Campanha nas redes sociais defende que no Carnaval "índio não é fantasia"

YASUYOSHI CHIBA/AFP
Homem usa cocar de índio nas ruas de São Paulo Imagem: YASUYOSHI CHIBA/AFP

De São Paulo

09/02/2018 14h05

Cocar, pinturas e roupas com penas. A campanha "índio não é fantasia" questiona e pede uma reflexão dos foliões sobre o uso das vestimentas durante o Carnaval. A ativista e artista Katú Mirim publicou um vídeo nas redes sociais explicando que o uso desses trajes é considerado racista e ofensivo por se apropriar da cultura dos povos indígenas.

"Usar fantasia de índio é racismo porque discrimina nossa raça, reforça estereótipos, a hipersexualização da mulher indígena. O movimento indígena sempre sofreu com a invisibilização. Nós não somos uma fantasia. Pessoas não são fantasia, nossa cultura não é fantasia. Ela existe, nós existimos", afirmou.

O vídeo já foi visualizado dois milhões de vezes. Nas redes sociais, a artista vem recebendo apoio, mas também tem sido atacada pela campanha. "Algumas pessoas estão refletindo, mas 98% dos comentários são racistas", disse a artista.

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