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Rio de Janeiro

Escolas do Rio lamentam fim dos ensaios na Sapucaí: "É nosso Maracanã"

 Júlio César Guimarães/UOL
Ritmistas ensaiaram para o "Encontro do Samba" Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

Carolina Farias

Colaboração para o UOL

04/01/2018 19h23

Em preparação para o grande Encontro do Samba, que reunirá no sábado (6), em Copacabana, mil ritmistas das 13 escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, mestres de bateria lamentaram a falta dos ensaios técnicos este ano. “Vai fazer muita falta. Os ensaios eram nosso teste final”, disse o mestre de bateria da Portela.

Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, da União da Ilha do Governador, além de fazer os acertos com a bateria, os ensaios empolgavam os integrantes das escolas. “Isso aqui é nosso Maracanã. Sempre vi aqui as pessoas das comunidades que não podiam pagar os ingressos e compareciam”, afirmou o mestre, que está à frente da bateria da Ilha há 40 anos.

 Júlio César Guimarães/UOL
Ritmistas se reuniram na Sapucaí para ensaio do "Encontro do Samba" Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

Para Marco Antonio da Silva, o mestre Marcão, que comanda a Furiosa, como é chamada a bateria da Acadêmicos do Salgueiro, os ensaios vão fazer falta na vaidade dos membros da escola.

“Além de preparar a parte técnica, a escola podia mostrar o que estava preparando ‘em casa’. Todo mundo gosta de mostrar o que está preparando em casa. Agora vamos mostrar só no dia”, afirmou.

Selminha Sorriso, primeira porta-bandeira da Beija-Flor, que também participou do ensaio, classifica a falta de ensaios como a perda de uma conquista.

“Eu lamento, para nós é um retrocesso. Era uma conquista grande para o povo que não pode vir assistir no dia do desfile. O povo vai sentir muita falta. Espero que em 2019 volte com mais garra e mais emoção”, disse Selminha.

Uma escola só

O Encontro do Samba vai reunir os mil ritmistas das escolas de samba aos músicos da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky.

No evento, seis escolas saem do Leme, na avenida Princesa Isabel, as demais da altura da rua Figueiredo Magalhães, e se encontram no palco – o mesmo do Réveillon, em frente ao Copacabana Palace, que sofre reajustes para o encontro. Os primeiros casais de mestre-sala e porta-bandeira das agremiações se apresentarão no palco durante o encontro.

Participam ainda do evento Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira e a cantora pop Iza.

No ensaio, os ritmistas puderam entender como vai ser a apresentação de sábado. Os músicos vão tocar 26 sambas-enredo que são sucesso de público.

“Nós escolas, somos como irmãs. Vamos ter que fazer uma harmonia igual. Vai ser um desafio, como se todos estivéssemos disputando uma nota”, comparou Rodrigo Pereira, o Rodrigo Explosão, mestre de bateria da Mangueira.

 Júlio César Guimarães/UOL
Por falta de verba, Sapucaí não terá ensaios técnicos em 2018 Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

O encontro foi idealizado por Abel Gomes, sócio da SRCom, empresa que realizou o Réveillon em Copacabana e está à frente do evento.

“Sempre pensei em ter esse tipo de evento fora de época. Nossa cidade ama os turistas. Solução de juntar muita gente e com alma, era juntar as baterias, portas bandeiras e passistas, os corações das escolas. A ideia de juntar com a orquestra veio porque eu já fiz um evento com rock aqui no Sambódromo, o "Rock in Concert", na década de 1980, com o Barão Vermelho e a Blitz, com duas orquestras e dois corais. Foi lindo e fiquei pensando e pensei em fazer com sambas e bateria”, acrescentou Gomes.

Para Reinaldo de Souza, o mestre Chuvisco, líder da bateria da Unidos de Vila Isabel, o desafio das agremiações será a diferença dos sons das escolas e da orquestra.

“Para juntar tudo vamos ter que ter muita concentração. Tem que ter educação musical para dar certo”, concluiu o mestre.

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