não vamos mexer no espetáculo. Esperamos conseguir resolver essa situação". Os ensaios técnicos, por sua vez, ainda não estão confirmados. Segundo Jorge Castanheira, há um projeto aprovado na Lei Rouanet e a liga procura parceiros. Nos bastidores do Carnaval comenta-se a possibilidade de uma proposta que as escolas deverão receber nos próximos dias para que a gestão financeira do desfile passe para as mãos do empresário Roberto Medina, organizador do festival Rock In Rio. Porém, este tema não foi abordado na plenária da liga.   

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Unidos da Tijuca quer voltar a ser campeã com Comissão reforçada

Uma das escolas que mais evoluíram nos últimos 20 anos no Carnaval carioca, a Unidos da Tijuca demonstra estar de volta à briga do título. Após o acidente no desfile de 2017 e de um Carnaval de entressafra em 2018, a azul e amarela trouxe como reforços para o seu barracão o diretor de Carnaval Laíla e o carnavalesco Fran Sergio. Eles se juntaram à Comissão de Carnaval formada por Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, que já vinha trabalhando na agremiação desde os tempos em que o desfile era comandado por Paulo Barros.  Com a nova composição, a Comissão ganha a junção de duas filosofias que renderam campeonatos: a modernidade e leveza da Tijuca e o luxo e densidade dos desfiles da Beija-Flor. A mistura, à primeira vista inusitada, de acordo com os carnavalescos, dará certo na Sapucaí. A Tijuca, que encerrará o desfile de domingo, trará o enredo "Cada macaco no seu galho. Ó, meu Pai, me dê o pão que eu não morro de fome!", sobre toda a importância do pão no contexto histórico, religioso e social ao longo da trajetória da humanidade. Para saber mais detalhes do Carnaval da escola, conversamos com Annik, Fran Sergio, Hélcio e Marcus. Confira: Anderson Baltar: Como surgiu a ideia do enredo? Annik: A gente já tinha a vontade de fazer um enredo que tocasse as pessoas e tivesse uma mensagem emocional, de amor. Recebemos um e-mail com a sugestão de um enredo sobre o páo. Só que a proposta era de um enredo histórico. Gostamos da ideia de usar o pão como pano de fundo para o nosso enredo, mas usar para falar do momento atual do país e do mundo, da falta de amor e de companheirismo e da intolerância política e religiosa.  A Tijuca tinha uma linha de Carnavais, desde Paulo Barros. E Laíla e Fran vieram da Beija-Flor com outra proposta. Qual será o estilo de desfile? Leve e alegre que nos acostumamos ou um pouco mais clássica? Marcus: Um pouco dos dois. Tanto para nós quanto para eles é um estilo diferente de enredo. E tudo se encaixou perfeitamente.  Fran Sergio: Todos tínhamos a vontade de fazer um enredo com essa pegada. Vai se criar uma nova forma de desfile. O samba já mostra isso. É uma outra Tijuca que irá para a avenida.  Teremos alegorias humanas? Annik: Sim! Fran Sergio: Teremos a alegria e a leveza da Tijuca, mas a pompa e o luxo dos bons tempos da Beija-Flor.  Marcus: Você vai falar que não é Beija-Flor, nem Tijuca. É uma nova forma de Carnaval. Hélcio: Queríamos fazer um enredo mais humanitário e ter um grande samba. Era uma deficiência da escola. Apesar de cantarmos muito, batíamos na trave. O trabalho do Laíla aprimorou muito a qualidade dos sambas e fomos muito felizes porque tivemos uma final com quatro grandes obras. Estamos apostando no trabalho de barracão e no samba, que já foi abraçado pela comunidade. Fran Sergio: O Laíla é um grande mestre e está com sangue nos olhos, com vontade de ser campeão. E, a despeito de toda experiência,  a mente dele é mais jovem que a nossa. Annik: Quando estamos desanimados, ele vem e nos incentiva.  O que podemos saber desde já do que será mostrado na avenida? Fran Sergio: Contaremos a história do pão, não só o alimento, mas o pão material, espiritual e social. Falaremos do início do pão, das primeiras civilizações que o desenvolveram. Temos uma parte religiosa, mostrando o pão da vida. Enfocaremos a era das revoluções, surgidas por conta da falta do "pão", mostraremos a chegada do alimento ao Brasil, dos negros nos tumbeiros vindo para cá à base de pão e água. E terminamos com uma crítica social, a toda essa desigualdade e intolerância. Se cada um fizer sua parte, ou seja, cada macaco estiver no seu galho, teremos um mundo melhor.  Vivemos a pior crise financeira da história do Carnaval. No que vocês apostaram para diminuir os custos? Hélcio: O presidente pediu para não tivermos excessos e desperdício. Vamos trabalhar bastante com materiais alternativos. Fran Sergio: Tem muita palha, capim. As roupas não são muito grandes, porque queremos que a escola evolua  e cante muito. E também diminuímos um setor: ao invés de seis carros, desfilaremos com cinco. Marcus: Fizemos também um trabalho grande de pesquisa de materiais. Fomos em São Paulo procurar e conseguimos muita coisa a um preço bem mais baixo. Hélcio: O corte mais sensível na estrutura é o de uma alegoria. Temos uma ala a menos do que ano passado. Não podemos prejudicar a qualidade do espetáculo.  2018 foi um ano de transição. Para 2019, podemos considerar a Tijuca de volta pra briga, mesmo desfilando no domingo? Annik: Sem dúvida. Inclusive, a Tijuca já foi campeã desfilando no domingo.  Fran Sergio: E ainda vamos encerrar o desfile. Eu, particularmente, adoro. Ganhei alguns Carnavais na Beija-Flor nesta posição de desfile. Marcus: É o nosso objetivo.  Annik: Nos últimos anos, as escolas que trazem um grande samba têm sido campeãs. Nesse ano, além dos quesitos da Tijuca, que sempre foram fortes, temos um grande samba. Isso pode fazer a diferença. Hélcio: É fundamental agradar ao público. Se tivermos um grande samba, o público se empolgará e, certamente, influenciará os jurados.  Mesmo desfilando de dia? Marcus: O nosso último campeonato foi em 2014, com o enredo do Ayrton Senna, encerrando o desfile. Hélcio: Prefiro desfilar por último do que primeiro.  Fran Sergio: Já estamos preparando para desfilar de dia. Paleta de cores, materiais, tudo feito para brilhar com o sol. Hélcio: O nosso sonho é que o povo se empolgue com o samba e venha sambando atrás da Tijuca. Estamos trabalhando para isso. Ter um samba explodindo na Sapucaí é a melhor resposta e a maior satisfação.

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