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Folia de rua surpreende até os blocos, consolida-se em SP e reúne milhões

Marcelo Justo/UOL
A atriz Alessandra Negrini sai de Iansã, orixá dos ventos, no bloco Acadêmicos do Baixo Augusta Imagem: Marcelo Justo/UOL

Ana Paula Niederauer, Bruno Ribeiro e Matheus Prado

De São Paulo

05/02/2018 09h11

Os dois primeiros dias de carnaval em São Paulo apontam para o maior público já registrado - e para a consolidação de vez da festa de rua. Ontem, só o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta reuniu 1 milhão de pessoas na Rua da Consolação, no centro, segundo os organizadores. E os 2 milhões de foliões estimados pela Prefeitura para sábado já equivalem ao público dos 381 blocos que saíram às ruas em 2017. O balanço sobre a presença em todos os blocos de ontem só será divulgado hoje.

O movimento começou de forma tímida há nove anos e passou a ganhar corpo em 2015, quando 270 blocos levaram às ruas 1,5 milhão de foliões. Para este ano, com desfiles que devem levar até 2 milhões de pessoas apenas para a Avenida 23 de Maio, a expectativa é de superar os 4 milhões. E, como sonha o prefeito João Doria (PSDB), se aproximar de Salvador, que registra problemas de esvaziamento no Circuito Campo Grande. Público maior só no Rio - que teve 5,9 milhões nas ruas no ano passado, segundo a Riotur.

Ontem, mais 81 blocos animaram as ruas de São Paulo - a Avenida Paulista foi fechada por tempo estendido, até as 18 horas. Um dos destaques foi o tradicional grupo carioca Monobloco, que brinca de carnaval o ano inteiro. Teve Tim Maia, Skank, Gilberto Gil e paulistanos que não pararam de cantar.

Segundo a organização do evento, o público foi de quase 100 mil pessoas, o que surpreendeu até Pedro Luis, o fundador do Monobloco. "Foi o nosso maior desfile em São Paulo." Menos da metade havia prestigiado Elba Ramalho e Alceu Valença no dia anterior.

O tempo nublado não se transformou em chuva e nada atrapalhou a folia no Acadêmicos do Baixo Augusta. Havia rapazes de fio dental e meninas vestidas de unicórnio e sereias. A música ia de funk a clássicos da MPB.

Os organizadores do bloco soltaram um manifesto . "Quanto mais a ideia de ordem for sinônimo de censura e ditadura, mais celebraremos a linda desordem do carnaval", diz um dos trechos. Artistas também fizeram manifestações com tom político, contra racismo e homofobia.

"As músicas são boas, a galera é boa, tudo é bom", resumiu a balconista Sheila de Lima, de 25 anos. O desfile começou depois das 17h30 e foi até o começo da noite. "Foi melhor do que esperava. A música era eclética", completou o pesquisador Ítalo Alberto, de 23 anos.

As opções de saída estavam melhores do que no sábado, quando houve aglomeração depois dos blocos em Pinheiros. Com duas estações da Linha 4 e a proximidade da Linha 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, as filas para embarque estavam grandes, mas tranquilas. Muitos foliões, entretanto, não encerraram a festa com fim do desfile e lotaram os bares da Praça Roosevelt e da Rua Augusta.

Fantasia de mosquito

Variações do mosquito Haemagogus e da vacina contra a febre amarela chamaram a atenção entre adereços e fantasias no primeiro fim de semana de carnaval. "Vi o chapéu de mosquito na internet e gostei. Quem passou por nós na rua brincou, fez piada", contou o folião Leandro Marras. Outro adereço recorrente foi a pochete, que podia ser de couro, brilhante e até com suporte para a latinha de cerveja. A bancária Elis Cavalcanti adotou o acessório por ser prático e seguro. "Tem um bolso interno para o celular e espaço para colocar minha bebida."

Conforme balanço divulgado pela Prefeitura, no sábado houve 50 multas pelo decreto que proíbe urinar nas ruas, nas regiões da Sé, da Vila Mariana e de Pinheiros. E foram 585 atendimentos médicos. Embora o Estado tenha observado confusões na dispersão dos blocos na zona oeste, a Prefeitura avaliou que não houve problemas graves. A restrição à entrada no bairro da Vila Madalena continua no próximo fim de semana.

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